quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Novas

Espírito de Arte nesse fim de ano!

O Espírito de Arte fecha o ano a todo vapor em Fortaleza e Região Metropolitana. Desde o começo de dezembro, foram duas apresentações: no último dia 6, o grupo participou do encerramento das atividades da Mocidade Espírita Paulo e Estevão da Piedade. Foi um momento de muita alegria para nós, pela receptividade dos jovens, e também pelo fato de alguns integrantes do grupo terem freqüentado por muitos anos a Mepe.

Ontem à noite, as alas mineira e cearense do Espírito de Arte voltaram a tocar juntas pela primeira vez, desde que houve a ampliação do grupo em duas frentes de trabalho. Fora o reencontro, mágico por si, tivemos oportunidade de conduzir uma reflexão musicada com mais de 30 moradores do bairro Tancredo Neves. Apesar do improviso, pois o convite para fazer algo além de uma apresentação musical chegou minutos do início do evento, vivenciamos quase uma hora de música, introspecção e diversão como há muito não experimentávamos.

Já no próximo sábado (19), será a primeira apresentação formal do grupo no Paulo e Estevão da Água Fria, uma das maiores casas espírita do Ceará. O show começa às 19h e marca o encerramento das atividades do Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita no Gepe esse ano.

No domingo (20), será a vez da Sociedade Espírita Irmãos do Caminho, no bairro Pan Americano, que também comemora o encerramento dos trabalhos de 2009. O evento começa às 17h, e marca a última apresentação conjunta do ano para o Espírito de Arte (Minas + Ceará).

Por fim, devemos nos apresentar no Grupo Espírita Luz no Lar, o Geluz, na Tabuba, dia 27 de dezembro (sábado), num evento voltado para o público infantil da comunidade que a casa atende. A programação começa às 16h.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Novas

Grupo Ame grava DVD ao vivo

Amanhã, um dos grupos mais tradicionais da música espírita no Nordeste sobe ao palco. Mas não é para qualquer apresentação. Enquanto centenas de pessoas estiverem assistindo ao show, no Anfiteatro do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, um batalhão de quase 30 profissionais vai estar a postos registrando cada detalhe do espetáculo.

Serão oito operadores de câmera, munidos de equipamentos de alta resolução, diretores de fotografia, técnicos de som, assistentes de gravação. Cada um fazendo a parte que lhe cabe para a gravação do Intimidade Espírita, primeiro DVD do gênero a ser gravado no Ceará.

Identificamos que durante estes 20 anos de atuação do grupo, a mensagem espírita que cantamos tem entrado de forma sutil, mas muito eficaz, na intimidade de pessoas e lares. Pela bondade da espiritualidade maior, ela tem tocado corações, esclarecido dúvidas, consolando e instruindo, cumprindo assim nossa humilde tarefa de divulgação espírita. Intimidade Espírita, porque desta forma acabamos participando da vida íntima de cada um que permitiu entrássemos em suas vidas e lares, explica Expedito Brito, fundador do grupo e um dos coordenadores do projeto.

Para as duas noites de gravação, o grupo promete um "passeio" pelo repertório consagrado entre os espírita nordestinos, além de canções cantadas, mas até hoje nunca gravadas pelo Ame. Participam também da festa convidados como Tarcísio Lima, arranjador, compositor e orientador musical do grupo em todos os discos que o Ame gravou; Adelson Viana, um dos acordeonistas mais conceituados do Ceará; Sérgio, Chiquinho e Luciano Klein, ex-integrante que vão cantar/tocar em algumas faixas.

Sobre a previsão de lançamento do DVD, Expedito é cauteloso. Ainda não sabemos ao certo, mas com certeza em 2010, com lançamento nacional, garante.

Com a gravação do show, o Ame se junta a um universo seleto, mas crescente, de grupos espíritas de arte que entram com os dois pés na era do audiovisual. O primeiro deles, foi o Grupo Arte Nascente (GAN), de Goiânia, que gravou ainda em 2007 o DVD Arte Nascente (comentado em detalhes neste mesmo blog), e agora já planeja o segundo disco, intitulado Vida.
Depois vieram o Grupo Semente, de Recife, que gravou o Semente Acústico 10 Anos em junho de 2008 e o Grupo Acorde, de João Pessoa, cujo trabalho, gravado em outubro passado, ainda não tem nome oficial nem previsão de lançamento.

