Depois de quase dois meses de silêncio, voltamos ao trabalho!
A nova cara do blog diz muito do que queremos que esse espaço seja daqui para a frente: um ambiente virtual de reflexões, cujos textos, vídeos e imagens sejam capazes de estimular no Espírito a elevação do pensamento e o desabrochar do sentimento. A Arte já não é mais fim e sim meio para se chegar a novas experiências e percepções sobre nosso papel diante da Vida.
Para coroar esse recomeço, trazemos uma canção gravada em 2007 pelos integrantes do antigo grupo Estradas, à época já extinto, de Belo Horizonte (MG). O Estradas marcou época no meio espírita mineiro pela qualidade técnica e, principalmente, pela riqueza espiritual de seu trabalho, que acabou sendo interrompido antes de ser registrado em CD próprio.
Por isso, as gravações presentes no Comebh 25 Anos, primeiro DVD de música espírita produzido no país, têm um caráter especial de resgate, pelo menos parcial, desse trabalho extraordinário. A canção que se segue abaixo chama-se Nova Era. Como todas as composições que conhecemos de Willi de Barros (Uma Prece, Para sempre em meu coração, A História de Madalena, Encontro etc), é de uma beleza e de uma profundidade marcantes!
Um convite a aceitarmos plenamente o chamado que Jesus nos faz há milênios para uma Vida Nova, baseada na Fraternidade, na Caridade e na Abnegação. Assumamos o compromisso de edificar em nós mesmos uma Era Nova e a Nova Era há de surgir irremediavelmente no mundo...
PS: Agradecimentos especialíssimos ao nosso irmão Denis Soares por disponibilizar essa canção no YouTube e indicá-la no seu blog Viajante do Universo!
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domingo, 7 de novembro de 2010
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Kardec e o autor d'O Mundo de Sofia
O escritor norueguês Jostein Gaarder é um velho conhecido do mercado internacional de best-sellers. Desde o início dos anos 90, quando lançou o clássico Sofies verden (ou O Mundo de Sofia), Gaarder tem se especializado em desenvolver narrativas profundamente humanas com forte influência da Filosofia. Histórias reflexivas, introspectivas, mas capazes de conquistar dezenas de milhões de leitores em todo o mundo.Em 2008, veio a público o trabalho mais recente, Slottet i Pyreneene, que está sendo lançado agora em agosto no Brasil sob o título O Castelo dos Pirineus. O enredo trata de um ex-casal de namorados que se "reencontra" virtualmente 30 anos após o rompimento, dando início a uma troca de e-mails que revela uma incrível divergência entre as percepções de cada um sobre o antigo relacionamento e os motivos da separação.
Até aí, nada de novo. O que nos chamou a atenção foi o fato de os personagens terem sido escolhidos para representar o eterno embate entre razão e fé, ciência e espiritualidade. Isso porque Steinn, físico e meteorologista, é um racionalista de carteirinha, enquanto Solrun, professora e tradutora, uma espiritualista convicta. O detalhe é que Solrun, mais especificamente, é espírita, leitora assídua do Livro dos Espíritos.Em uma série de entrevistas concedidas a jornais e TVs brasileiros, Gaarder revela que se debruçou detidamente sobre a obra fundamental da Doutrina Espírita para compor a personagem. E garante que ao longo do trabalho de elaboração d'O Castelo dos Pirineus, reviu seu próprio ceticismo pessoal sob a influência do diálogo com o trabalho de Allan Kardec, como se vê nesse vídeo gravado no último fim de semana durante a 21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo.
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
A Evangelização de Espíritos
Falávamos na semana passada sobre nossa vivência na Terra de Ismael, instituição espírita paulista dedicada à Evangelização de Espíritos, com foco na educação pelo contato com a natureza. Acreditamos que esta última parte, a da natureza, tenha ficado razoavelmente clara. Ou, pelo menos, tão clara quanto possível para quem não viveu pessoalmente o processo.
Mas, o que é exatamente a Evangelização de Espíritos? Aqui, mais uma vez, vamos falar de nossas próprias experiências. Afinal, sobre o que podemos falar com propriedade senão sobre aquilo que vivemos?
Chegamos à antiga sede do Colégio, que hoje abriga o Grupo Espírita Esperança e Caridade, a tempo de assistir à palestra de abertura do 42º Encontro de Evangelização de Espíritos promovido pela instituição. Tanto o evento, que acontece a cada 6 meses, quanto a exposição inicial tiveram como tema Evangelização de Espíritos: um método profilático para combater os males do Espírito.
Ao longo de pouco mais de uma hora, Alzira Bessa Amui falou para mais de 300 evangelizadores e interessados sobre o caráter essencialmente auto-educativo dessa metodologia, que tem na percepção permanente de si como Espírito em trânsito na Escola da Terra a base de sua proposta. Em suma, ser evangelizador exige do Espírito, antes de tudo, viver como um evangelizando, sempre disposto a aprender e servir.
No dia seguinte, passamos o dia inteiro na turma dos iniciantes, já que era nossa primeira participação nesse encontro. Foram quatro módulos de estudo: 1) A Evangelização de Espíritos; 2) os Recursos utilizados na Evangelização; 3) os Atributos do Espírito; e 4) Planejamento Reencarnatório.
O primeiro módulo nos ofereceu uma visão geral da Evangelização como uma metodologia absolutamente calcada na Codificação Kardequiana e nas obras de André Luiz e Emmanuel, que dá continuidade ao trabalho revolucionário desenvolvido por Eurípedes Barsanulfo no início do século XX e se desenvolve hoje sob a orientação espiritual do próprio educador mineiro.
Como proposta metodológica, ela procura instrumentalizar o espírita com recursos específicos capazes de estimulá-lo a, mais do que acreditar que é um Espírito, permitir-se viver como um, atento às próprias criações mentais e aos sentimentos que experimenta. Sempre focado no autoconhecimento e na importância de refletir sobre o conhecimento que adquire, de forma a traduzi-lo sistematicamente em alimento para a alma, em base sólida para a elevação do pensamento e para a depuração dos sentimentos.
Os recursos para isso? De modo geral, velhos conhecidos de todos nós: a palavra, a reflexão, a arte, a assistência fraterna e o contato com a natureza. A diferença está na percepção de si e dos educandos como Espíritos dotados de uma bagagem inestimável de experiências pessoais que demandam mais o estímulo para o Bem do que a tradicional doutrinação verbal.
Assim, cabe ao evangelizador falar com clareza e simplicidade dos conteúdos a que se propõe, sempre procurando estimular a reflexão, a apropriação do conhecimento pelos evangelizandos em prol de seu crescimento como Espíritos. A meta de toda informação compartilhada é suscitar reflexão capaz de fomentar a renovação dos sentimentos que vibram na alma. Para tanto, o uso refletido e sentido dos recursos de que falamos é determinante.
Naturalmente, para que o evangelizador possa desenvolver um processo educativo eficiente ele precisa saber reconhecer em si, em suas tendências profundas e seus anseios mais íntimos, as pistas para a compreensão do próprio planejamento reencarnatório. Uma vez experimentado nesse processo, que tende a ser longo, mas extremamente enriquecedor, ele pode se entregar à tarefa de sondar quais as lições mais prementes que os seus Espíritos evangelizandos vieram aprender neste mundo e, por tabela, qual a melhor contribuição que tem a oferecer para para a realização dos objetivos existenciais deles.
Bom, o texto já tá enorme pros padrões do nosso blog, então, ficamos por aqui! E olha que isso é apenas um breve resumo do que temos aprendido ao longo desse últimos dez meses de engajamento crescente no Grupo Espírita Paz e Harmonia, em Belo Horizonte, casa criada há 7 anos com o objetivo de aplicar em todas as suas atividades a Evangelização de Espíritos. A visita a Sacramento só nos ajudou a sistematizar na mente a lógica por trás das mudanças profundas que temos sentido na alma graças a essa oportunidade bendita de rever conceitos e repensar posturas que Jesus nos tem oferecido por aqui...
Daqui para a frente, tem muito mais sobre o tema no blog Espírito de Arte!
Romário
Assim, cabe ao evangelizador falar com clareza e simplicidade dos conteúdos a que se propõe, sempre procurando estimular a reflexão, a apropriação do conhecimento pelos evangelizandos em prol de seu crescimento como Espíritos. A meta de toda informação compartilhada é suscitar reflexão capaz de fomentar a renovação dos sentimentos que vibram na alma. Para tanto, o uso refletido e sentido dos recursos de que falamos é determinante.
Naturalmente, para que o evangelizador possa desenvolver um processo educativo eficiente ele precisa saber reconhecer em si, em suas tendências profundas e seus anseios mais íntimos, as pistas para a compreensão do próprio planejamento reencarnatório. Uma vez experimentado nesse processo, que tende a ser longo, mas extremamente enriquecedor, ele pode se entregar à tarefa de sondar quais as lições mais prementes que os seus Espíritos evangelizandos vieram aprender neste mundo e, por tabela, qual a melhor contribuição que tem a oferecer para para a realização dos objetivos existenciais deles.
Bom, o texto já tá enorme pros padrões do nosso blog, então, ficamos por aqui! E olha que isso é apenas um breve resumo do que temos aprendido ao longo desse últimos dez meses de engajamento crescente no Grupo Espírita Paz e Harmonia, em Belo Horizonte, casa criada há 7 anos com o objetivo de aplicar em todas as suas atividades a Evangelização de Espíritos. A visita a Sacramento só nos ajudou a sistematizar na mente a lógica por trás das mudanças profundas que temos sentido na alma graças a essa oportunidade bendita de rever conceitos e repensar posturas que Jesus nos tem oferecido por aqui...
Daqui para a frente, tem muito mais sobre o tema no blog Espírito de Arte!
Romário
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Bastou uma prece sincera...
Ah, como é difícil seguir pelo caminho da consciência reta e das atitudes nobres nessa vida! Se ainda não somos exatamente "almas luminosas", o meio à nossa volta também não é lá de grande ajuda quando o assunto é estímulo à elevação. Não que ele não seja a escola bendita em que nos matriculamos para ir lapidando pouco a pouca a nossa pedra bruta. É só que entre nos servir ao aprimoramento e nos estimular ao bem vai uma lacuna enorme...
Dialogando um pouco com o Mestre, é como se vivêssemos permanentemente diante da própria porta larga. Olhando de fora pra dentro, enxergamos tanta coisa interessante que muitas vezes parece até sem sentido não atravessá-la aqui e acolá... Por outro lado, lá no cantinho do nosso olho, minguada, cinzenta, tem sempre aquela velha porta estreita. Pequena a ponto de nos deixar em dúvida se conseguimos passar ou não, o que ela nos permite entrever numa rápida olhadela é o par de olhos mais luminosos que jamais encontramos.
O problema é que essa não é uma luminosidade qualquer. Só conseguimos percebê-la na razão direta da nossa própria capacidade de fazer brilhar a Luz Imperecível que trazemos guardada na alma. E se nós ainda não somos exatamente "almas luminosas", o Alto é repleto delas, sempre dispostas a nos ajudar quando o assunto é vontade de se elevar!
E quando essa vontade é ardente e sincera, como se vê no belíssimo vídeo abaixo, a ajuda é imediata!
Dialogando um pouco com o Mestre, é como se vivêssemos permanentemente diante da própria porta larga. Olhando de fora pra dentro, enxergamos tanta coisa interessante que muitas vezes parece até sem sentido não atravessá-la aqui e acolá... Por outro lado, lá no cantinho do nosso olho, minguada, cinzenta, tem sempre aquela velha porta estreita. Pequena a ponto de nos deixar em dúvida se conseguimos passar ou não, o que ela nos permite entrever numa rápida olhadela é o par de olhos mais luminosos que jamais encontramos.
O problema é que essa não é uma luminosidade qualquer. Só conseguimos percebê-la na razão direta da nossa própria capacidade de fazer brilhar a Luz Imperecível que trazemos guardada na alma. E se nós ainda não somos exatamente "almas luminosas", o Alto é repleto delas, sempre dispostas a nos ajudar quando o assunto é vontade de se elevar!
E quando essa vontade é ardente e sincera, como se vê no belíssimo vídeo abaixo, a ajuda é imediata!
terça-feira, 27 de julho de 2010
A Natureza na Educação do Espírito
Nesse mês de julho, enquanto a ala cearense do Espírito de Arte investiu nos encontros do IAP!, a ala mineira se concentrou na busca por aperfeiçoamento no campo da Educação do Espírito. Ação de lá, capacitação de cá, sempre convergindo para os mesmos objetivos pedagógicos e espirituais.

