É tempo de transição. Antes de tudo, para nós, Espíritos que tivemos a renovada oportunidade de nascer na Terra para dar continuidade ao trabalho milenar de educação de si. Depois de tanto tempo e tantas chances desperdiçadas, a Providência decidiu dar um "empurrãozinho" no processo. Permitiu que bilhões de Espíritos dos mais variados graus de auto-consciência e das mais variadas estirpes compartilhassem juntos a experiência terrena.
Assim, pela inédita diversidade de caracteres, tendências, hábitos e gostos, não só coexistindo, como sendo quase coagidos a manter contato uns com os outros, nos vemos diante de um enorme desafio espiritual: seguir em frente no propósito de nos alinhar com a Verdade, mas sem perder de vista a profunda falta de propósitos espirituais que assola a maior parte daqueles que hoje habitam a Terra.
O que Deus propõe ao nos colocar diante dessa situação? Ele nos mostra o caos como quem oferece o campo selvagem para o agricultor, dizendo: "Aprimora tuas habilidades, direciona a tua disposição para o trabalho e terás a oportunidade de ceifar, capinar, arar e semear não mais para as necessidades do corpo, mas da alma. Trabalharás de agora em diante no Bem Verdadeiro, plantando no hoje para a Eternidade."
O campo inculto é a massa de Espíritos absolutamente alheios aos princípios mais elementares da Verdade que hoje, entre muitos tropeços, nós temos nos esforçado para tornar viva em nossas vidas. E o trabalho que Deus nos oferece é o da lapidação diária das arestas rudes que trazemos, de forma a nos tornarmos aptos a refletir, minimamente que seja, o Brilho da Verdade e a trazer um pouco de Luz para os que teimam em fechar os olhos para Ela.
É essa Luz que trabalhos como o que o Grupo Arte Nascente (GAN) realiza há 22 anos tem ajudado a trazer para a Terra. A Luz da compreensão de si, da elevação do pensamento e do desabrochar do sentimento. Luz que lança sobre o valor da Vida uma percepção mais ampla e profunda. Que já ajudou tantos Espíritos a reencontrarem os Propósitos Superiores da existência. E que agora está prestes a dar mais um passo na jornada a que se propôs. Certamente, sob as bênçãos do Senhor!
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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Novas
Nova experiência de Integração e Arte
O Espírito de Arte teve a grata oportunidade de participar neste sábado do 1° Ensaio Aberto de Arte Espírita organizado pela Coordenação de Artes da Federação Espírita do Estado do Ceará (Feec). O encontro aconteceu no fim da tarde, no Centro Espírita Missionários da Luz, em Fortaleza, e contou também com a participação dos grupos Cantar É Viver, Cativar e Spectrus. A proposta do evento é de se tornar um oportunidade regular de integração e troca entre os grupos de arte espírita do Ceará, visando ao crescimento dos trabalhos.
O Ensaio começou num clima de muita descontração e leveza. Enquanto alguns montavam os equipamentos de som, havia quem conversasse, fizesse malabares ou simplesmente curtisse o ambiente. Nada mais natural, num espaço tão bonito e bem cuidado como aquele que nos acolhia a todos. Uma bela área verde, grama no chão e flores ao redor que coloriam e decoravam o lugar, tornando-o ainda mais agradável.
A idéia era que cada grupo apresentasse algumas de suas composições para os demais, sem muitas formalidades, para, ao final, podermos trocar um pouco das impressões que cada um teve do outro grupo. O Espírito de Arte foi o primeiro a se apresentar, com Em Laços, Seja Diferente e Reencarnação. Em seguida foi a vez do Cantar é Viver, que está em processo de gravação do primeiro CD e nos presenteou com Na lata e Sambinha do Amor. Depois veio o Cativar, do Centro Espírita João, o Evangelista, que está passando por um momento de reestruturação. O grupo deixa de lado o formato coral e assume uma identidade de banda. Eles tocaram Alegria e Consolador Prometido. Para fechar o encontro, ouvimos as músicas do novíssimo e promissor grupo Spectrus, formado por jovens da Mocidade Espírita Paulo e Estevão. Eles tocaram Luz e Salve meu coração.
Ao final, sentamos todos em uma grande roda para avaliar brevemente aquele momento. Foi interessante perceber como o Ensaio Aberto ecoou positivamente! A maior parte dos comentários giraram em torno de “adorei a integração deste encontro”, “foi muito bom poder ouvir o estilo do outro grupo”, “aqui podemos nos aprimorar mais tecnicamente”, “vamos fazer isso sempre”. Enceramos com uma bela prece musicada e a sensação de que juntos podemos ir muito mais longe, alçando vôos cada vez mais audaciosos.
O próximo ensaio já ficou marcado para o dia 3 de julho! E nós, é claro, estaremos lá!
O Espírito de Arte teve a grata oportunidade de participar neste sábado do 1° Ensaio Aberto de Arte Espírita organizado pela Coordenação de Artes da Federação Espírita do Estado do Ceará (Feec). O encontro aconteceu no fim da tarde, no Centro Espírita Missionários da Luz, em Fortaleza, e contou também com a participação dos grupos Cantar É Viver, Cativar e Spectrus. A proposta do evento é de se tornar um oportunidade regular de integração e troca entre os grupos de arte espírita do Ceará, visando ao crescimento dos trabalhos.
O Ensaio começou num clima de muita descontração e leveza. Enquanto alguns montavam os equipamentos de som, havia quem conversasse, fizesse malabares ou simplesmente curtisse o ambiente. Nada mais natural, num espaço tão bonito e bem cuidado como aquele que nos acolhia a todos. Uma bela área verde, grama no chão e flores ao redor que coloriam e decoravam o lugar, tornando-o ainda mais agradável.
A idéia era que cada grupo apresentasse algumas de suas composições para os demais, sem muitas formalidades, para, ao final, podermos trocar um pouco das impressões que cada um teve do outro grupo. O Espírito de Arte foi o primeiro a se apresentar, com Em Laços, Seja Diferente e Reencarnação. Em seguida foi a vez do Cantar é Viver, que está em processo de gravação do primeiro CD e nos presenteou com Na lata e Sambinha do Amor. Depois veio o Cativar, do Centro Espírita João, o Evangelista, que está passando por um momento de reestruturação. O grupo deixa de lado o formato coral e assume uma identidade de banda. Eles tocaram Alegria e Consolador Prometido. Para fechar o encontro, ouvimos as músicas do novíssimo e promissor grupo Spectrus, formado por jovens da Mocidade Espírita Paulo e Estevão. Eles tocaram Luz e Salve meu coração.
Ao final, sentamos todos em uma grande roda para avaliar brevemente aquele momento. Foi interessante perceber como o Ensaio Aberto ecoou positivamente! A maior parte dos comentários giraram em torno de “adorei a integração deste encontro”, “foi muito bom poder ouvir o estilo do outro grupo”, “aqui podemos nos aprimorar mais tecnicamente”, “vamos fazer isso sempre”. Enceramos com uma bela prece musicada e a sensação de que juntos podemos ir muito mais longe, alçando vôos cada vez mais audaciosos.
O próximo ensaio já ficou marcado para o dia 3 de julho! E nós, é claro, estaremos lá!
domingo, 25 de abril de 2010
Educação e Arte
Vivamos a Arte na Educação Espírita!
Este foi um fim de semana muito especial para o Espírito de Arte! Pela oportunidade de aprender e servir, colaborando para o crescimento de outros Espíritos em corpo de jovem, tanto no Ceará quanto em Minas Gerais. Com muita Arte e aplicação dinâmica da Pedagogia genuína que se fundamenta nos princípios da Doutrina Espírita.
No sábado (24), a ala cearense do grupo ficou responsável por conduzir as atividades voltadas para os jovens que participaram do Seminário da Associação Espírita Vida da Penha, em Fortaleza. Depois que os integrantes da mocidade apresentaram o blog que mantêm (mocidadevidal.blogspot.com), o Espírito de Arte deu início ao que costumamos chamar de interação artística. Um momento de troca de experiências entre Espíritos mediado pela Arte em suas diversas expressões.
Num grande círculo, apresentamos o grupo para, a seguir, promover uma rodada de apresentações dos participantes. Foi interessante perceber que a grande maioria dos jovens já estava ali há bastante tempo - em média 4 anos - o que indica tratar-se de um grupo fortalecido e, coisa infelizmente escassa hoje, atrativo para os adolescentes.
Depois, colocamos diversas perguntas ligadas à vivência deles na mocidade espírita dentro de uma caixa, que circulava enquanto cantávamos Seja Diferente, do GAN. A cada parada, o portador da caixa tinha que abrir a caixinha e responder à pergunta que pegasse "aleatoriamente". Embora tímidos, todos responderam às perguntas, deixando transparecer a empolgação com a dinâmica.
Por fim, interpretamos Seja Diferente, Cativar, Reencarnação e O Cândido Xavier. Como nosso percussionista Éder Foschiani não pôde ir, aproveitamos para colocar os instrumentos à disposição dos adolescentes, de forma que eles pudessem nos ajudar na medida em que se sentissem à vontade. A descoordenação inicial rapidamente deu lugar a uma boa sintonia, resultando numa experiência muito enriquecedora
nós pra todos. Entre uma música e outra, conversávamos sobre sentimentos e percepções causados pela música, bem como sobre a Arte Espírita, com excelentes comentários dos participantes sobre o tema.Já hoje (25) pela manhã, foi a vez da ala mineira do Espírito de Arte entrar em campo, na Fraternidade Espiritual Cristã Obreiros da Vida Eterna, em Belo Horizonte. Fomos convidados para desenvolver um trabalho de vivência e troca de experiências com os integrantes do Grupo de Artes Desperta, formado basicamente por jovens da mocidade da casa.