Que sejam todas essas iniciativas um reflexo de tempos novos para a Arte do Bem, que canta a Paz, o Amor e a Bondade, que emociona e faz vibrar a alma, que fortalece e nos dá forças para seguir em frente. Rumo aos altos destinos que Deus reservou a cada um de nós!

domingo, 29 de novembro de 2009

Novas

A charge espírita do Jornal O Povo

Olha só como as coisas podem chegar, pelas vias mais inusitadas, ao universo espírita... Na última quinta-feira (26), a Folha de São Paulo noticiou que o deputado federal Ciro Gomes (PSB) teria feito a seguinte alusão ao governador de São Paulo, José Serra (PSDB): Eu comemoro que ele tenha finalmente notado que eu existo. Pois eu, normalmente, só percebo a existência dele por meio do coisa, que não é ele, é um ectoplasma.

A curiosa afirmação seria uma resposta ao fato de Serra ter se referido a Ciro, dias antes, nos seguintes termos: Ciro nem candidato é. E ele não vai fazer nada que o presidente Lula não queira.

Não vamos entrar no mérito do debate pré-eleitoral entre dois prováveis candidatos à presidência do nosso país. Mas não poderíamos ignorar a "tradução artística" do incidente político feita pelo chargista Clayton e publicada hoje no Jornal O Povo:

A imagem, pra quem não sabe, é uma referência às típicas reuniões mediúnicas de materialização, registradas em fotografia desde a segunda metade do século XIX. Em praticamente todas as fotos do tipo, pode-se perceber um médium, em pé ou sentado, e uma espécie de vapor opaco vazando pelo nariz, pela boca e/ou pelo ouvidos dele. No ponto de convergência dos fios esbranquiçados, forma-se a imagem de um rosto, um busto e, eventualmente, até de um corpo inteiro. Mais ou menos como se pode ver abaixo, no retrato do também cearense Peixotinho, um dos médiuns de efeitos físicos mais notáveis já registrados no Brasil.


O ectoplasma, termo cunhado pelo fisiologista francês Charles Richet, seria, a "substância" ou "energia espiritual" exteriorizada por esses médiuns, capaz de permitir o fenômeno da materialização de Espíritos. Quando lembramos que Ciro não é espírita, e que nem o conceito e nem as fotos são muito bem vistas pela comunidade científica, que costuma taxá-los de fantasia e charlatanismo, a intenção da referência a Serra ganha contornos bastante definidos...

Se não temos exatamente Arte Espírita, temos aí, pelo menos, um genuíno caso de espiritismo na arte, que não poderia passar despercebido por nós...

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Idéias

Besouro: um herói que voa e vê Espíritos!

Eita, Brasil rico de cultura, arte e religiosidade! Um país que se forjou nos contatos - nada amistosos - entre povos totalmente diferentes. Que resultou numa sociedade altamente plural e heterogênea. E que ainda está aprendendo a lidar com toda essa diversidade.

É curioso notar como um país assim carece de heróis. Gente que represente a luta do povo, que sirva de exemplo para as conquistas e os anseios da gente. Não que eles não tenham existido. É só que poucos deles habitam a nossa memória.

No cinema, o diretor João Daniel Tikhomiroff tenta preencher essa lacuna com o filme Besouro: nasce um herói, que acaba de entrar em cartaz nos cinemas. O personagem-título é um capoeirista lendário que assombrou coronéis e fazendeiros do Recôncavo Baiano. Dizia-se que era capaz de levar a nocaute um pelotão de policiais, para sumir logo em seguida, sem deixar vestígio.

Mas o que nos inspira a escrever este texto é a forma como Tikhomiroff aborda as interações entre o mundo de cá e o de lá. O universo de Besouro é o das tradições africanas, particularmente do Candomblé. Homens e Orixás vivem em contato direto e freqüente. Rezas, sacrifícios e oferendas medeiam essa relação, vantajosa para ambas as partes.