No último dia 16, pegamos a estrada para o município paulista de Jardinópolis, vizinho a Ribeirão Preto. Nosso destino foi um sítio encantador no distrito de Jurecê, onde funciona a Casa Espírita Terra de Ismael. Hospedados na casa da Vó Carmem, trabalhadora espírita com décadas de serviço à causa do Bem, pudemos passar por uma imersão total na atmosfera abençoada daquele local.
A Terra de Ismael se materializou neste lado da Vida em 1996 com o objetivo de promover entre seus integrantes e divulgar para os interessados uma metodologia pedagógica conhecida como Evangelização de Espíritos. Como uma proposta pertencente ao domínio da Pedagogia Espírita, a Evangelização tem na educação pelo contato com a natureza um de seus recursos mais importantes.
E foi justamente para nos aprofundar nas possibilidades educativas deste recurso que nós fomos até lá. É que a cada quatro meses, a casa promove um encontro conhecido como Xarope, no qual trabalhadores espíritas de várias cidades se reúnem para ajudar na produção de remédios fitoterápicos, multimisturas, temperos aromáticos e outros compostos produzidos regularmente pela Terra de Ismael.
Olhando de fora, o trabalho dos voluntários consiste basicamente em despetalar flores, picar folhas, separar ramos e lavar raízes até que se atinjam as quantidade exigidas para cada componente, dentro da respectiva receita. Mas o trabalho verdadeiro - aquele em que o contato com a natureza se revela um poderoso recurso pedagógico - é o de concentração, reflexão e elevação do pensamento a que somos todos estimulados durante todo o procedimento.
Produzir xaropes e compostos terapêuticos que serão receitados por médicos voluntários a centenas de pessoas carentes é de uma relevância que não poderia ser posta em dúvida. Porém, esse propósito nada mais é do que o resultado mensurável de um processo muito mais rico, sutil e espiritualmente transformador.
Afinal, é sob a proteção dos Bons Espíritos invocados pela prece sincera que o trabalho se desenvolve. Uma influência que potencializa a capacidade de sensibilização da música espírita executada ao vivo nos locais de trabalho. Com isso, cria-se o estímulo ideal para que os Espírito encarnados envolvidos por horas a fio com a manipulação de vegetais possam se transformar à medida que elaboram compostos naturais capazes de restaurar a vitalidade aos doentes.
A prova de que funciona? Além do estado de espírito sereno que nos dominou por muitos dias, a Bruna, que sempre foi de apartamento e chão limpinho já está sonhando com uma casinha com horta e jardim para os próximos anos! As plantinhas aqui do nosso apartamento já ganharam cuidados redobrados e nós estamos pesquisando as melhores soluções para criar uma horta em apartamento...
Além disso, o PH2, projeto do Grupo Espírita Paz e Harmonia (nossa segunda casa!) dedicado à educação pela natureza, ganhou definitivamente dois novos trabalhadores convictos e dispostos a servir! Em setembro, voltamos à Terra de Ismael para continuar a aprender e nos reabastecer.
Romário Fernandes