Começamos com exercícios de alongamento corporal e aquecimento vocal, sempre em duplas. Logo mais, propusemos um jogo teatral: os participantes se dividiram em dois grupos, que tiveram quinze minutos para montar um esquete cada, que mostrasse a nós, visitantes, como eram as atividades desenvolvidas semanalmente por eles no Desperta. O jogo cumpria de uma só vez vários objetivos importantes: apresentação, exercício técnico, reflexão e percepção sobre o próprio trabalho artístico espírita.
Uma equipe montou um esquete mais subjetivo, com pouco texto e muita expressão corporal, centrado na alegria do trabalho e da convivência em grupo. O outro optou por algo mais naturalista, reproduzindo com textos e personagens "reais" certos desafios do cotidiano de trabalho espíritas. Ambos recorreram também à música e conseguiram nos comunicar uma série de percepções claras e bastante autênticas a respeito do que fazem e de como se sentem em relação à atividade.
A partir dos trabalhos apresentados, demos início a um bate-papo musicado sobre aquilo que chamou nossa atenção. Não do ponto de vista técnico, mas sim do sentimento, da vivência e das motivações que os levavam a dedicar horas - e até dias - toda semana ao grupo. E foi com muita alegria que ouvimos a respeito da alegria que eles têm pelo simples fato de estarem juntos, aprendendo em comunhão, contribuindo para a sensibilização e o esclarecimento uns dos outros, bem como de todos aqueles que viessem a ocupar o papel de "público" durante as apresentações.
Ao longo da conversa, cantamos Vontade de Viver, Armadura, Pensamento Sideral, Reencarnação, Pedro e NovaMente. Algumas simplesmente ouvidas, outras livremente vivenciadas ou ainda assumidas de corpo e alma pelo grupo, como se vê na foto acima.
E assim terminou um fim de semana de muito crescimento e senso de dever cumprido para o Espírito de Arte, Minas e Ceará. Com uma convicção cada vez mais sólida no papel essencial que a Arte tem e desempenhar em todo e qualquer processo pedagógico genuinamente espírita. E com o coração leve e agradecido a Deus pela oportunidade de avançar em conjunto na estrada bendita da descoberta dEle em nossa própria alma!
terça-feira, 13 de abril de 2010
Novas
Exposição de Arte Espírita em BH
Além das telas de cinema, a vida de Chico Xavier ganhou outras retratações menos vistosas, mas igualmente belas nos últimos dias. De 6 a 9 de abril, a exposição Cândido Chico ocupou a Galeria Guimarães Rosa, na entrada da Câmara Municipal de Belo Horizonte (MG).
O traço leve e inspirado de Adriano Alves produziu em menos de uma semana oito quadros simples, mas profundamente expressivos, que retratam passagens da vida de Chico, a companhia de Bezerra, Emmanuel e André Luiz a seu lado e as sessões de psicografia.
Além dos quadros, a exposição abriu espaço para nove desenhos resultantes de exercícios mediúnicos realizados pelo artista simultaneamente a reuniões de atendimento espiritual das quais participa. Trabalhos que atingem uma qualidade técnica surpreendente diante da velocidade (8 a 10 por reunião mediúnica) e das condições (ambiente escuro e barulhento da reunião mediúnica) em que são produzidos, como tivemos oportunidade de presenciar mais de uma vez.
Adriano Alves é trabalhador da Arte Espírita há anos, atuando também como músico, ator e dramaturgo. É fundador da Cia. Laboro. Para quem não pôde ver a exposição, que agora segue para a sede da União Espírita Mineira, fica aqui o registro de alguns dos trabalhos.
Além das telas de cinema, a vida de Chico Xavier ganhou outras retratações menos vistosas, mas igualmente belas nos últimos dias. De 6 a 9 de abril, a exposição Cândido Chico ocupou a Galeria Guimarães Rosa, na entrada da Câmara Municipal de Belo Horizonte (MG).
O traço leve e inspirado de Adriano Alves produziu em menos de uma semana oito quadros simples, mas profundamente expressivos, que retratam passagens da vida de Chico, a companhia de Bezerra, Emmanuel e André Luiz a seu lado e as sessões de psicografia.
Além dos quadros, a exposição abriu espaço para nove desenhos resultantes de exercícios mediúnicos realizados pelo artista simultaneamente a reuniões de atendimento espiritual das quais participa. Trabalhos que atingem uma qualidade técnica surpreendente diante da velocidade (8 a 10 por reunião mediúnica) e das condições (ambiente escuro e barulhento da reunião mediúnica) em que são produzidos, como tivemos oportunidade de presenciar mais de uma vez.
Adriano Alves é trabalhador da Arte Espírita há anos, atuando também como músico, ator e dramaturgo. É fundador da Cia. Laboro. Para quem não pôde ver a exposição, que agora segue para a sede da União Espírita Mineira, fica aqui o registro de alguns dos trabalhos.
quarta-feira, 31 de março de 2010
De relance
Semana Santa é época de FAE!
Começa amanhã (1/4) o 19º Festival de Arte Espírita de Goiânia (GO), um dos eventos mais tradicionais da Arte Espírita nacional. O FAE acontece no Instituto Educacional Emmanuel e abre as portas ao público a partir das 19h30 para duas apresentações artísticas. O Grupo Zapt Arteatral (GO) apresenta Um Sopro de Fé - A Vida de Eurípedes Barsanulfo. A seguir, Merlânio Maia (PB) sobe ao palco com seu Báu de Cordel - música, causo e poema que nasce entre o homem e Deus. O evento prossegue nos dias 2 e 3 de abril com oficinas, vivências e painéis de estudo em torno do tema Semeadores de Luz: a arte de trabalhar na seara espírita. No domingo (4), o Festival promove uma sessão de cinema com o filme Chico Xavier, de Daniel Filho, no Cine Lumière do Shopping Bouganville, às 10h, com o convite aberto ao público no valor de R$ 10,00.
Enquanto isso, no FECEF...
O pessoal do Instituto Arte e Vida já se movimenta para a 13ª edição do Festival da Canção e Encontro da Arte Espírita em Franca (SP), outro tradicionalíssimo evento da arte espírita em nosso país. O Núcleo de Eventos do Instituto lança a enquete Qual o tema do 13º FECEF?, aberta a todos os interessados em dar sugestões para a temática que deverá conduzir os estudos e as demais atividades do encontro. A Comissão enfatiza que as propostas deverão ser encaminhadas impreterivelmente até o próximo dia 30 de abril. A próxima edição do evento acontece de 12 a 15 de novembro de 2011. Maiores informações, no site www.institutoarteevida.org.br.
Começa amanhã (1/4) o 19º Festival de Arte Espírita de Goiânia (GO), um dos eventos mais tradicionais da Arte Espírita nacional. O FAE acontece no Instituto Educacional Emmanuel e abre as portas ao público a partir das 19h30 para duas apresentações artísticas. O Grupo Zapt Arteatral (GO) apresenta Um Sopro de Fé - A Vida de Eurípedes Barsanulfo. A seguir, Merlânio Maia (PB) sobe ao palco com seu Báu de Cordel - música, causo e poema que nasce entre o homem e Deus. O evento prossegue nos dias 2 e 3 de abril com oficinas, vivências e painéis de estudo em torno do tema Semeadores de Luz: a arte de trabalhar na seara espírita. No domingo (4), o Festival promove uma sessão de cinema com o filme Chico Xavier, de Daniel Filho, no Cine Lumière do Shopping Bouganville, às 10h, com o convite aberto ao público no valor de R$ 10,00.
Enquanto isso, no FECEF...
O pessoal do Instituto Arte e Vida já se movimenta para a 13ª edição do Festival da Canção e Encontro da Arte Espírita em Franca (SP), outro tradicionalíssimo evento da arte espírita em nosso país. O Núcleo de Eventos do Instituto lança a enquete Qual o tema do 13º FECEF?, aberta a todos os interessados em dar sugestões para a temática que deverá conduzir os estudos e as demais atividades do encontro. A Comissão enfatiza que as propostas deverão ser encaminhadas impreterivelmente até o próximo dia 30 de abril. A próxima edição do evento acontece de 12 a 15 de novembro de 2011. Maiores informações, no site www.institutoarteevida.org.br.
sábado, 20 de março de 2010
Mais
Uma genuína Obra espírita de Arte
Se, mesmo com parcos canais de distribuição, a obra consegue romper as barreiras geográficas, atravessando milhares de quilômetros para ser fruída e reproduzida nos mais diversos recantos de um país-continente como o nosso, aí não sobra espaço para dúvidas!
A nosso ver, a canção Súplica a Jesus é um exemplo inequívoco de Obra de Arte produzida sob influência do espiritismo. A composição do potiguar Adriano Gomes imortalizada no arranjo do Grupo Ame (CE), interpretado magistralmente por Gleika Veras, é conhecida hoje em boa parte do Brasil.