Cabe ressaltar que, na tradição candomblecista, os Orixás não são Espíritos de pessoas falecidas. São ao mesmo tempo guardiões e representações dos elementos da natureza. Forças cósmicas que inteferem diretamente no destino dos homens. Tradicionalmente, são retratados com forma humana, mesclada com características dos elementos que personificam.

Na película, eles ganham uma representação exemplar em termos de naturalidade, expressão e relação com os homens e com a natureza de que fazem parte. Exemplar inclusive para os cineastas espíritas, atuais e potenciais, que haja por aí!

Um dos primeiros a aparecer é o temido Exu, orixá ambíguo, associado tanto a nobres quanto
terríveis realizações. No melhor estilo médium desorientado, um feirante percebe a presença da figura, confunde a entidade com uma pessoa comum que estivesse esnobando os produtos do quiosque dele, e parte pra cima do orixá! Detalhe: aos olhos da maior parte dos freqüentadores da feira, o pobre vendedor está se debatendo contra o vento!

Só quem parece compreender a "dança" do rapaz é o Besouro, ele também, capaz de ver os elementais. O capoeirista afasta o amigo e, também sem uma noção precisa a respeito de com o que está lidando, protagoniza uma luta e tanto com o Exu! Naturalmente, não acerta um único golpe, e ainda consegue demolir metade da feira na tentativa...

Ao longo da trama aparecem ainda o orientador espiritual, sempre pronto a aconselhar Besouro; a bela Iansã, a fluida Oxum, o guerreiro Ogum, o nebuloso Ossaim... Todos com uma naturalidade impactante, envolvidos em seus respectivos meios e áreas de atuação, cada um contribuindo com uma dádiva para a formação do herói.

Lá pelas tantas, tem até espaço para legítimos fenômenos de "psicapoeira"... Mas não vamos estragar as surpresas. Se ficou curioso, vai lá, prestigiar essa bela produção do cinema nacional. No geral, um bom filme, daqueles que deixam uma impressão agradável no espectador. Recomendo!


terça-feira, 3 de novembro de 2009

Novas

Arte e Educação: uma proposta diferente

Nesse fim de semana, o Espírito de Arte Minas conheceu uma forma diferente de fazer Arte Espírita. Os integrantes do grupo instalados em Belo Horizonte viajaram na sexta (30/10) para o município de Sacramento, 490 quilômetros da capital. Lá permanece de pé o Colégio Allan Kardec, primeira escola espírita fundada no mundo, em 1907. Hoje o prédio abriga uma
instituição espírita, além de museu, livraria e memorial. As atividade propriamente educacionais foram transferidas para a Escola Eurípedes Barsanulfo, a cerca de um quilômetro do local.

O motivo da viagem foi o 4º Seminário de Educação do Espírito, que ocorreria simultaneamente ao 3º Festival de Artes da Evangelização de Espíritos, no Colégio. Além disso, haveria a participação de José Pacheco, grande idealizador da Escola da Ponte, e de companheiros notáveis da Arte Espírita, como Moacyr Camargo, Jaime Togores, Marcílio e Elaine Dias...

Pois bem! O que vimos lá foi a arte aplicada à educação. A proposta da Evangelização de Espíritos é a de que a arte sirva ao autoconhecimento e ao crescimento do educando. Quem usufrui do teatro, da música e da dança, é, antes de tudo, o próprio "artista". As obras se constroem a partir de vivências produzidas em encontros e oficinas. Essa elaboração é a parte mais importante do processo. A exibição pública, quando há, normalmente se limita a encontros para troca de experiências entre os grupos que já praticam a metodologia.

O trabalho já é desenvolvido com sucesso em mais de 40 cidades de Minas, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Mato Grosso e Goiás. O Espírito de Arte Minas pretende estudar e conhecer melhor a proposta nos próximos meses. Quem sabe, a empreitada não resulta em algum novo projeto...