No último dia 16, pegamos a estrada para o município paulista de Jardinópolis, vizinho a Ribeirão Preto. Nosso destino foi um sítio encantador no distrito de Jurecê, onde funciona a Casa Espírita Terra de Ismael. Hospedados na casa da Vó Carmem, trabalhadora espírita com décadas de serviço à causa do Bem, pudemos passar por uma imersão total na atmosfera abençoada daquele local.
A Terra de Ismael se materializou neste lado da Vida em 1996 com o objetivo de promover entre seus integrantes e divulgar para os interessados uma metodologia pedagógica conhecida como Evangelização de Espíritos. Como uma proposta pertencente ao domínio da Pedagogia Espírita, a Evangelização tem na educação pelo contato com a natureza um de seus recursos mais importantes.
E foi justamente para nos aprofundar nas possibilidades educativas deste recurso que nós fomos até lá. É que a cada quatro meses, a casa promove um encontro conhecido como Xarope, no qual trabalhadores espíritas de várias cidades se reúnem para ajudar na produção de remédios fitoterápicos, multimisturas, temperos aromáticos e outros compostos produzidos regularmente pela Terra de Ismael.
Olhando de fora, o trabalho dos voluntários consiste basicamente em despetalar flores, picar folhas, separar ramos e lavar raízes até que se atinjam as quantidade exigidas para cada componente, dentro da respectiva receita. Mas o trabalho verdadeiro - aquele em que o contato com a natureza se revela um poderoso recurso pedagógico - é o de concentração, reflexão e elevação do pensamento a que somos todos estimulados durante todo o procedimento.
Produzir xaropes e compostos terapêuticos que serão receitados por médicos voluntários a centenas de pessoas carentes é de uma relevância que não poderia ser posta em dúvida. Porém, esse propósito nada mais é do que o resultado mensurável de um processo muito mais rico, sutil e espiritualmente transformador.
Afinal, é sob a proteção dos Bons Espíritos invocados pela prece sincera que o trabalho se desenvolve. Uma influência que potencializa a capacidade de sensibilização da música espírita executada ao vivo nos locais de trabalho. Com isso, cria-se o estímulo ideal para que os Espírito encarnados envolvidos por horas a fio com a manipulação de vegetais possam se transformar à medida que elaboram compostos naturais capazes de restaurar a vitalidade aos doentes.
A prova de que funciona? Além do estado de espírito sereno que nos dominou por muitos dias, a Bruna, que sempre foi de apartamento e chão limpinho já está sonhando com uma casinha com horta e jardim para os próximos anos! As plantinhas aqui do nosso apartamento já ganharam cuidados redobrados e nós estamos pesquisando as melhores soluções para criar uma horta em apartamento...
Além disso, o PH2, projeto do Grupo Espírita Paz e Harmonia (nossa segunda casa!) dedicado à educação pela natureza, ganhou definitivamente dois novos trabalhadores convictos e dispostos a servir! Em setembro, voltamos à Terra de Ismael para continuar a aprender e nos reabastecer.
Romário Fernandes
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Família espírita em reportagem da Globo
Os laços de família não são destruídos pela reencarnação, como pensam certas pessoas. Pelo contrário, são fortalecidos e reapertados. O princípio oposto é que os destrói.A afirmação firme e decidida feita por Allan Kardec no Capítulo IV do Evangelho Segundo o Espiritismo se baseia nas conseqüências lógicas do princípio da reencarnação. A idéia de que estamos aqui de passagem, vindos de algum lugar e a caminho de outros tantos, traz embutido o senso de continuidade da vida.
Entre o nascimento e a morte, vivemos tão somente uma etapa da Existência. Um momento que reflete os anteriores, vai influenciar os seguintes e exige, por isso mesmo, atenção e responsabilidade por cada ato praticado.
Ora, a família nada mais é do que uma das inúmeras experiências a que somos convidados por Deus, para crescer e aprender com as diferenças. Experiência educativa, sim, difícil, às vezes, mas sempre profundamente afetiva.
E os afetos reais, os laços da alma, são tesouros espirituais, posses de fato e de direito de cada Filho de Deus. Riquezas forjados na carne, mas marcadas no Espírito, que se prolongam indefinidamente na Eternidade.
O que o vídeo abaixo retrata é uma família consciente dessa realidade. Não negam a dor causada pela separação inesperada de uma filha/irmã, mas se permitem vivenciar este momento como um agrupamento de Espíritos afins que enfrentam juntos o afastamento temporário de um integrante.
A reportagem emocionante que se segue conta a história do retorno à Vida Espiritual da dramaturga e autora de novelas da Globo Andréa Malteroli. Sob o olhar da família, espírita como ele, que ficou na Terra.
segunda-feira, 12 de julho de 2010
"O Poeta": uma palhinha do DVD...
Ainda não é a versão definitiva, que deve ganhar uma bela edição de imagens, dinâmica e harmoniosa com a levada única deste clássico da música espírita cearense. Mesmo assim, já dá pra sentir o gostinho do que vem por aí, quando acontecer o lançamento oficial do DVD Intimidade Espírita, do Grupo AME. Logo abaixo, você confere O Poeta, como captado pela câmera principal no dia do show, com áudio já mixado, mas ainda não masterizado. Que venha o quanto antes a versão definitiva desse belíssimo trabalho!
terça-feira, 25 de maio de 2010
Espiritualidade como nunca antes se viu na TV
Se você é um entre as dezenas de milhões de cidadãos deste mundo que já tiveram o privilégio de acompanhar Lost, a série de TV mais notável produzida em muitos e muitos anos, certamente tem pelo menos uma idéia do que estou falando.Talvez você tenha abandonado o barco (ou seria a ilha?) pelo meio do caminho quando os Outros entraram de vez na jogada, ou quando a Relatividade do Tempo passou a integrar organicamente o enredo ou ainda quando percebeu que boa parte dos mil mistérios levantados ao longo desses seis anos, definitivamente, não seriam "solucionados" na trama...
Se você se encaixa em alguma das categorias de "desertores" ou se é alguém que nunca se interessou por acompanhar a história do avião que caiu na ilha-das-coisas-estranha, permita-me a franqueza: você não sabe o que está perdendo!!! Não faz idéia da conclusão profundamente inspirada e, em todos os sentidos, transcendental, com que os produtores Damon Lindelof e Carlton Cuse coroaram o enredo mais debatido da década.
Naturalmente, para apreciá-lo em toda a sua magnitude, é preciso, mais que entender, sentir aquilo que realmente fez da trama algo cativante e arrebatador: Lost sempre foi uma história sobre pessoas em busca de algo. Inicialmente de serem resgatadas da ilha deserta onde caíram, depois de sobreviverem em condições precárias enquanto aguardavam resgate, depois de descobrir o que era uma certa "escotilha" hermeticamente fechada no meio da floresta, depois de salvar o mundo ao digitar uma senha num computador dos anos 70, depois de lidar com os outros habitantes da ilha, depois de fazer contato com uma certa fragata, depois de retornar ao ponto de partida...
Em outras palavras, Lost é uma profunda metáfora da condição humana. Afinal de contas, o que dá sentido ao mundo senão a nossa incansável busca por alguma coisa? Desde que chegamos a estas paragens, nosso anseio por viver, conquistar, crescer, ganhar, superar e entender sempre foi o móvel das grandes transformações por que ele passou.Ao longo da caminhada, a gente criou, inventou, estudou, pesquisou, propôs hipóteses, criou teorias. Não porque essas coisas fossem essenciais por si, mas, antes de tudo, para satisfazer nossa própria necessidade de encontrar sentido para as coisas que nos cercam.
Dessa forma, não foi à toa que os mistérios e a mitologia ganharam corpo na trama de Lost. Eles são elementos sempre presentes na jornada humana. Mas, assim como na vida, no enredo da série eles nunca foram mais do que acessórios para a história que realmente importa: a da nossa busca por realização.
Realização que passa necessariamente por dores, lutas, lágrimas e incompreensão. Mas que, mais cedo ou mais tarde, chega sempre a um fim, no qual poderemos olhar para trás e dizer: "Valeu a pena!", enquanto confraternizamos com as pessoas cujas lutas, derrotas e vitórias se tornaram parte essencial de nossa própria caminhada.
Será aqui ou agora que esse momento virá? Muito provavelmente não. Porque este é apenas o palco dos nossos primeiros dramas, a escola das lições primárias para a Vida Plena a que estamos todos destinados.
Só além das limitações do espaço e do tempo, das restrições do nosso ego, das imposições do nosso apego é que encontraremos esse algo que sempre nos moveu à busca. E então, quando o momento chegar, finalmente será hora... de seguir em frente.
PS: Eu não poderia deixar de reverenciar, nesse "momento derradeiro", o Davi Garcia e a Juliana Ramanzini, editores do blog Dude We Are Lost, pela dedicação, pelo empenho e pela forma tão especial de tratar da série ao longo desses anos. Muito obrigado, pessoal!
Romário Fernandes
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Mais
Comercial "espírita" sobre Deus
Pode dizer-se que o mal é a ausência do bem, como o frio é a ausência do calor. Assim como o frio não é um fluido especial, também o mal não é atributo distinto; um é o negativo do outro. Onde não existe o bem, forçosamente existe o mal.
Assim resume Allan Kardec, em A Gênese, Cap. 3, item 8, a contribuição espírita para o conhecido Problema do Mal que há tantos séculos divide teístas, agnósticos e ateus. O mal existe? Se sim, de onde ele vem? De Deus? Do Diabo? Por que Deus permite que ele nos aflija? E por aí se sucedem os questionamentos que já levaram, e continuam a levar, inúmeros seres humanos a negarem a possibilidade de existir um "deus bom" - ou mesmo um deus de qualquer tipo.
De nossa parte, já nos aventuramos demoradamente nesses devaneios filosóficos. Foram longos e inconclusivos debates com céticos, materialistas, anti-espíritas e filósofos diletantes. Proveito sempre há quando nos permitimos admitir, ainda que em tese, o oposto do que nos parece certo e verdadeiro. Abre-se a mente, ampliam-se horizonte e, talvez o mais importante, ganhamos uma chance única de entender melhor o outro.
É que quando eu me permito assumir a visão alheia, fica muito mais fácil desbravar o terrenos obscuro das motivações e necessidades profundas da alma. Daquilo que todos nós costumamos esconder sob o véu de uma certa "racionalidade", de uma certa "objetividade", pelo simples fatos de não sermos capazes de encarar de peito aberto e mente desarmada. Aí criamos teorias, motivos, razões, explicações e uma série de outros artifícios para encobrir vazios ou incompletudes existenciais. E nos aferramos a eles.
O vídeo a seguir mostra como as coisas podem ser simples e, ao mesmo tempo, profundamente significativas. Ele faz parte de uma campanha social promovida pelo Ministério da Educação e da Ciência da Macedônia. O cabeçalho já diz tudo: Religiosidade também é conhecimento, que deve ser levado novamente para dentro da escola.
PS: Vale observar que o texto não é de fato de Albert Einstein. Contudo, como dizia Kardec acerca dos ensinamentos dos Espíritos, não é a pessoa deles o que nos interessa, mas o ensino que nos proporcionam. Ora, desde que esse ensino é bom, pouco importa que aquele que o deu se chame Pedro, ou Paulo. Deve ele ser julgado pela sua qualidade e não pelas suas insígnias. Portanto, fica a singela, mas edificante, reflexão para todos nós.
Pode dizer-se que o mal é a ausência do bem, como o frio é a ausência do calor. Assim como o frio não é um fluido especial, também o mal não é atributo distinto; um é o negativo do outro. Onde não existe o bem, forçosamente existe o mal.
Assim resume Allan Kardec, em A Gênese, Cap. 3, item 8, a contribuição espírita para o conhecido Problema do Mal que há tantos séculos divide teístas, agnósticos e ateus. O mal existe? Se sim, de onde ele vem? De Deus? Do Diabo? Por que Deus permite que ele nos aflija? E por aí se sucedem os questionamentos que já levaram, e continuam a levar, inúmeros seres humanos a negarem a possibilidade de existir um "deus bom" - ou mesmo um deus de qualquer tipo.
De nossa parte, já nos aventuramos demoradamente nesses devaneios filosóficos. Foram longos e inconclusivos debates com céticos, materialistas, anti-espíritas e filósofos diletantes. Proveito sempre há quando nos permitimos admitir, ainda que em tese, o oposto do que nos parece certo e verdadeiro. Abre-se a mente, ampliam-se horizonte e, talvez o mais importante, ganhamos uma chance única de entender melhor o outro.
É que quando eu me permito assumir a visão alheia, fica muito mais fácil desbravar o terrenos obscuro das motivações e necessidades profundas da alma. Daquilo que todos nós costumamos esconder sob o véu de uma certa "racionalidade", de uma certa "objetividade", pelo simples fatos de não sermos capazes de encarar de peito aberto e mente desarmada. Aí criamos teorias, motivos, razões, explicações e uma série de outros artifícios para encobrir vazios ou incompletudes existenciais. E nos aferramos a eles.
O vídeo a seguir mostra como as coisas podem ser simples e, ao mesmo tempo, profundamente significativas. Ele faz parte de uma campanha social promovida pelo Ministério da Educação e da Ciência da Macedônia. O cabeçalho já diz tudo: Religiosidade também é conhecimento, que deve ser levado novamente para dentro da escola.