Após ser registrada no CD Chamado, em 1996, a música ganhou o país e se tornou hino espírita em vários estados. A prova do sucesso da canção pode ser conferida no YouTube, que registra pelo menos dez vídeos distintos com clipes ou releituras de Súplica. Só os dois mais vistos somam juntos quase 40 mil visualizações e dezenas de avaliações máximas no maior canal de compartilhamento de vídeos do mundo.
Abaixo, um belíssimo clip que traz a gravação original dessa canção que integra desde sempre o repertório informal do Espírito de Arte.
quarta-feira, 17 de março de 2010
Novas
Espírito de Arte em rádios de SP e MG

O primeiro, já amanhã (18), quinta-feira, é o Roteiro, que vai ao ar na Rádio AM Boa Nova, de São Paulo, às 18h. Vamos falar de alguns projetos da Abrarte, dar uma panorâmica na Arte Espírita hoje e, é claro, partilhar aquilo que já pudemos viver nesses anos de atividade no teatro e na música espírita.

O segundo, que vamos gravar na próxima terça-feira (23), vai ao ar no domingo (28), às 17h, com reprise na terça (30), às 21, e na sexta (02/04), às 18h. É o Músicas da Alma, na Rádio Fraternidade, de Minas Gerais. Nesse, vamos conversar e tocar algumas canções "ao vivo"!
Ambos podem ser acessados e ouvidos pela internet, respectivamente, nos sites http://www.radioboanova.com.br/online.php e http://www.radiofraternidade.com.br/.
E, nesse fim de semana, o Espírito de Arte faz uma série de apresentações no Seminário vencendo seus Conflitos, na sede do Conselho Regional de Contabilidade do Ceará, na Avenida da Universidade, quase com 13 de Maio, no bairro Benfica, em Fortaleza.
domingo, 3 de janeiro de 2010
Mais
Um jeito novo de VER Kardec (literalmente)

Sabe aquela história de que às vezes precisa vir alguém de fora pra nos ajudar a ver as coisas do dia-a-dia com outros olhos? Pois foi justamente isso o que aconteceu no último mês de outubro, quando o artista visual italiano Pasquale Giacobelli conseguiu finalizar um curioso trabalho iniciado meses antes: transformar uma pintura de Allan Kardec em imagem tridimensional. O resultado arrebatador que se vê ao lado foi publicado no dia 20 de outubro neste site especializado em computação gráfica. Causou uma avalanche de comentários dos participantes, pela qualidade do acabamento.




O autor, pelo que diz, parece ser um simpatizante do espiritismo. Conhece dados biográficos de Kardec, explica aos integrantes do fórum que ele foi o codificador da doutrina e criador do termo espiritismo, e demonstra afinidade com os princípios espíritas. Escolheu Rivail ao lado de personalidades como Mahatma Ghandi e Nelson Mandela para renderizar em 3D.

Aqui abaixo um passo-a-passo resumido desse belo trabalho. A partir de um retrato típico de Kardec, o artista usou o programa Zbrush para criar esse modelo da cabeça que se vê à esquerda. Depois, ele partiu para a elaboração
da pele, por meio de ferramentas de exposição de luz e cores, além da texturização de materiais.

Essa etapa deu origem a figuras meio fantasmagóricas como essas ao lado. Curiosamente, elas lembram as famosas fotografias das sessões de materialização, as chamadas fotografias espíritas, que a gente discutiu num post recente.
Aí veio o momento de juntar a máscara ao molde. Sabe aquela técnica de transplante de rosto? Funciona mais ou menos assim. Mas nem sempre o resultado fica tão bom quanto este Kardec meio skinhead que se vê abaixo.

Depois, Giacobelli partiu para a questão da roupa, o aspecto mais elogiado e também o mais criticado do trabalho. É que o jaquetão de couro atingiu um grau impressionante de realismo. Todos os comentaristas fazem elogios rasgados à técnica empregada. Mais do que isso, à forma como ela foi aplicada. Teve até um cara lá falando que sentia cheiro de couro só de olhar a imagem...

O problema é a combinação em si. Em termos estilísticos, parece um pouco à frente daquele tempo imaginar Kardec, em meados do século XIX, envergando uma peça que parece típica dos anos 60... Do século seguinte! Em todo caso, desde o princípio, como se pode ver nessa imagem, foi essa a concepção adotada pelo autor.
Por fim, ele fez o acabamento em cores, deu um tônico capilar pra Kardec e concluiu um trabalho que tem tudo pra se popularizar entre os espíritas nos próximos anos...
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Arte e Educação: uma proposta diferente
Nesse fim de semana, o Espírito de Arte Minas conheceu uma forma diferente de fazer Arte Espírita. Os integrantes do grupo instalados em Belo Horizonte viajaram na sexta (30/10) para o município de Sacramento, 490 quilômetros da capital. Lá permanece de pé o Colégio Allan Kardec, primeira escola espírita fundada no mundo, em 1907. Hoje o prédio abriga uma
instituição espírita, além de museu, livraria e memorial. As atividade propriamente educacionais foram transferidas para a Escola Eurípedes Barsanulfo, a cerca de um quilômetro do local.
O trabalho já é desenvolvido com sucesso em mais de 40 cidades de Minas, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Mato Grosso e Goiás. O Espírito de Arte Minas pretende estudar e conhecer melhor a proposta nos próximos meses. Quem sabe, a empreitada não resulta em algum novo projeto...

O motivo da viagem foi o 4º Seminário de Educação do Espírito, que ocorreria simultaneamente ao 3º Festival de Artes da Evangelização de Espíritos, no Colégio. Além disso, haveria a participação de José Pacheco, grande idealizador da Escola da Ponte, e de companheiros notáveis da Arte Espírita, como Moacyr Camargo, Jaime Togores, Marcílio e Elaine Dias...
Pois bem! O que vimos lá foi a arte aplicada à educação. A proposta da Evangelização de Espíritos é a de que a arte sirva ao autoconhecimento e ao crescimento do educando. Quem usufrui do teatro, da música e da dança, é, antes de tudo, o próprio "artista". As obras se constroem a partir de vivências produzidas em encontros e oficinas. Essa elaboração é a parte mais importante do processo. A exibição pública, quando há, normalmente se limita a encontros para troca de experiências entre os grupos que já praticam a metodologia.
Em Sacramento, só fizemos apresentações informais, em momentos de intervalo. Além disso, como se pode ver ao lado, demos uma força ao coral infantil de Rondonópolis (MT) que pretendia apresentar a canção Anjos, na Tarde de Talentos do domingo.

Mas um dos momentos mais marcantes do fim de semana foi o bate-papo com o Pacheco! Além de ouvirmos um pouco sobre a experiência única desse educador português e sua escola no interior de Portugal, tivemos a honra de acompanhar uma execução ao vivo do Hino da Escola da Ponte. Detalhe: com o violão do Espírito de Arte!!! Foto e vídeo, só com o finalzinho da canção, logo abaixo:
domingo, 12 de julho de 2009
Idéias
De Michael Jackson à Arte Espírita
Por que Michael Jackson fez tanto sucesso? Uma excelente estratégia de marketing, dirão alguns. Uma fantástica visão de mercado, defenderão outros. Espírito altamente empreendedor, criativo e talentoso, argumentarão ainda.
Por que Michael Jackson fez tanto sucesso? Uma excelente estratégia de marketing, dirão alguns. Uma fantástica visão de mercado, defenderão outros. Espírito altamente empreendedor, criativo e talentoso, argumentarão ainda.Obviamente, tudo isso está nas raízes do fenômeno que foi o mais jovem dos Jackson Five. Sem levar em conta esses fatores, a compreensão sobre um case midiático e empresarial tão genuíno se torna capenga. Mas eu acrescentaria um outro: a verdade que Michael imprimia em cada trabalho.
Mídia, mercado, marketing, talento e criatividade também estavam a favor de Beatles, Elvis e Madonna, por exemplo. Mas nenhum deles conseguiu bater tantos recordes, certificados inclusive pelo Guinness Book, quanto o autor de Billie Jean:
1) Artista de maior sucesso e também 2) o mais bem pago de todos os tempos, no ramo do entretenimento; de quebra, 3) o primeiro nesse setor a ganhar mais de 100 milhões de dólares em um ano; 4) vocalista mais jovem a alcançar o topo da parada de singles americana, aos 11 anos, e também 5) o que passou o maior número de semanas no topo; 6) o primeiro a ingressar nesse ranking já em primeiro lugar e ainda 7) primeiro artista a vender mais de 100 milhões de álbuns fora dos EUA. Por fim, 8) clipe musical de maior sucesso na história, com Thriller.
Para chegar a isso, Michael traçou um caminho semelhante ao das outras grandes estrelas do show bizz. Mas foi além. Expôs, com rara autenticidade, um mundo obscuro, de monstros e zumbis, de inconstâncias e mutações, de fragilidade e insegurança. Um mundo que, de tão exótico, chegava a parecer apenas uma fantasia bem bolada. Mas que conseguia magnetizar milhões de pessoas em todo o mundo justamente por ser mais: era o próprio mundo interior dele que transparecia ao público! Conflitos, recalques, sombras e medos. Tudo ali, claro e cristalino, expresso com tanta verdade que se tornava arrebatador.
O Rei do Pop soube traduzir as fragilidades da própria alma numa obra grandiosa e multifacetada. Da declaração de amor ao ratinho e melhor amigo de infância Ben à seqüência vertiginosa de tranformações de Black or White, passando pela forma quebrada e descontínua de dançar, tudo refletia as revoluções internas da alma do artista.