Em Sacramento, só fizemos apresentações informais, em momentos de intervalo. Graças a Deus, muito bem recebidas pelo público! Além disso, como se pode ver ao lado, demos uma força pra um coral infantil de Rondonópolis (MT), que pretendia apresentar a canção Anjos, na Tarde de Talentos do domingo.

Mas um dos momentos mais marcantes do fim de semana foi o bate-papo com o Pacheco! Além de ouvirmos um pouco sobre a experiência única desse educador português e sua escola no interior de Portugal, tivemos a honra de acompanhar uma execução ao vivo do Hino da Escola da Ponte. Detalhe: com o violão do Espírito de Arte!!! Foto e vídeo, só com o finalzinho da canção, logo abaixo:

sábado, 17 de outubro de 2009

Mais

A Questão Espiritual em Harry Potter - Parte 3

Os mortos não deixam de existir. Continuam a ter consciência de si. Podem sentir o mundo a sua volta. Podem interagir uns com os outros e também com os que ficaram. E conseguem até dar alguns pitacos no rumo das coisas por estas bandas... Será uma síntese das idéias espíritas? Não exatamente. Esse é apenas o resumo das conclusões a que chegamos nos dois primeiros artigos sobre espiritualidade em Harry Potter.

No primeiro deles, lançamos a proposta de esboçar uma teoria espiritualista sobre o universo mágico elaborado por JK Rowling. A partir, é claro, das inúmeras pistas que obra e autora têm a oferecer sobre o tema. No segundo texto, damos prosseguimento à discussão, ampliando-a para a própria concepção do enredo, que, certo dia, "por quatro horas seguidas", "fervilhou no cérebro" da escritora, segundo seu próprio relato.

Agora, vamos no deter no último livro da série. O magistral Harry Potter and the Deatlhy Hallows, lançado no Brasil como As Relíquias da Morte. Ao mesmo tempo em que reafirma as conclusões dos artigos anteriores, ele lança pistas novas e intrigantes sobre a questão espiritual.

Naturalmente, daqui em diante o texto fala claramente sobre o enredo do livro. Portanto, quem ainda não leu e não gosta de saber antecipadamente das coisas, aproveite para reler os primeiros artigos e não prossiga neste!

Já no título, a confirmação do papel central exercido pelo problema da morte na trama. As tais relíquias nada mais são do que objetos que permitiriam ao possuidor "driblar" a morte. Uma capa de invisibilidade, imune a qualquer tipo de dano, capaz de ocultar o dono dos perigos. Uma varinha mágica que torna seu proprietário virtualmente invencível, portanto, imune a ameaças mortais. E uma pedra que consegue trazer de volta os mortos, preenchendo, ao menos, a lacuna deixada pela separação.

No mundo dos bruxos, esses objetos eram considerados lendários, pertencentes às fábulas infantis. Mas ao longo da trama, percebe-se que eles existem sim e, ironicamente, já levaram incontáveis aventureiros à morte. Fosse por ignorar os perigos concretos e imediatos no afã de encontrá-los, fosse por julgar-se, de fato, "senhor da morte" ao possui-los, e acabar também se descuidando de outras ameaças.


Para nossos propósitos, é interessante nos deter em uma das relíquias: a Pedra da Ressurreição. É ela que permite um dos momentos mais emocionantes - e transcendentais - de toda a trama. Quando Harry mais precisa, quatro pessoas "mortas" - em vida, extremamente importantes para ele - como que se materializam na frente do herói. "Menos substanciais que corpos vivos, e bem mais do que fantasmas, eles se moveram em sua direção, em cada face, o mesmo sorriso amoroso", descreve Rowling.

E naquele momento o aconselharam, reanimaram e garantiram a força que faltava para Harry cumprir a dolorosa missão que teria pela frente. O detalhe curioso é que, quando perguntou se outros não poderiam vê-los, ele ouviu a seguinte resposta: "Somos parte de você, invisíveis para outras pessoas". Uma pedra que aguça as faculdades mediúnicas do possuidor? A autora prefere deixar a questão meio nebulosa...