PS: Vale observar que o texto não é de fato de Albert Einstein. Contudo, como dizia Kardec acerca dos ensinamentos dos Espíritos, não é a pessoa deles o que nos interessa, mas o ensino que nos proporcionam. Ora, desde que esse ensino é bom, pouco importa que aquele que o deu se chame Pedro, ou Paulo. Deve ele ser julgado pela sua qualidade e não pelas suas insígnias. Portanto, fica a singela, mas edificante, reflexão para todos nós.
terça-feira, 4 de maio de 2010
Mais
Um Manuscrito sobre Espiritualidade?
Nesta sexta, dia 7, a cantora Sandy Leah lança oficialmente seu primeiro CD solo, após o fim da longa parceria com o irmão Júnior Lima. Porém, para os fãs inveterados, há pouca novidade a esperar. É que, ao longo das últimas semanas, o CD Manuscrito foi sendo disponibilizado faixa a faixa para venda e, logo a seguir, para ouvir gratuitamente na Rádio UOL.
E o que se pôde ouvir ao longo das treze faixas do novo álbum? Uma certa guinada em termos de estilo, de sonoridade e, o que mais nos chamou a atenção, de temática. Sabe aquele romantismo juvenil que notabilizou o trabalho da Sandy? Ele ainda aparece, mais maduro, agora que ela cresceu e casou. Só que a paixão divide espaço também com letras que tratam de questões existenciais e... espirituais!
Sim, essa sim nos pareceu a grande novidade do novo trabalho. A idéia de caminhada, de busca, de dar passos perpassa toda a obra, revelando frequentemente uma certeza intuitiva a respeito daquilo que É, que está além da superfície. A exemplo da canção Quem eu sou:
Deixo o sol guiar o meu olhar / E assim eu vou / Procurando nos meus sonhos / Descobrindo quem realmente eu sou / Inventando um caminho / Libertando quem realmente eu sou.
E quando falamos de caminhar com uma "certeza intuitiva", a referência é a algo explicitado com todas letras em músicas como Dedilhada:
E os passos vão / Firmes no caminho / Em direção ao que não foi escrito / Intuição sopra em meu ouvido / Escuto e vou.
Há medo, dor e insegurança, mas nada capaz de se sobrepor ao otimismo de quem enxerga um porto seguro além, como fica claro na letra de Tempo:
E todo o medo, desespero e a alegria / E a tempestade, a falsidade, a calmaria / E os seus espinhos e o frio que eu sinto / Isso vai passar também.
Muitas vezes, as letras jogam com a ambiguidade, com a multiplicidade de sentidos, com referências que tanto poderiam ser à Divindade quanto à pessoa amada. É o que lê tanto em O que faltou ser:
Não me escondo do medo de não me reerguer / Do silêncio de uma vida sem você / De tudo o que faltou ser.
Quanto na que traz o sugestivo título de Perdida e salva:
E apesar de ser tão imenso / Cabe em mim / O mundo que você me deu / Não há sensação melhor não ha / Sinto estar perdida e salva.
Contudo, para além de toda a polissemia, há uma música que nos parece carregada demais de referências à espiritualidade para que a idéia de ser apenas "mais uma de amor" resista a um olhar mais atento. É a música de trabalho, Pés cansados.
Ela traz a idéia da ovelha desgarrada que se depara com as dificuldades de caminhar sem Pastor (Fiz mais do que posso, ví mais do que aguento e a areia nos meus olhos é a mesma que acolheu minhas pegadas); da impossibilidade de uma vida plena sem Deus (Eu lutei contra tudo, eu fugi do que era seguro, descobrí que é possível viver só, mas num mundo sem verdade); e, finalmente, do arrependimento, seguido do retorno à Fonte (Depois de tanto caminhar, depois de quase desistir, os mesmos pés cansados voltam pra você).
Ainda ficou em dúvida?! Pois medite sobre o que acabou de ler e assista a esse belo clipe não-oficial de Pés Cansados:
Nesta sexta, dia 7, a cantora Sandy Leah lança oficialmente seu primeiro CD solo, após o fim da longa parceria com o irmão Júnior Lima. Porém, para os fãs inveterados, há pouca novidade a esperar. É que, ao longo das últimas semanas, o CD Manuscrito foi sendo disponibilizado faixa a faixa para venda e, logo a seguir, para ouvir gratuitamente na Rádio UOL.
E o que se pôde ouvir ao longo das treze faixas do novo álbum? Uma certa guinada em termos de estilo, de sonoridade e, o que mais nos chamou a atenção, de temática. Sabe aquele romantismo juvenil que notabilizou o trabalho da Sandy? Ele ainda aparece, mais maduro, agora que ela cresceu e casou. Só que a paixão divide espaço também com letras que tratam de questões existenciais e... espirituais!
Sim, essa sim nos pareceu a grande novidade do novo trabalho. A idéia de caminhada, de busca, de dar passos perpassa toda a obra, revelando frequentemente uma certeza intuitiva a respeito daquilo que É, que está além da superfície. A exemplo da canção Quem eu sou:
Deixo o sol guiar o meu olhar / E assim eu vou / Procurando nos meus sonhos / Descobrindo quem realmente eu sou / Inventando um caminho / Libertando quem realmente eu sou.
E quando falamos de caminhar com uma "certeza intuitiva", a referência é a algo explicitado com todas letras em músicas como Dedilhada:
E os passos vão / Firmes no caminho / Em direção ao que não foi escrito / Intuição sopra em meu ouvido / Escuto e vou.
Há medo, dor e insegurança, mas nada capaz de se sobrepor ao otimismo de quem enxerga um porto seguro além, como fica claro na letra de Tempo:
E todo o medo, desespero e a alegria / E a tempestade, a falsidade, a calmaria / E os seus espinhos e o frio que eu sinto / Isso vai passar também.
Muitas vezes, as letras jogam com a ambiguidade, com a multiplicidade de sentidos, com referências que tanto poderiam ser à Divindade quanto à pessoa amada. É o que lê tanto em O que faltou ser:
Não me escondo do medo de não me reerguer / Do silêncio de uma vida sem você / De tudo o que faltou ser.
Quanto na que traz o sugestivo título de Perdida e salva:
E apesar de ser tão imenso / Cabe em mim / O mundo que você me deu / Não há sensação melhor não ha / Sinto estar perdida e salva.
Contudo, para além de toda a polissemia, há uma música que nos parece carregada demais de referências à espiritualidade para que a idéia de ser apenas "mais uma de amor" resista a um olhar mais atento. É a música de trabalho, Pés cansados.
Ela traz a idéia da ovelha desgarrada que se depara com as dificuldades de caminhar sem Pastor (Fiz mais do que posso, ví mais do que aguento e a areia nos meus olhos é a mesma que acolheu minhas pegadas); da impossibilidade de uma vida plena sem Deus (Eu lutei contra tudo, eu fugi do que era seguro, descobrí que é possível viver só, mas num mundo sem verdade); e, finalmente, do arrependimento, seguido do retorno à Fonte (Depois de tanto caminhar, depois de quase desistir, os mesmos pés cansados voltam pra você).
Ainda ficou em dúvida?! Pois medite sobre o que acabou de ler e assista a esse belo clipe não-oficial de Pés Cansados:
quarta-feira, 21 de abril de 2010
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Clip espírita: Cândido Chico
Ainda no calor das comemorações pelo centenário de Chico Xavier, compartilhamos o clip de uma das mais belas canções sobre o médium mineiro que já ouvimos até hoje. Chama-se Cândido Chico, de autoria do coordenador de qualificação da Abrarte Cláudio Marins, em parceria com Alessandra de Castro. No vocal, Antônio Neto e Luiz Enrique, que, como os autores, são também de Belo Horizonte.
A composição acaba de sair numa coletânea comemorativa homônima lançada pela União Espírita Mineira, que traz outras 17 canções espíritas mineiras vinculadas ao homenageado, seja pela temática, seja por referências diretas a sua pessoa.
O clipe que você vê abaixo é um trabalho do artista plástico espírita Adriano Alves, de quem falamos por aqui alguns dias atrás. Foi exibido pela primeira vez durante a sessão solene em homenagem ao Chico realizada no último dia 6, na Câmara dos Vereadores de Belo Horizonte.
Vale a pena conferir!
Ainda no calor das comemorações pelo centenário de Chico Xavier, compartilhamos o clip de uma das mais belas canções sobre o médium mineiro que já ouvimos até hoje. Chama-se Cândido Chico, de autoria do coordenador de qualificação da Abrarte Cláudio Marins, em parceria com Alessandra de Castro. No vocal, Antônio Neto e Luiz Enrique, que, como os autores, são também de Belo Horizonte.
A composição acaba de sair numa coletânea comemorativa homônima lançada pela União Espírita Mineira, que traz outras 17 canções espíritas mineiras vinculadas ao homenageado, seja pela temática, seja por referências diretas a sua pessoa.
O clipe que você vê abaixo é um trabalho do artista plástico espírita Adriano Alves, de quem falamos por aqui alguns dias atrás. Foi exibido pela primeira vez durante a sessão solene em homenagem ao Chico realizada no último dia 6, na Câmara dos Vereadores de Belo Horizonte.
Vale a pena conferir!
sexta-feira, 2 de abril de 2010
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Um poema, duas homenagens
Fazemos aqui uma homenagem simples aos dois homens mais lembrados desse país no dia de hoje: Chico Xavier e, é claro, Jesus. O primeiro pelo centenário de retorno às provas e lições deste mundo. O segundo, pelos quase 2000 anos de retorno ao Mundo Real, que nos aguarda a todos, mais cedo ou mais tarde. E como o primeiro se considerasse um simples servidor e discípulo do segundo, aproveitamos um dos mais belos poemas que brotaram até hoje das mãos do médium mineiro, intitulado Jesus ou Barrabás? para ilustrar essa dupla homenagem, mais do que merecida, a dois homens que nos trouxeram um contributo inestimável, cada qual a seu modo e na medida de sua realização espiritual.
No link que segue abaixo: http://espiritodearte.blogspot.com/2008/07/contedo-extra_07.html!
Fazemos aqui uma homenagem simples aos dois homens mais lembrados desse país no dia de hoje: Chico Xavier e, é claro, Jesus. O primeiro pelo centenário de retorno às provas e lições deste mundo. O segundo, pelos quase 2000 anos de retorno ao Mundo Real, que nos aguarda a todos, mais cedo ou mais tarde. E como o primeiro se considerasse um simples servidor e discípulo do segundo, aproveitamos um dos mais belos poemas que brotaram até hoje das mãos do médium mineiro, intitulado Jesus ou Barrabás? para ilustrar essa dupla homenagem, mais do que merecida, a dois homens que nos trouxeram um contributo inestimável, cada qual a seu modo e na medida de sua realização espiritual.No link que segue abaixo: http://espiritodearte.blogspot.com/2008/07/contedo-extra_07.html!
sábado, 20 de março de 2010
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Uma genuína Obra espírita de Arte
Se, mesmo com parcos canais de distribuição, a obra consegue romper as barreiras geográficas, atravessando milhares de quilômetros para ser fruída e reproduzida nos mais diversos recantos de um país-continente como o nosso, aí não sobra espaço para dúvidas!
A nosso ver, a canção Súplica a Jesus é um exemplo inequívoco de Obra de Arte produzida sob influência do espiritismo. A composição do potiguar Adriano Gomes imortalizada no arranjo do Grupo Ame (CE), interpretado magistralmente por Gleika Veras, é conhecida hoje em boa parte do Brasil.
Após ser registrada no CD Chamado, em 1996, a música ganhou o país e se tornou hino espírita em vários estados. A prova do sucesso da canção pode ser conferida no YouTube, que registra pelo menos dez vídeos distintos com clipes ou releituras de Súplica. Só os dois mais vistos somam juntos quase 40 mil visualizações e dezenas de avaliações máximas no maior canal de compartilhamento de vídeos do mundo.
Abaixo, um belíssimo clip que traz a gravação original dessa canção que integra desde sempre o repertório informal do Espírito de Arte.
terça-feira, 9 de março de 2010
Curta "espírita" aclamado no YouTube!
Quantas obras-primas, de todos os gêneros, as idéias novas não poderiam produzir, pela reprodução das cenas tão múltiplas e tão variadas da vida espiritual!
A citação retirada do artigo Influência perniciosa das idéias materialistas, em Obras Póstumas, reflete a confiança de Allan Kardec na força inspirativa dos princípios espíritas para a Arte.
Longe de querer uma doutrina particular disseminada como um bloco monolítico pelo mundo, o codificador do espiritismo esperava ver as idéias novas espalhadas por entre os povos e as culturas. Idéias de esperança, otimismo e fé na imortalidade da alma.
Idéias que garantissem a sustentação da alma frente às dores, aos conflitos e às incertezas do dia-a-dia. Que dessem o suporte necessário à espiritualidade humana, relegada a um plano secundário em face do encantamento das sociedades com o "progresso da Ciência".
O curta-metragem abaixo, a nosso ver, é um belo exemplo de que a aposta de Kardec era acertada. Laços é uma produção brasileira de baixíssimo custo (R$1.500,00!) que arrematou o Project: Direct 2007, concurso de curta-metragens promovido anualmente pelo YouTube. O filme bateu centenas de concorrentes em todo o mundo com um roteiro simples, mas tocante. Confira:
PS: Como não pudemos encontrar nenhuma referência que sugerisse ligação da roteirista Adriana Falcão com o espiritismo, deixamos o "espírita" assim mesmo, entre aspas. Mesmo que ela não seja adepta ou simpatizante da doutrina, a trama revela um convergência genuína com os princípios espíritas!
sábado, 16 de janeiro de 2010
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Afinal, onde fica o mundo espiritual?