E foi justamente por isso que trouxemos para cá essa reflexão. Porque este é um espaço voltado para as discussões sobre Arte e Espiritualidade. Defendemos o papel da Arte como caminho por excelência para o desabrochar da Espiritualidade. E acreditamos que ela seja a forma mais contagiante e expressiva de comunicação já inventada pelo homem!
Para chegar a isso, Michael traçou um caminho semelhante ao das outras grandes estrelas do show bizz. Mas foi além. Expôs, com rara autenticidade, um mundo obscuro, de monstros e zumbis, de inconstâncias e mutações, de fragilidade e insegurança. Um mundo que, de tão exótico, chegava a parecer apenas uma fantasia bem bolada. Mas que conseguia magnetizar milhões de pessoas em todo o mundo justamente por ser mais: era o próprio mundo interior dele que transparecia ao público! Conflitos, recalques, sombras e medos. Tudo ali, claro e cristalino, expresso com tanta verdade que se tornava arrebatador.O Rei do Pop soube traduzir as fragilidades da própria alma numa obra grandiosa e multifacetada. Da declaração de amor ao ratinho e melhor amigo de infância Ben à seqüência vertiginosa de tranformações de Black or White, passando pela forma quebrada e descontínua de dançar, tudo refletia as revoluções internas da alma do artista.
E foi justamente por isso que trouxemos para cá essa reflexão. Porque este é um espaço voltado para as discussões sobre Arte e Espiritualidade. Defendemos o papel da Arte como caminho por excelência para o desabrochar da Espiritualidade. E acreditamos que ela seja a forma mais contagiante e expressiva de comunicação já inventada pelo homem!
Portanto, se queremos ver algum dia uma revolução nas Artes, uma mudança radical no panorama dominante de obras rasteiras e superficiais, é preciso ter em mente exemplos assim. De quem fez das limitações o caminho para a superação. De quem conseguiu imprimir na obra, com maestria, aquilo que é a mais autêntica substância artística: a própria alma!
Mesmo quando somos artistas engajados, social, política ou religiosamente, não é possível ignorar que a nossa alma é o grande filtro dos princípios que nos propomos a disseminar. Por mais "isento", "neutro" que se pretenda ser, sempre há uma boa dose de subjetividade no produto final. E a obra, espírita, marxista, condoreira ou niilista, será tão mais artística quanto melhor reconhecermos nossa contribuição, única e intransferível, para a expressão das idéias que abraçamos. Isso não é orgulho, soberba ou vaidade: é o reconhecimento de nosso papel como co-criadores, ativos e responsáveis, desse mundo fantástico que Deus criou!
Viva Michael! Viva a Arte que transforma vidas e às vidas que transformam o mundo!
Mesmo quando somos artistas engajados, social, política ou religiosamente, não é possível ignorar que a nossa alma é o grande filtro dos princípios que nos propomos a disseminar. Por mais "isento", "neutro" que se pretenda ser, sempre há uma boa dose de subjetividade no produto final. E a obra, espírita, marxista, condoreira ou niilista, será tão mais artística quanto melhor reconhecermos nossa contribuição, única e intransferível, para a expressão das idéias que abraçamos. Isso não é orgulho, soberba ou vaidade: é o reconhecimento de nosso papel como co-criadores, ativos e responsáveis, desse mundo fantástico que Deus criou!Viva Michael! Viva a Arte que transforma vidas e às vidas que transformam o mundo!
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Mais
Quem somos nós
A Arte é vista como o meio por excelência para compartilhar sentimentos, capazes de impulsionar a construção de uma sociedade mais solidária e espiritualizada. E o trabalho, totalmente voluntário, é feito por idealismo e vontade sincera de ajudar. Ao mundo e a nós mesmos.
O grupo surgiu no final de 2006, em Fortaleza. Cinco amigos universitários que estudavam o Espiritismo, em diálogo com o conhecimento acadêmico, resolveram desdobrar suas atividades. Eram quatro atores e uma cantora dispostos a investir numa forma diferente de fazer Arte no meio espírita. Algo mais envolvente, mais contagiante, que fugisse à tradicional "música de harmonização".
O Espírito de Arte é um grupo de artistas espíritas do Ceará. Nosso trabalho é essencialmente musical, sem deixar de lado o teatro e a poesia. A produção artística do grupo se baseia num olhar otimista sobre os problemas do mundo. Defendemos a valorização da vida e a importância de acreditar em nosso próprio potencial como agentes da transformação do mundo.
Histórico
O grupo surgiu no final de 2006, em Fortaleza. Cinco amigos universitários que estudavam o Espiritismo, em diálogo com o conhecimento acadêmico, resolveram desdobrar suas atividades. Eram quatro atores e uma cantora dispostos a investir numa forma diferente de fazer Arte no meio espírita. Algo mais envolvente, mais contagiante, que fugisse à tradicional "música de harmonização".
Logo após a primeira apresentação, o grupo se reduziu a quatro integrantes. Durante mais de um ano, o Espírito de Arte manteve essa formação, com um cantor/violonista e três cantoras. O repertório, freqüentemente teatralizado, era formado por canções espíritas do Sul, Sudeste e Centro-Oeste, praticamente desconhecidas no Ceará. Foi assim que músicas como Hydesville, Rockumbral e Pensamento Sideral chegaram ao meio espírita cearense.
Depois de se apresentar no X Encontro de Mocidades Espíritas do Ceará (Emece), o grupo passou meses em recesso. Só no final de 2008 houve uma retomada dos encontros de estudos, seguida do retorno à ativa do Espírito de Arte. Nos meses seguintes, o grupo foi crescendo, ganhando novos instrumentistas e uma nova feição.
Novos rumos
A chegada da professora Paula Jucá estimulou o desenvolvimento de repertório próprio. Ela compunha melodias e os outros integrantes, letras. Assim surgiram Vontade de Viver, Vida em Mim, Um Novo Começo e o Auto da Terra do Pé Rachado. Além disso, o grupo ganhou no início de 2009 a participação da cantora e compositora Suzidali Holanda, que trouxe a canção Deixa o Tempo Passar, além de uma voz prodigiosa para incrementar solos e arranjos.
Com 10 integrantes, o Espírito de Arte trabalha hoje um repertório majoritariamente autoral. As composições passam pelo xote, pelo samba e pela balada, com boas doses de rock. Se há um ponto de convergência entre todas as composições, é a sinceridade na expressão daquilo que vivemos e sentimos. Alegria, autoconfiança, determinação, coragem, fé. Tudo de bom que nasce da alma e a ela fala.
Temática
O grupo considera sua produção pertencente ao domínio da Arte Espírita. Ou seja, aquilo que se escreve, compõe, executa e interpreta é fruto da vivência espírita, comum a todos os membros. O Espírito de Arte não se propõe a ser porta-voz do espiritismo e nem se ocupa de pregar preceitos doutrinários a ninguém.
Fazemos Arte, não doutrinação, nem panfletarismo musicado. E acreditamos que ela será tão mais espírita quanto mais bem fundamentada em nossa experiência concreta como seres humanos que fazem do espiritismo sua filosofia de vida.
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Novas
Fórum Nacional de Arte Espírita
O resultado foi um espetáculo de idéias e sentimentos que podem dar novo impulso à Arte Espírita no Brasil. Desde o fortalecimento das manifestações menos favorecidas, como a dança e as artes visuais espíritas, até a proposta de realização da Semana Nacional de Arte Espírita, simultânea em todos os cantos do país!
Logo mais vêm novidades nesse campo. Mas, por enquanto, queríamos só chamar a atenção para os sentimentos que estão por trás de realizações tão grandiosas. Sem um profundo senso de união, sem a vontade sincera de estar junto, nada disso seria possível!
E é por isso que a gente coloca aqui um vídeo muito especial. Uma homenagem à Arte, ao Fórum e ao Grupo Bem, de Vitória (ES). Uma galera jovem, movida por um ideal muito próximo do nosso, e que encantou a Abrarte no Fórum do ano passado, na cidade deles. Com vocês, Reencarnação, interpretada (com sentimento de sobra, apesar de nem tanta técnica) pelos participantes do 6º Fórum!!!
segunda-feira, 2 de março de 2009
Mais
Expoentes da Arte Espírita II
No primeiro texto desta série falamos sobre dois dos maiores expoentes atuais da música espírita: os grupos Alma Sonora, de Curitiba (PR), e Arte Nascente, de Goiânia (GO). Já neste segundo artigo, nossa atenção se volta para as raízes do movimento nacional de Arte Espírita.
Movimento que já deu passos importantes, como a criação da Associação Brasileira de Artistas Espíritas, em 2007, e a realização anual dos Fóruns Nacionais de Arte Espírita, desde 2004. Mas que provavelmente nem teria sido cogitado ainda, não fosse o trabalho de pioneiros como Moacyr Camargo (SP) e Marielza Tiscate (RJ).*
Moacyr é músico profissional desde os anos 70. Compositor de trilhas para peças de teatro e musicais, esse paulista de Dracena se divide hoje entre a produção sonora para rádio e TV e a atividade artística espírita.
Quando não está compondo de forma independente para as grandes emissoras do país, Moacyr forma corais espíritas infantis, prepara shows, faz palestras musicais e representa a Arte Espírita no Brasil e no mundo. "Sempre procuro transmitir esperança, consolo, amor e, evidentemente, muita alegria, pois a arte tem esse poder de levar a alegria indistintamente", sintetiza.