Da mesma forma que faz num momento à frente, este sim, o mais transcendental de toda a série! Ao tomar um golpe, que deveria ser mortal, Harry se vê numa espécie de limbo. Acorda lenta e desorientadamente, os sentidos voltando pouco a pouco a funcionar. À medida que toma consciência de si, sua mente começa a dar forma à imprecisão do espaço que o cerca.


Ao perceber que está nu, ele se incomoda, e deseja estar vestido. "Mal o desejo se formou na mente e apareceram roupas a uma pequena distância", relata a autora. A elaboração do meio não pára. "Harry se virou lentamente para o local, e os arredores pareciam se inventar ante os seus olhos", explica. É como se ele estivesse formando aquele espaço mentalmente, de forma instintiva, sem se dar conta, com base nas necessidades que vai experimentando. Qualquer semelhança com um certo Laboratório do Mundo Invisível não há de ser mera concidência...

Quando finalmente encontra alguém, o espanto: "Mas você está morto"! "Sim", responde o interlocutor. "Então... eu também estou?", pergunta. "Essa é a questão, não é?", pondera o Espírito, completando: "No geral, meu garoto, acredito que não".

Pois é! Harry Potter tem uma Experiência de Quase-Morte! Além de uma excelente oportunidade para ponderar sobre a vida, debater questões complexas e descobrir informações que desconhecia. O interlocutor explica que ele tem a chance de escolher entre retornar ou seguir. Mas para onde? "Em frente", como quem prefere desconversar.

A escolha? A que justifica o valor quase divino do sacrifício, do devotamento e da abnegação. Um assunto moral, mas com implicações espirituais, que vai ser o tema central do nosso quarto e último artigo sobre A Questão Espiritual em Harry Potter!

sábado, 3 de outubro de 2009

Mais

O rapper espírita que ganhou a mídia

Já imaginou um rapper nascido e criado no interior de Goiás? Cuja influência musical, até os dez anos de idade, se resumia às modas de viola cantadas pelo avô, na fazenda onde moravam?

Esse é Túlio Dek, o músico que emplacou, logo no primeiro
álbum, um hit em novela das 8 da Globo: "Sou muito eclético e sei separar muito bem as coisas. Gosto de ouvir Vinícius pra compor e hip hop pra me inspirar", disse ao jornal Plug, logo após o lançamento do CD.

Mas o que nos leva a falar dele aqui é outro fato interessante: Túlio é espírita declarado, a começar pelo próprio nome artístico que escolheu: "Tive o insight de pegar o 'Dek' do Allan Kardec, com 'k', pra modificar um pouco", explica.

O contato com o espiritismo começou na adolescência, quando a família se mudou para o Rio de Janeiro. Já aos 19 anos, o rapper participava de reuniões mediúnicas e psicografava textos. "Depois que me estabelecer com meu som, quero lançar um livro com os poemas que psicografei e doá-los. Não quero vendê-los porque isso não é meu. É um auxílio que recebo", disse ao Extra Online em julho de 2008.

Sem ter vivido na favela, Túlio usa a música para falar da vida, das dificuldades e superações que fazem parte do dia-a-dia. No emaranhado de temas e situações que aborda nas letras, a influência espírita se revela em versos como:

"Idas e vindas, vidas nascidas de partida / Experiência adquirida, confiança em dobro / Integrado, corpo e espírito no jogo", "A gente tem que saber levar / E entender que tudo vai passar / Nem sempre a gente pode enxergar / Mas o sol nunca deixa de brilhar" e "Tudo nessa vida é merecimento / O que a brisa leva, volta com o vento / Se não se decidiu, então corra atrás / Entre o bem e o mal, eu fico com a paz"

"Não acredito em sorte. Acredito em merecimento. Tem muita gente boa no mercado, mas as coisas são difíceis. Nada é por acaso. Você tem que correr atrás dos seus sonhos para que eles se realizem. Tem que correr atrás para merecer estar numa situação que te ajude a conquistar as coisas", revelou certa vez ao portal carioca Conexão Aluno.

Abaixo, o clipe da canção Tudo Passa, que foi tema do personagem Halley, na novela A Favorita. Título e letra sugestivamente espíritas...

 
BlogBlogs.Com.Br