Num primeiro momento, a tendência é associar os novos nomes às velhas imagens do Paraíso e do Purgatório. À medida que se escuta falar a respeito, a maioria parte para a leitura dos romances mediúnicos. Livros psicografados pelas médiuns Vera Lúcia Marinzeck e Zíbia Gasparetto costumam ser os responsáveis pelas primeiras impressões dos estudiosos da doutrina sobre o mundo espiritual.
Alguns se contentam com essas e outras obras mais simples, a exemplo das assinadas pelo Espírito Luiz Sérgio, enquanto outros partem para romances mais "densos", como os de Chico Xavier, Divaldo Franco e Ivone Pereira. Nos últimos anos, surgiu ainda uma opção alternativa, densa e, segundo alguns, fantasiosa, representada pelas controversas obras de Robson Pinheiro.
O certo é que, apesar das enormes diferenças de narrativa, enredo e profundidade moral/espiritual que há entre os romances mediúnicos, em linhas gerais, existe uma grande semelhança na forma de descrever o funcionamento das coisas do lado de lá.

Espíritos afins tendem naturalmente a se reunir em lugares "construídos" por um processo conhecido como ideoplastia, que permitiria a manipulação de matéria "menos densa" ou "quintessenciada" por parte dos Espíritos. Assim, lemos a descrição de casa, apartamentos, ruas, parques, veículos e uma infinidade de coisas que fazem do mundo espiritual uma versão aperfeiçoada do nosso.
Para a pergunta onde exatamente fica uma cidade espiritual?, há indicações de certa forma precisas, como a de que Nosso Lar ficaria "sobre" a capital carioca. Já para a pergunta e por que ninguém capta a presença dela, os aviões não se chocam, nem ninguém vê com um telescópio?, a coisa começa a complicar. Alguns vão falar que a matéria de que é feita seria "muito sutil", ou que vibraria numa "frequência" diferente ou ainda que seria uma questão de "densidade".
Respostas que tentam ser científicas, mas que passam longe do rigor exigido por esse campo do conhecimento, além de criarem uma série de outros problemas práticos que não vem ao caso discutir agora.
Contudo, tivemos recentemente a oportunidade de assistir a um vídeo muito curioso, que integra o famoso filme What the bleep we know?. E ali sim encontramos uma explicação que parece ao mesmo tempo coerente com a proposta espírita e com o conhecimento científico. Na pior das hipóteses, foi a melhor que já encontramos. Com você, a visita do Dr. Quantum à Planolândia:
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
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Um mito musical da Criação