No currículo, ele traz desde canções gravadas pelo saudoso Fofão, como a quase etérea O Pintor, até temas de clipes adotados internacionalmente pelo Unicef, como Crianças das Ruas, ambas do disco infantil Nos Jardins da Terra Azul, lançado em 1994. De 88 a 94, foi diretor do Departamento de Artes da União das Sociedades Espíritas de São Paulo. Atualmente, trabalha de forma independente.
No vídeo abaixo, é possível conferir duma lapada só duas das mais belas canções de Moacyr: O Pintor, na versão original (incomparável!), e Novas Idéias, do último CD, Do Brasil ao Azul. De quebra, você ainda conhece de vista uns oitenta artistas espíritas de todo o país e acompanha alguns dos melhores momentos do 5º Fórum Nacional de Arte Espírita, realizado no ano passado em Vitória (ES)!
Ao mesmo tempo em que Moacyr, já músico, conhecia o espiritismo, a carioca Marielza Tiscate, espírita, começava a tomar gosto pela música na atividades infantis da casa espírita. "Tudo aconteceu muito naturalmente, pois sempre fui ativa no movimento desde cedo. Já cantava na escolinha de evangelização, então a composição e o canto vieram junto com a dinâmica das próprias atividades", relembra.
Marielza graduou-se em História e foi professora de Ensino Fundamental e Médio por muitos anos. Mas pouco a pouco começou a se direcionar profissionalmente para a música. Primeiro com a musicalização infantil, depois com a produção musical e de eventos na área. Finalmente, através da arte-educação e da musicoterapia, ramos em que ela atua até hoje.
Graças a um envolvimento longo e profundo com a Confraternização das Mocidades Espíritas do Rio de Janeiro (Comeerj), suas composições inspiradas ganharam gradualmente o Rio, o Sudeste e o Brasil. Hoje, é uma das cantoras mais conhecidas do movimento espírita brasileira, com canções tocadas e regravadas por todo o país.
Talvez por isso mesmo tenha sido ela a escolhida para compor a música que representaria o Espiritismo durante a Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento realizada no Rio de Janeiro, mais conhecida como ECO-92. Naquela ocasião, representantes de 172 países do mundo tiveram a oportunidade de ouvir Olhar o Céu, parceria de Marielza com Guilherme Medina, que você confere no clipe abaixo:
* Boa parte das informações compiladas aqui foi retirada da Revista Cristã de Espiritismo - Especial sobre Música Espírita.
No primeiro texto desta série falamos sobre dois dos maiores expoentes atuais da música espírita: os grupos Alma Sonora, de Curitiba (PR), e Arte Nascente, de Goiânia (GO). Já neste segundo artigo, nossa atenção se volta para as raízes do movimento nacional de Arte Espírita.
Movimento que já deu passos importantes, como a criação da Associação Brasileira de Artistas Espíritas, em 2007, e a realização anual dos Fóruns Nacionais de Arte Espírita, desde 2004. Mas que provavelmente nem teria sido cogitado ainda, não fosse o trabalho de pioneiros como Moacyr Camargo (SP) e Marielza Tiscate (RJ).*
Moacyr é músico profissional desde os anos 70. Compositor de trilhas para peças de teatro e musicais, esse paulista de Dracena se divide hoje entre a produção sonora para rádio e TV e a atividade artística espírita.Quando não está compondo de forma independente para as grandes emissoras do país, Moacyr forma corais espíritas infantis, prepara shows, faz palestras musicais e representa a Arte Espírita no Brasil e no mundo. "Sempre procuro transmitir esperança, consolo, amor e, evidentemente, muita alegria, pois a arte tem esse poder de levar a alegria indistintamente", sintetiza.
No currículo, ele traz desde canções gravadas pelo saudoso Fofão, como a quase etérea O Pintor, até temas de clipes adotados internacionalmente pelo Unicef, como Crianças das Ruas, ambas do disco infantil Nos Jardins da Terra Azul, lançado em 1994. De 88 a 94, foi diretor do Departamento de Artes da União das Sociedades Espíritas de São Paulo. Atualmente, trabalha de forma independente.
No vídeo abaixo, é possível conferir duma lapada só duas das mais belas canções de Moacyr: O Pintor, na versão original (incomparável!), e Novas Idéias, do último CD, Do Brasil ao Azul. De quebra, você ainda conhece de vista uns oitenta artistas espíritas de todo o país e acompanha alguns dos melhores momentos do 5º Fórum Nacional de Arte Espírita, realizado no ano passado em Vitória (ES)!
Ao mesmo tempo em que Moacyr, já músico, conhecia o espiritismo, a carioca Marielza Tiscate, espírita, começava a tomar gosto pela música na atividades infantis da casa espírita. "Tudo aconteceu muito naturalmente, pois sempre fui ativa no movimento desde cedo. Já cantava na escolinha de evangelização, então a composição e o canto vieram junto com a dinâmica das próprias atividades", relembra.
Marielza graduou-se em História e foi professora de Ensino Fundamental e Médio por muitos anos. Mas pouco a pouco começou a se direcionar profissionalmente para a música. Primeiro com a musicalização infantil, depois com a produção musical e de eventos na área. Finalmente, através da arte-educação e da musicoterapia, ramos em que ela atua até hoje.Graças a um envolvimento longo e profundo com a Confraternização das Mocidades Espíritas do Rio de Janeiro (Comeerj), suas composições inspiradas ganharam gradualmente o Rio, o Sudeste e o Brasil. Hoje, é uma das cantoras mais conhecidas do movimento espírita brasileira, com canções tocadas e regravadas por todo o país.
Talvez por isso mesmo tenha sido ela a escolhida para compor a música que representaria o Espiritismo durante a Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento realizada no Rio de Janeiro, mais conhecida como ECO-92. Naquela ocasião, representantes de 172 países do mundo tiveram a oportunidade de ouvir Olhar o Céu, parceria de Marielza com Guilherme Medina, que você confere no clipe abaixo:
* Boa parte das informações compiladas aqui foi retirada da Revista Cristã de Espiritismo - Especial sobre Música Espírita.
domingo, 22 de fevereiro de 2009
Novas
Revista Espírita Internacional discute Arte Espírita
A primeira edição da octogenária Revista Internacional de Espiritismo em 2009 abriu um espaço pioneiro para as discussões sobre Arte Espírita. Nos últimos anos, a publicação já havia noticiado eventos artísticos espíritas e até abrigado reflexões sobre educação espírita que tangenciavam o assunto Arte, como se pode ver aqui. Mas com o artigo O que é Arte Espírita?, que dialoga com as idéias do filósofo russo Léon Tolstói, o debate se lança sobre a própria concepção do que é Arte. Uma reflexão mais profunda e que poucos espíritas fizeram até hoje de forma sistemática ou fundamentada.
Eis aqui a provocação central do artigo: (...) a técnica artística utilizada pelos espíritas tem dado
origem a obras de arte? Para fazer música, basta saber jogar com melodia, harmonia e ritmo (a letra é um elemento opcional, mas muito valorizado na música religiosa). Para fazer poesia, métrica, rima e ritmo dão conta do recado. O teatro exige ator, platéia e uma idéia, enquanto a dança demanda corpo e ritmo. Qualquer um pode executar com maestria esses ofícios, desde que resolva se dedicar com afinco ao estudo e à prática deles. É uma simples questão de exercício, prático e intelectual.
Mas há uma enorme distância entre ser músico, poeta, ator ou dançarino e ser artista. Pessoas que dominam essas atividades essencialmente técnicas podem produzir e executar inúmeros trabalhos movidos pelo desejo de vender idéias, ganhar dinheiro ou chocar pessoas, sem que haja um único sentimento sincero por trás dessa iniciativa. Conseguem produzir beleza, mas nem sempre arte. Do
mesmo modo, homens e mulheres sem a menor noção teórica podem produzir autênticas obras de arte. Basta darem vazão ao que sentem através de sons, gestos, formas e traços compreensíveis para sensibilizar e até emocionar outras pessoas. Sua arte sincera toca, independente da preocupação estética.
De modo geral, os trabalhos que se propõem a ser arte espírita não pecam por falta de conteúdo. O equívoco parece estar na natureza desse conteúdo. Em lugar de um sentimento sincero, humano e, por isso mesmo, universal que o autor deseje compartilhar, há idéias e crenças particulares que ele quer divulgar...
O artigo, que reflete em linhas gerais a opinião do Grupo Espírito de Arte sobre o tema, pode ser encontrado na edição nº 1 de 2009 da RIE. Ela pode ser comprada em bancas ou através do site oficial da Casa Editora O Clarim. Bom proveito!
A primeira edição da octogenária Revista Internacional de Espiritismo em 2009 abriu um espaço pioneiro para as discussões sobre Arte Espírita. Nos últimos anos, a publicação já havia noticiado eventos artísticos espíritas e até abrigado reflexões sobre educação espírita que tangenciavam o assunto Arte, como se pode ver aqui. Mas com o artigo O que é Arte Espírita?, que dialoga com as idéias do filósofo russo Léon Tolstói, o debate se lança sobre a própria concepção do que é Arte. Uma reflexão mais profunda e que poucos espíritas fizeram até hoje de forma sistemática ou fundamentada.