E aconteceu de Ilúvatar reunir todos os Ainur e lhes indicar um tema poderoso, desdobrando diante de seus olhos imagens ainda mais grandiosas e esplêndidas do que havia revelado até então; e a glória de seu início e o esplendor de seu final tanto abismaram os Ainur, que eles se curvaram diante de Ilúvatar e emudeceram.
Disse-lhes então Ilúvatar: - A partir do tema que lhes indiquei, desejo agora que criem juntos, em harmonia, uma Música Magnífica. E, como eu os inspirei com a Chama Imperecível, vocês vão demonstrar seus poderes ornamentando esse tema, cada um com seus próprios pensamentos e recursos, se assim o desejar. Eu porém me sentarei para escutar; e me alegrarei, pois, através de vocês, uma grande beleza terá sido despertada em forma de melodia.
E então as vozes dos Ainur, semelhantes a harpas e alaúdes, a flautas e trombetas, a violas e órgãos, e a inúmeros coros cantando com palavras, começaram a dar forma ao tema de Ilúvatar, criando uma sinfonia magnífica; e surgiu um som de melodias em eterna mutação, entretecidas em harmonia, as quais, superando a audição, alcançaram as profundezas e as alturas; e as moradas de Ilúvatar encheram-se até transbordar; e a música e o eco da música saíram para o Vazio, e este não estava mais vazio.

Assim começou o mundo... Pelo menos, segundo a descrição que abre O Silmarillion, obra póstuma do filologista inglês JRR Tolkien, conhecido na História da Literatura Universal como o autor da saga O Senhor dos Anéis. A obra conta a história resumida do universo tolkieniano, desde a Criação até alguns séculos antes dos eventos narrados em A Sociedade do Anel, primeira parte da trilogia que consagrou o escritor.
O que nos chama a atenção aqui, sem dúvida, é o papel atribuído à Música na Criação. Nesse mito contemporâneo, não se trata da Palavra Criadora a atribuir sentido ao Caos reinante (Fiat lux!). Não temos uma verbalização racional na raiz do Cosmos, mas uma construção coletiva baseada nos sentimentos que o tema poderoso apresentado pelo Criador inspirou nas primeiras criaturas.

Relata o mentor que a gênese terrena foi conduzida por Espíritos designados e orientados por Jesus, representante direto de Deus no planeta. O mais interessante na narrativa de Tolkien é que tudo se fez a partir da ressonância que O Tema teve nas almas dos Ainur. Já pensou, a Divina Motivação de quem se vê incumbido pelo Criador para elaborar e cuidar de um mundo? Um dia a gente chega lá...
De qualquer forma, guardadas as devidas proporções, nada muito diferente do que uma boa composição musical, escrita e interpretada com a alma, pode inspirar noutras almas que tenham oportunidade de partilhar desse momento. Se soubéssemos explorar a contento o potencial dessa ferramenta divina que é a Música... O mundo seria outro!
Pra quem quer saber como continua a história, o link é este aqui.
domingo, 3 de janeiro de 2010
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Um jeito novo de VER Kardec (literalmente)

Sabe aquela história de que às vezes precisa vir alguém de fora pra nos ajudar a ver as coisas do dia-a-dia com outros olhos? Pois foi justamente isso o que aconteceu no último mês de outubro, quando o artista visual italiano Pasquale Giacobelli conseguiu finalizar um curioso trabalho iniciado meses antes: transformar uma pintura de Allan Kardec em imagem tridimensional. O resultado arrebatador que se vê ao lado foi publicado no dia 20 de outubro neste site especializado em computação gráfica. Causou uma avalanche de comentários dos participantes, pela qualidade do acabamento.




O autor, pelo que diz, parece ser um simpatizante do espiritismo. Conhece dados biográficos de Kardec, explica aos integrantes do fórum que ele foi o codificador da doutrina e criador do termo espiritismo, e demonstra afinidade com os princípios espíritas. Escolheu Rivail ao lado de personalidades como Mahatma Ghandi e Nelson Mandela para renderizar em 3D.

Aqui abaixo um passo-a-passo resumido desse belo trabalho. A partir de um retrato típico de Kardec, o artista usou o programa Zbrush para criar esse modelo da cabeça que se vê à esquerda. Depois, ele partiu para a elaboração
da pele, por meio de ferramentas de exposição de luz e cores, além da texturização de materiais.

Essa etapa deu origem a figuras meio fantasmagóricas como essas ao lado. Curiosamente, elas lembram as famosas fotografias das sessões de materialização, as chamadas fotografias espíritas, que a gente discutiu num post recente.
Aí veio o momento de juntar a máscara ao molde. Sabe aquela técnica de transplante de rosto? Funciona mais ou menos assim. Mas nem sempre o resultado fica tão bom quanto este Kardec meio skinhead que se vê abaixo.

Depois, Giacobelli partiu para a questão da roupa, o aspecto mais elogiado e também o mais criticado do trabalho. É que o jaquetão de couro atingiu um grau impressionante de realismo. Todos os comentaristas fazem elogios rasgados à técnica empregada. Mais do que isso, à forma como ela foi aplicada. Teve até um cara lá falando que sentia cheiro de couro só de olhar a imagem...

O problema é a combinação em si. Em termos estilísticos, parece um pouco à frente daquele tempo imaginar Kardec, em meados do século XIX, envergando uma peça que parece típica dos anos 60... Do século seguinte! Em todo caso, desde o princípio, como se pode ver nessa imagem, foi essa a concepção adotada pelo autor.
Por fim, ele fez o acabamento em cores, deu um tônico capilar pra Kardec e concluiu um trabalho que tem tudo pra se popularizar entre os espíritas nos próximos anos...
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
Mais
Um Ano Novo Pai D'Égua!
Ano novo, momento simbólico de recomeçar, repensar e acertar novos rumos para a existência. Começamos essa nova etapa, primeiro dia de uma nova década, com um belo repente de Merlânio Maia, irmão de ideal, poeta e cantador espírita lá da Paraíba. Um texto alegre, descontraído, que fala a linguagem popular do Nordeste e guarda um otimismo contagiante e espiritualizado. Com vocês, Um Ano Novo Pai D'Égua!

Deus lhe dê tudo o que quer
Peleja, trabalho, treta,
Os carim duma mulher
Desarrede o negativo
Abufele o positivo
Tenha o horizonte por régua
Num tenha medo da vida
Tenha o céu como medida
E um sucesso pai dégua
Macho véi, felicidade
É pra se pegar de unha
Num aceite a falsidade
Que é onde a maldade acunha
Num se agonie no camim
Nem permita o farnizim
Num esmoreça seje macho
Corra o mundo, ande légua,
E até na baixa da égua
Que o buraco é mais embaixo
Vá anotano os seus querê
Tudo o que você deseje
Dipendure onde se vê
Leia pra que num fraqueje!
Seja um cão chupano manga
Teja de terno ou de tanga
Nunca espere vá buscar
Persistência atrai sucesso
Que vai fazer seu progresso
Quando menos esperar
No amor num se arrelie
Peleja, trabalho, treta,
Os carim duma mulher
Desarrede o negativo
Abufele o positivo
Tenha o horizonte por régua
Num tenha medo da vida
Tenha o céu como medida
E um sucesso pai dégua
Macho véi, felicidade
É pra se pegar de unha
Num aceite a falsidade
Que é onde a maldade acunha
Num se agonie no camim
Nem permita o farnizim
Num esmoreça seje macho
Corra o mundo, ande légua,
E até na baixa da égua
Que o buraco é mais embaixo
Vá anotano os seus querê
Tudo o que você deseje
Dipendure onde se vê
Leia pra que num fraqueje!
Seja um cão chupano manga
Teja de terno ou de tanga
Nunca espere vá buscar
Persistência atrai sucesso
Que vai fazer seu progresso
Quando menos esperar
No amor num se arrelie

Nem só fique arrodiano
Num bata fofo, se avie
Se avexe e faça um bom plano
Mas fique limpo na nota
Num pegue qualquer marmota
Nem viva de fulerage
Cachorro é quem pega peba
Num viva de mistureba
Nas grota da vadiage
Amor é uma corralinda
Mas num seje um farofêro
Num peça pinico ainda
Seja o galo do terrêro
Pastore que a hora chega
Gato gosta é de mantêga
Dê um bote devagar
Mas dêxe as unhas de fora
Que esse seu cabresto tóra
Antes do ovo gorar
Comece o novo ano
Num bata fofo, se avie
Se avexe e faça um bom plano
Mas fique limpo na nota
Num pegue qualquer marmota
Nem viva de fulerage
Cachorro é quem pega peba
Num viva de mistureba
Nas grota da vadiage
Amor é uma corralinda
Mas num seje um farofêro
Num peça pinico ainda
Seja o galo do terrêro
Pastore que a hora chega
Gato gosta é de mantêga
Dê um bote devagar
Mas dêxe as unhas de fora
Que esse seu cabresto tóra
Antes do ovo gorar
Comece o novo ano
Sem os erros do passado
Chô mundiça! É o novo plano
Chô mundiça! É o novo plano