Eis aqui a provocação central do artigo: (...) a técnica artística utilizada pelos espíritas tem dado
origem a obras de arte? Para fazer música, basta saber jogar com melodia, harmonia e ritmo (a letra é um elemento opcional, mas muito valorizado na música religiosa). Para fazer poesia, métrica, rima e ritmo dão conta do recado. O teatro exige ator, platéia e uma idéia, enquanto a dança demanda corpo e ritmo. Qualquer um pode executar com maestria esses ofícios, desde que resolva se dedicar com afinco ao estudo e à prática deles. É uma simples questão de exercício, prático e intelectual. Mas há uma enorme distância entre ser músico, poeta, ator ou dançarino e ser artista. Pessoas que dominam essas atividades essencialmente técnicas podem produzir e executar inúmeros trabalhos movidos pelo desejo de vender idéias, ganhar dinheiro ou chocar pessoas, sem que haja um único sentimento sincero por trás dessa iniciativa. Conseguem produzir beleza, mas nem sempre arte. Do
mesmo modo, homens e mulheres sem a menor noção teórica podem produzir autênticas obras de arte. Basta darem vazão ao que sentem através de sons, gestos, formas e traços compreensíveis para sensibilizar e até emocionar outras pessoas. Sua arte sincera toca, independente da preocupação estética.De modo geral, os trabalhos que se propõem a ser arte espírita não pecam por falta de conteúdo. O equívoco parece estar na natureza desse conteúdo. Em lugar de um sentimento sincero, humano e, por isso mesmo, universal que o autor deseje compartilhar, há idéias e crenças particulares que ele quer divulgar...
O artigo, que reflete em linhas gerais a opinião do Grupo Espírito de Arte sobre o tema, pode ser encontrado na edição nº 1 de 2009 da RIE. Ela pode ser comprada em bancas ou através do site oficial da Casa Editora O Clarim. Bom proveito!
sábado, 14 de fevereiro de 2009
Novas
O "Pinga-Fogo" de Divaldo Franco na TV O Povo
O médium baiano Divaldo Franco acaba de gravar participação no Coletiva, da TV O Povo, afiliada cearense da TV Cultura. O programa mescla elementos do Pinga-Fogo, da extinta TV Tupi, que notabilizou Chico Xavier e o Espiritismo na década de 70, e do Roda Viva, sucesso ainda hoje nas noites de segunda em todo o país. Seis entrevistadores em círculo ao redor de Divaldo, no centro, para uma entrevista com mais de uma hora de duração.
Ana Márcia Diógenes, oficial de comunicação do Unicef; Ângela Linhares, professora titular da Faculdade de Educação da UFC; Tarcísio Matos, jornalista e escritor; Olga Maia, presidente do Instituto Peter Pan e Romário Fernandes, coordenador de comunicação da Feec participaram do programa, apresentado pelo jornalista Erick Guimarães. Para conferir, basta sintonizar amanhã (15/02), às 21h, o canal 48 (TV aberta), 23 (NET) ou 11 (TV Show). O programa será reprisado na terça-feira (17/02), às 23h45.
Entre os assuntos abordados, é claro, Espiritismo e Arte, com ênfase em mídia, literatura e novas perspectivas no setor! Além de um belo resumo do Seminário Jesus e Vida, que acaba de acontecer no Centro de Convenções de Fortaleza. Imperdível!
O médium baiano Divaldo Franco acaba de gravar participação no Coletiva, da TV O Povo, afiliada cearense da TV Cultura. O programa mescla elementos do Pinga-Fogo, da extinta TV Tupi, que notabilizou Chico Xavier e o Espiritismo na década de 70, e do Roda Viva, sucesso ainda hoje nas noites de segunda em todo o país. Seis entrevistadores em círculo ao redor de Divaldo, no centro, para uma entrevista com mais de uma hora de duração.
Ana Márcia Diógenes, oficial de comunicação do Unicef; Ângela Linhares, professora titular da Faculdade de Educação da UFC; Tarcísio Matos, jornalista e escritor; Olga Maia, presidente do Instituto Peter Pan e Romário Fernandes, coordenador de comunicação da Feec participaram do programa, apresentado pelo jornalista Erick Guimarães. Para conferir, basta sintonizar amanhã (15/02), às 21h, o canal 48 (TV aberta), 23 (NET) ou 11 (TV Show). O programa será reprisado na terça-feira (17/02), às 23h45.
Entre os assuntos abordados, é claro, Espiritismo e Arte, com ênfase em mídia, literatura e novas perspectivas no setor! Além de um belo resumo do Seminário Jesus e Vida, que acaba de acontecer no Centro de Convenções de Fortaleza. Imperdível!
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Idéias
O Universal e o Eterno na Arte Espírita
Fizemos algumas semanas atrás uma observação filosófica em defesa de um certo “humanismo transcendental". Defendíamos a possibilidade do grandioso na arte que é criada pelo próprio Espírito do espírita ou de quem quer que seja. Isto é, defendíamos que uma arte divina não necessariamente deve ser mediúnica. Ou ainda, que o animismo do médium na obra de arte não é, necessariamente, ruído de comunicação.
Nossa! Quanto palavreado confuso! Mas a coisa é simples... se não simples, fabulosa:
Ficamos encantados com as obras mediúnicas e conferimos beleza e verdade a elas pelo simples fato de serem mediúnicas. É uma tendência quase natural para os devotos do espiritismo esse posicionamento. Aliás, o devotamento tem esse quê de gratuito. O sagrado (é sagrado tudo aquilo que na Terra se reveste de Além) sempre mereceu de nós uma postura acrítica e cegamente respeitosa.
Entretanto, quando Allan Kardec surgiu, duvidando do maravilhoso numa pilhéria que ficou sagrada, desafiando as mesas girantes, ele começou uma jornada que culminou numa
aproximação do humano com o divino e do divino com o humano numa conclusão muito simples: todos os Espíritos que habitam o espaço invisível são da mesma natureza que os que estão enredados na carne. Por isso nem todos são puros, mas todos poderão vir a ser. Todos são todos! São as potencialidades, então, que tornam todos os seres iguais em direito, em beleza e em verdade.
Com essa simples conclusão, Kardec encontra a chave que une a Terra ao Céu! Um processo tão fecundo que o deixou admirado com as possibilidades de uma proposta artística baseada na idéia, que deixasse se conduzir por ela.
A arte que prima por ser espiritual e catequética, isto é, doutrinária, é uma arte medieval, onde a única importância reside na revelação da palavra de Deus, sempre para além do que é material. A arte que se restringe sempre ao material, ao presente, ao mortal, é uma arte secular que passa na medida em que passam seus autores. A arte espírita, Kardec havia previsto que ela ultrapassaria todas as outras, porque síntese dialética delas. O elemento mediúnico, ou ainda, o reencarnacionista, ou numa palavra, aquele elemento que costura repetidamente as muitas vidas do universo, a arte que se utilizasse dele ganharia o que toda boa arte quer: o universal e o eterno.
Como fazer isso? Como a mediunidade ou mesmo a reencarnação contribuem para essa questão?
Elas são os modelos melhores para a fabricação dessa arte – da forma como o Espiritismo as encara.
Não basta o Espírito imaterial, deve haver o Espírito intermediário na carne para haver a obra transcrita, pintada, falada, o que for. Não basta a vida na carne, é preciso a vida fora dela, numa comunicação constante entre as vidas para que ambas possam se enriquecer em um progressão infinita.
A mediunidade nunca é um monólogo transcendental, ela é um diálogo entre o que é transcendente e o que é contingente, o que sempre foi com aquilo que ainda é. A reencarnação, por sua vez, promove a solidariedade, dentro de um mesmo indivíduo, entre o passado, o presente, e as possibilidades de futuro. Somos, assim, médiuns e reecarnantes, uma obra de arte criada por Deus, que dialoga, caminha, vive e constrói coletivamente seus próprios caminhos, sua própria Arte.
A Arte Espírita, portanto, vai além do que costumamos pensar que ela é!
Allan Denizard
Fizemos algumas semanas atrás uma observação filosófica em defesa de um certo “humanismo transcendental". Defendíamos a possibilidade do grandioso na arte que é criada pelo próprio Espírito do espírita ou de quem quer que seja. Isto é, defendíamos que uma arte divina não necessariamente deve ser mediúnica. Ou ainda, que o animismo do médium na obra de arte não é, necessariamente, ruído de comunicação.
Nossa! Quanto palavreado confuso! Mas a coisa é simples... se não simples, fabulosa:
Ficamos encantados com as obras mediúnicas e conferimos beleza e verdade a elas pelo simples fato de serem mediúnicas. É uma tendência quase natural para os devotos do espiritismo esse posicionamento. Aliás, o devotamento tem esse quê de gratuito. O sagrado (é sagrado tudo aquilo que na Terra se reveste de Além) sempre mereceu de nós uma postura acrítica e cegamente respeitosa.
Entretanto, quando Allan Kardec surgiu, duvidando do maravilhoso numa pilhéria que ficou sagrada, desafiando as mesas girantes, ele começou uma jornada que culminou numa
aproximação do humano com o divino e do divino com o humano numa conclusão muito simples: todos os Espíritos que habitam o espaço invisível são da mesma natureza que os que estão enredados na carne. Por isso nem todos são puros, mas todos poderão vir a ser. Todos são todos! São as potencialidades, então, que tornam todos os seres iguais em direito, em beleza e em verdade.Com essa simples conclusão, Kardec encontra a chave que une a Terra ao Céu! Um processo tão fecundo que o deixou admirado com as possibilidades de uma proposta artística baseada na idéia, que deixasse se conduzir por ela.