Chame a sorte pro seu lado
Muche as orêia e rebole
No mato tudo que é mole
Grite do alto do nordeste
Muche as orêia e rebole
No mato tudo que é mole
Grite do alto do nordeste
- Eu sou herdeiro de Deus
Os mundos também são meus
Oxente, cabra da peste!
Agora sim, tás mais forte
Os mundos também são meus
Oxente, cabra da peste!
Agora sim, tás mais forte
Seje feliz dicum força
Nosso Sinhô sendo o norte
Brinque, dance, grite e torça
Nada há de lhe derrubar
Comece logo a sonhar
Com a Paz que nunca dá trégua
O poeta ainda lhe diz
CABRA VÉI, SEJE FELIZ,
E UM ANO NOVO PAI DÉGUA!
Nosso Sinhô sendo o norte
Brinque, dance, grite e torça
Nada há de lhe derrubar
Comece logo a sonhar
Com a Paz que nunca dá trégua
O poeta ainda lhe diz
CABRA VÉI, SEJE FELIZ,
E UM ANO NOVO PAI DÉGUA!
sábado, 17 de outubro de 2009
A Questão Espiritual em Harry Potter - Parte 3
Os mortos não deixam de existir. Continuam a ter consciência de si. Podem sentir o mundo a sua volta. Podem interagir uns com os outros e também com os que ficaram. E conseguem até dar alguns pitacos no rumo das coisas por estas bandas... Será uma síntese das idéias espíritas? Não exatamente. Esse é apenas o resumo das conclusões a que chegamos nos dois primeiros artigos sobre espiritualidade em Harry Potter.
No primeiro deles, lançamos a proposta de esboçar uma teoria espiritualista sobre o universo mágico elaborado por JK Rowling. A partir, é claro, das inúmeras pistas que obra e autora têm a oferecer sobre o tema. No segundo texto, damos prosseguimento à discussão, ampliando-a para a própria concepção do enredo, que, certo dia, "por quatro horas seguidas", "fervilhou no cérebro" da escritora, segundo seu próprio relato.

Agora, vamos no deter no último livro da série. O magistral Harry Potter and the Deatlhy Hallows, lançado no Brasil como As Relíquias da Morte. Ao mesmo tempo em que reafirma as conclusões dos artigos anteriores, ele lança pistas novas e intrigantes sobre a questão espiritual.
Naturalmente, daqui em diante o texto fala claramente sobre o enredo do livro. Portanto, quem ainda não leu e não gosta de saber antecipadamente das coisas, aproveite para reler os primeiros artigos e não prossiga neste!

Já no título, a confirmação do papel central exercido pelo problema da morte na trama. As tais relíquias nada mais são do que objetos que permitiriam ao possuidor "driblar" a morte. Uma capa de invisibilidade, imune a qualquer tipo de dano, capaz de ocultar o dono dos perigos. Uma varinha mágica que torna seu proprietário virtualmente invencível, portanto, imune a ameaças mortais. E uma pedra que consegue trazer de volta os mortos, preenchendo, ao menos, a lacuna deixada pela separação.
No mundo dos bruxos, esses objetos eram considerados lendários, pertencentes às fábulas infantis. Mas ao longo da trama, percebe-se que eles existem sim e, ironicamente, já levaram incontáveis aventureiros à morte. Fosse por ignorar os perigos concretos e imediatos no afã de encontrá-los, fosse por julgar-se, de fato, "senhor da morte" ao possui-los, e acabar também se descuidando de outras ameaças.
Para nossos propósitos, é interessante nos deter em uma das relíquias: a Pedra da Ressurreição. É ela que permite um dos momentos mais emocionantes - e transcendentais - de toda a trama. Quando Harry mais precisa, quatro pessoas "mortas" - em vida, extremamente importantes para ele - como que se materializam na frente do herói. "Menos substanciais que corpos vivos, e bem mais do que fantasmas, eles se moveram em sua direção, em cada face, o mesmo sorriso amoroso", descreve Rowling.

E naquele momento o aconselharam, reanimaram e garantiram a força que faltava para Harry cumprir a dolorosa missão que teria pela frente. O detalhe curioso é que, quando perguntou se outros não poderiam vê-los, ele ouviu a seguinte resposta: "Somos parte de você, invisíveis para outras pessoas". Uma pedra que aguça as faculdades mediúnicas do possuidor? A autora prefere deixar a questão meio nebulosa...
Da mesma forma que faz num momento à frente, este sim, o mais transcendental de toda a série! Ao tomar um golpe, que deveria ser mortal, Harry se vê numa espécie de limbo. Acorda lenta e desorientadamente, os sentidos voltando pouco a pouco a funcionar. À medida que toma consciência de si, sua mente começa a dar forma à imprecisão do espaço que o cerca.

Ao perceber que está nu, ele se incomoda, e deseja estar vestido. "Mal o desejo se formou na mente e apareceram roupas a uma pequena distância", relata a autora. A elaboração do meio não pára. "Harry se virou lentamente para o local, e os arredores pareciam se inventar ante os seus olhos", explica. É como se ele estivesse formando aquele espaço mentalmente, de forma instintiva, sem se dar conta, com base nas necessidades que vai experimentando. Qualquer semelhança com um certo Laboratório do Mundo Invisível não há de ser mera concidência...
Quando finalmente encontra alguém, o espanto: "Mas você está morto"! "Sim", responde o interlocutor. "Então... eu também estou?", pergunta. "Essa é a questão, não é?", pondera o Espírito, completando: "No geral, meu garoto, acredito que não".
Pois é! Harry Potter tem uma Experiência de Quase-Morte! Além de uma excelente oportunidade para ponderar sobre a vida, debater questões complexas e descobrir informações que desconhecia. O interlocutor explica que ele tem a chance de escolher entre retornar ou seguir. Mas para onde? "Em frente", como quem prefere desconversar.
A escolha? A que justifica o valor quase divino do sacrifício, do devotamento e da abnegação. Um assunto moral, mas com implicações espirituais, que vai ser o tema central do nosso quarto e último artigo sobre A Questão Espiritual em Harry Potter!
sábado, 3 de outubro de 2009
Mais
O rapper espírita que ganhou a mídia

"Não acredito em sorte. Acredito em merecimento. Tem muita gente boa no mercado, mas as coisas são difíceis. Nada é por acaso. Você tem que correr atrás dos seus sonhos para que eles se realizem. Tem que correr atrás para merecer estar numa situação que te ajude a conquistar as coisas", revelou certa vez ao portal carioca Conexão Aluno.
Já imaginou um rapper nascido e criado no interior de Goiás? Cuja influência musical, até os dez anos de idade, se resumia às modas de viola cantadas pelo avô, na fazenda onde moravam?
Esse é Túlio Dek, o músico que emplacou, logo no primeiro

álbum, um hit em novela das 8 da Globo: "Sou muito eclético e sei separar muito bem as coisas. Gosto de ouvir Vinícius pra compor e hip hop pra me inspirar", disse ao jornal Plug, logo após o lançamento do CD.
Mas o que nos leva a falar dele aqui é outro fato interessante: Túlio é espírita declarado, a começar pelo próprio nome artístico que escolheu: "Tive o insight de pegar o 'Dek' do Allan Kardec, com 'k', pra modificar um pouco", explica.
O contato com o espiritismo começou na adolescência, quando a família se mudou para o Rio de Janeiro. Já aos 19 anos, o rapper participava de reuniões mediúnicas e psicografava textos. "Depois que me estabelecer com meu som, quero lançar um livro com os poemas que psicografei e doá-los. Não quero vendê-los porque isso não é meu. É um auxílio que recebo", disse ao Extra Online em julho de 2008.
Sem ter vivido na favela, Túlio usa a música para falar da vida, das dificuldades e superações que fazem parte do dia-a-dia. No emaranhado de temas e situações que aborda nas letras, a influência espírita se revela em versos como:
"Idas e vindas, vidas nascidas de partida / Experiência adquirida, confiança em dobro / Integrado, corpo e espírito no jogo", "A gente tem que saber levar / E entender que tudo vai passar / Nem sempre a gente pode enxergar / Mas o sol nunca deixa de brilhar" e "Tudo nessa vida é merecimento / O que a brisa leva, volta com o vento / Se não se decidiu, então corra atrás / Entre o bem e o mal, eu fico com a paz"
Abaixo, o clipe da canção Tudo Passa, que foi tema do personagem Halley, na novela A Favorita. Título e letra sugestivamente espíritas...
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