A arte que prima por ser espiritual e catequética, isto é, doutrinária, é uma arte medieval, onde a única importância reside na revelação da palavra de Deus, sempre para além do que é material. A arte que se restringe sempre ao material, ao presente, ao mortal, é uma arte secular que passa na medida em que passam seus autores. A arte espírita, Kardec havia previsto que ela ultrapassaria todas as outras, porque síntese dialética delas. O elemento mediúnico, ou ainda, o reencarnacionista, ou numa palavra, aquele elemento que costura repetidamente as muitas vidas do universo, a arte que se utilizasse dele ganharia o que toda boa arte quer: o universal e o eterno.
Como fazer isso? Como a mediunidade ou mesmo a reencarnação contribuem para essa questão?
Elas são os modelos melhores para a fabricação dessa arte – da forma como o Espiritismo as encara.
Não basta o Espírito imaterial, deve haver o Espírito intermediário na carne para haver a obra transcrita, pintada, falada, o que for. Não basta a vida na carne, é preciso a vida fora dela, numa comunicação constante entre as vidas para que ambas possam se enriquecer em um progressão infinita.
A mediunidade nunca é um monólogo transcendental, ela é um diálogo entre o que é transcendente e o que é contingente, o que sempre foi com aquilo que ainda é. A reencarnação, por sua vez, promove a solidariedade, dentro de um mesmo indivíduo, entre o passado, o presente, e as possibilidades de futuro. Somos, assim, médiuns e reecarnantes, uma obra de arte criada por Deus, que dialoga, caminha, vive e constrói coletivamente seus próprios caminhos, sua própria Arte. A Arte Espírita, portanto, vai além do que costumamos pensar que ela é!
Allan Denizard
domingo, 8 de fevereiro de 2009
Novas
Tarcísio Lima e Divaldo Franco em Fortaleza
Os próximos dias 13 e 14 de fevereiro serão datas memoráveis para o Movimento Espírita do Ceará. De um lado a oratória do mais célebre divulgador espírita das últimas décadas. Do outro, a música e a poesia de um expoente da Arte Espírita nordestina. Um encontro raro, que promete ficar na lembrança de tanta gente quanta o Centro de Convenções de Fortaleza conseguir comportar...
Na sexta-feira (13), Tarcísio Lima se apresenta às 18h45 no auditório F, marcando o lançamento oficial de um projeto histórico: o resgate das fitas K7 Tarcísio José de Lima canta Doutrina Espírita, que vão se converter num Álbum Duplo homônimo. É lá que começa a campanha de venda antecipada do CD. São apenas R$20,00 até o dia 15 de março, com direito a ingresso do show de lançamento para os 600 primeiros. No repertório, sucessos como Quedas e Acertos, O Poeta e Cantilena.
Logo a seguir, é a vez de Divaldo Franco numa abordagem de uma hora sobre o tema Jesus e Vida, que dá nome à obra mais recente do médium atribuída ao Espírito de Joanna de Ângelis. Nesse primeiro dia, todo o evento é gratuito. Já no sábado (14), a programação se repete: Tarcísio Lima de viola, a partir das 13h00, seguido por Divaldo de oratória. Só que dessa vez o seminário se estende até as 18h e requer inscrição: R$35,00, com direito ao livro que dá nome à palestra.
Maiores informações: 3212-1092 / 3212-4268!
Na sexta-feira (13), Tarcísio Lima se apresenta às 18h45 no auditório F, marcando o lançamento oficial de um projeto histórico: o resgate das fitas K7 Tarcísio José de Lima canta Doutrina Espírita, que vão se converter num Álbum Duplo homônimo. É lá que começa a campanha de venda antecipada do CD. São apenas R$20,00 até o dia 15 de março, com direito a ingresso do show de lançamento para os 600 primeiros. No repertório, sucessos como Quedas e Acertos, O Poeta e Cantilena.Logo a seguir, é a vez de Divaldo Franco numa abordagem de uma hora sobre o tema Jesus e Vida, que dá nome à obra mais recente do médium atribuída ao Espírito de Joanna de Ângelis. Nesse primeiro dia, todo o evento é gratuito. Já no sábado (14), a programação se repete: Tarcísio Lima de viola, a partir das 13h00, seguido por Divaldo de oratória. Só que dessa vez o seminário se estende até as 18h e requer inscrição: R$35,00, com direito ao livro que dá nome à palestra.
Maiores informações: 3212-1092 / 3212-4268!
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Idéias
O Grande Dilema da Arte Espírita
O maior dilema que os espíritas têm de enfrentar é o da liberdade individual. E, ainda mais que os espíritas, os espíritas artistas. Se eu considero essa doutrina tão santa e verdadeira, como produzir uma obra que venha do meu coração, imperfeito e cheio de mentira, que não venha a macular o que é espírita?
Não foi a toa que Clarice Lispector indagou: “Oh Deus, por que me escolheste para ser espírita e para compreender e saber?"
Depois de se ser salvo por qualquer doutrina - e isso vale para qualquer uma! - torna-se pesado carregar as verdades que te salvaram. Carregar e respeitar como quem reza um terço, como quem deixa a Bíblia exposta num mostradouro na sala, como quem paga promessa. É penoso ter de passar pela igreja e fazer o sinal da cruz em agradecimento perpétuo por alguém que me salvou com sangue, ainda que ele tenha dito que tudo seria mais leve se o seguisse.
Porque se é indiscutivelmente bom ser espírita, me faz uma falta danada ser eu. Uma falta que, de tanta saudade, pesa.
É caridade, e caridade é dever absoluto, divulgar as leis morais reveladas pelo mundo. É dever cristão se apagar em trabalho para escrever em todos os cantos as letras de Jesus. É pecado de traição deixar o espiritismo apenas velado nos meus versos por querer me mostrar mais. Pois é pecado ser egoísta e, assim, ser eu.
Mas é estranho que se faça duelo entre mim e Deus, se Dele sou semelhante, se Jesus pediu para acreditar em minhas forças de ser deus também, se o nosso Jesus espírita era tanto mais deus quanto mais Jesus ele era, porque ele e o Pai eram um.
Deixo registrado aqui meu estranhamento por entender ser a revelação de si mesmo uma forma, talvez a melhor que temos atualmente, de revelar Deus ao mundo. Antes eram as escrituras sagradas, depois foi a própria natureza cientificamente explorada, agora o íntimo revelado.
A mediunidade tem essa força simbólica de nos dizer que uma realidade superior em nós mesmos presente se identifica com os grandes Espíritos que correm nos espaços. Pensamos muito que são eles apenas que nos guiam, mas - me crucificarão por esse pensamento egoísta - que seria do Espírito sem a identificação com os fluidos do médium?
Então, por Deus!, nós temos parte na mediunidade? Temos todos, mais ou menos, parte no que sempre nos foi divino e sagrado? Então, temos em nós matéria-prima para gerar toda poesia e toda dança?
É o velho mal do ser humano que o limita na mesma medida que o expande. Não somos livres para escolhermos ser infelizes, nem há caminho que não chegue a Deus. Não vejo porque falar de coisas que venham escavadas da alma seja menos espírita do que as que são coletadas parnasianamente nas obras básicas. Tudo é espírito, enfim!
Allan Denizard
O maior dilema que os espíritas têm de enfrentar é o da liberdade individual. E, ainda mais que os espíritas, os espíritas artistas. Se eu considero essa doutrina tão santa e verdadeira, como produzir uma obra que venha do meu coração, imperfeito e cheio de mentira, que não venha a macular o que é espírita?
Não foi a toa que Clarice Lispector indagou: “Oh Deus, por que me escolheste para ser espírita e para compreender e saber?"
Depois de se ser salvo por qualquer doutrina - e isso vale para qualquer uma! - torna-se pesado carregar as verdades que te salvaram. Carregar e respeitar como quem reza um terço, como quem deixa a Bíblia exposta num mostradouro na sala, como quem paga promessa. É penoso ter de passar pela igreja e fazer o sinal da cruz em agradecimento perpétuo por alguém que me salvou com sangue, ainda que ele tenha dito que tudo seria mais leve se o seguisse.Porque se é indiscutivelmente bom ser espírita, me faz uma falta danada ser eu. Uma falta que, de tanta saudade, pesa.
É caridade, e caridade é dever absoluto, divulgar as leis morais reveladas pelo mundo. É dever cristão se apagar em trabalho para escrever em todos os cantos as letras de Jesus. É pecado de traição deixar o espiritismo apenas velado nos meus versos por querer me mostrar mais. Pois é pecado ser egoísta e, assim, ser eu.
Mas é estranho que se faça duelo entre mim e Deus, se Dele sou semelhante, se Jesus pediu para acreditar em minhas forças de ser deus também, se o nosso Jesus espírita era tanto mais deus quanto mais Jesus ele era, porque ele e o Pai eram um.Deixo registrado aqui meu estranhamento por entender ser a revelação de si mesmo uma forma, talvez a melhor que temos atualmente, de revelar Deus ao mundo. Antes eram as escrituras sagradas, depois foi a própria natureza cientificamente explorada, agora o íntimo revelado.
A mediunidade tem essa força simbólica de nos dizer que uma realidade superior em nós mesmos presente se identifica com os grandes Espíritos que correm nos espaços. Pensamos muito que são eles apenas que nos guiam, mas - me crucificarão por esse pensamento egoísta - que seria do Espírito sem a identificação com os fluidos do médium?
Então, por Deus!, nós temos parte na mediunidade? Temos todos, mais ou menos, parte no que sempre nos foi divino e sagrado? Então, temos em nós matéria-prima para gerar toda poesia e toda dança?
É o velho mal do ser humano que o limita na mesma medida que o expande. Não somos livres para escolhermos ser infelizes, nem há caminho que não chegue a Deus. Não vejo porque falar de coisas que venham escavadas da alma seja menos espírita do que as que são coletadas parnasianamente nas obras básicas. Tudo é espírito, enfim!
Allan Denizard
domingo, 4 de janeiro de 2009
De relance
Espírito de Arte discute Léon Denis
O Espírito de Arte encerra a semana de homenagens ao filósofo que o Centro Espírita Léon Denis (CELD), de Fortaleza, promove de 6 a 9 de janeiro, sempre às 19h30. Na sexta-feira, o grupo faz uma abordagem sobre Léon Denis e a Arte, com debate e apresentação artística. A cada dia, uma palestrante diferente aborda um aspecto da vida e da obra de Denis. Na terça-feira, Jorge Fontelles trata das obras mais conhecidas do autor. Na quarta, Pedro Barreto aprofunda detalhes relevantes de sua biografia. Quinta-feira é a vez do presidente, recém-eleito, da FEEC, Luciano Klein, destacar o lado orador, que fez de Denis um dos grandes divulgadores mundiais do Espiritismo, na virada do século XIX para o XX. O CELD fica na Rua Emílio de Menezes, 727, bairro Parangaba.
Arte Espírita pra curtir em casa
Que tal começar o ano sentado no sofá de casa, assistindo a um bom DVD de Música Espírita? Nada de amadorismo, nem de doutrinação. É Arte da boa mesmo, feita com qualidade e sensiblidade. Sem deixar nada a desejar em relação ao que tem de bom no mercado audiovisual. O DVD Arte Nascente traz dezesseis faixas com o melhor do repertório gravado ao longo de 20 anos pelo GAN (GO). Mais informações, e-mail para atendimento@gan.com.br. Agora, se você é mais de sentar pra ler um livro, com calma e tranqüilidade, então a pedida é o romance Nova Aurora, do dramaturgo catarinense Rogério Felisbino. A obra foi lançada em 2007, como parte das comemorações pelos 20 anos do NEA (SC), e é baseado em peça homônima de grande sucesso escrita pelo autor. Maiores informações, e-mail para zeh@neartes.org.br!
O Espiritismo e a Cultura Popular
Quem acompanha o Portal Espírito de Arte já sabe da importância que damos ao diálogo entre espiritismo e cultura popular. Foram quatro artigos específicos sobre isso, assinados por Allan Denizard, além de outros posts que tocam de forma mais ou menos direta o assunto. Pois bem, agora é a própria Coordenação de Artes da Federação Espírita do Estado do Ceará que desenvolve uma linha de pesquisa sobre o tema! O trabalho envolve especialistas na área, e promete render frutos concretos em curto espaço de tempo. É aguardar e se encantar com o que vem por aí!
O Espírito de Arte encerra a semana de homenagens ao filósofo que o Centro Espírita Léon Denis (CELD), de Fortaleza, promove de 6 a 9 de janeiro, sempre às 19h30. Na sexta-feira, o grupo faz uma abordagem sobre Léon Denis e a Arte, com debate e apresentação artística. A cada dia, uma palestrante diferente aborda um aspecto da vida e da obra de Denis. Na terça-feira, Jorge Fontelles trata das obras mais conhecidas do autor. Na quarta, Pedro Barreto aprofunda detalhes relevantes de sua biografia. Quinta-feira é a vez do presidente, recém-eleito, da FEEC, Luciano Klein, destacar o lado orador, que fez de Denis um dos grandes divulgadores mundiais do Espiritismo, na virada do século XIX para o XX. O CELD fica na Rua Emílio de Menezes, 727, bairro Parangaba.
Arte Espírita pra curtir em casa
Que tal começar o ano sentado no sofá de casa, assistindo a um bom DVD de Música Espírita? Nada de amadorismo, nem de doutrinação. É Arte da boa mesmo, feita com qualidade e sensiblidade. Sem deixar nada a desejar em relação ao que tem de bom no mercado audiovisual. O DVD Arte Nascente traz dezesseis faixas com o melhor do repertório gravado ao longo de 20 anos pelo GAN (GO). Mais informações, e-mail para atendimento@gan.com.br. Agora, se você é mais de sentar pra ler um livro, com calma e tranqüilidade, então a pedida é o romance Nova Aurora, do dramaturgo catarinense Rogério Felisbino. A obra foi lançada em 2007, como parte das comemorações pelos 20 anos do NEA (SC), e é baseado em peça homônima de grande sucesso escrita pelo autor. Maiores informações, e-mail para zeh@neartes.org.br!O Espiritismo e a Cultura Popular
Quem acompanha o Portal Espírito de Arte já sabe da importância que damos ao diálogo entre espiritismo e cultura popular. Foram quatro artigos específicos sobre isso, assinados por Allan Denizard, além de outros posts que tocam de forma mais ou menos direta o assunto. Pois bem, agora é a própria Coordenação de Artes da Federação Espírita do Estado do Ceará que desenvolve uma linha de pesquisa sobre o tema! O trabalho envolve especialistas na área, e promete render frutos concretos em curto espaço de tempo. É aguardar e se encantar com o que vem por aí!
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Idéias
O Espiritismo na Cultura Popular III
Lembra do último artigo, quando prometemos tratar dos significados de um dogma cientificamente impossível, mas facilmente assimilado pela cultura popular? Eis que abordamos agora a famosa Virgindade de Maria. Não queremos defender a veracidade do fenômeno, mas sim captar o que os ecos desse discurso têm a nos oferecer.
Lembra do último artigo, quando prometemos tratar dos significados de um dogma cientificamente impossível, mas facilmente assimilado pela cultura popular? Eis que abordamos agora a famosa Virgindade de Maria. Não queremos defender a veracidade do fenômeno, mas sim captar o que os ecos desse discurso têm a nos oferecer.
O primeiro fato que devemos tomar consciência é que para os judeus a virgindade perpétua era motivo de escândalo, motivo de desprezo. A mulher, no pensamento agrário e totalizador desse povo, tinha de ser como uma boa terra: fértil. Ora, a descendência de Abraão deveria povoar o mundo.Não era um valor de virtude de autocontrole a manutenção da virgindade, como o era para os estóicos. Tão pouco era um relacionamento sacro-carnal entre as virgens da terra e os deuses do céu, algo como as vestais. A virgindade era um valor a ser ultrapassado por um ritual bem específico daquela sociedade. A infertilidade era mal vista. Vide o pesar de Sara por não gerar filhos ao pai Abraão, vide a reclusão que era imposta a mulher em seu período menstrual nessa cultura por ser este um período infértil.
A virgindade de Maria, portanto, antes de ter representado um
repúdio ao sexo, representou uma condição humilhante de Maria. Jesus nasceu pobre e de uma mulher virgem.
repúdio ao sexo, representou uma condição humilhante de Maria. Jesus nasceu pobre e de uma mulher virgem.Mas, a virgindade dela não tinha um valor em si. Era uma virgindade a serviço constante de Deus. Uma condição humilhante a serviço de Deus, bem conforme um discurso de resignação. Sendo que, do seio da humilhação, Deus trazia o salvador daquele mundo. Não tirou o messias de uma seita privilegiada, mas dos maltratados da terra.
O segundo fato é o caráter surpreendente que representa a virgindade. Esperava-se que o messias viesse de um casal que tivesse passado pelos ritos sociais. Maria é surpreendida grávida sem nunca ter conhecido varão. Nesse ponto o discurso da virgindade nos fala das manifestações de Deus na vida humana, inesperadas e, porque não dizer, ilegais.
O mais duro obstáculo que encontramos na ciência oficial é a sua impossibilidade de reconhecer o que não pode conceber na sua perspectiva de laboratório, quando Deus se manifesta além de todo condicionamento experimental. A vida pulsa de surpresas.
Um terceiro fato: o louvor à onipotência. Se de uma virgem é impossível nascer criança, derruba Deus as concepções humanas e lança sombra sobre o ventre de Maria, fazendo ser o que não se acreditava que pudesse vir a ser.
Por último, nessa mensagem milenar da virgindade, dorme a mais sublime mensagem de mediunidade. A mediunidade é assim como a virgindade de Maria. Eurípedes Barsanulfo, conhecido vulto do espiritismo, grande médium e divulgador da doutrina no interior de Minas Gerais, se admirou quando viu um sertanejo pobre, virgem(!) de qualquer conhecimento, proferir uma palestra com as mais belas reflexões sobre a doutrina espírita – falava mediunicamente!
Contrariando aqueles que acreditam e lutam por uma sociedade construída apenas pelo esforço humano, o discurso da virgindade vem trazendo uma verdade que há coisas no mundo que vieram direta e gratuitamente de Deus. O amor incondicional, a misericórdia, a piedade, são todos eles palavras do caderno divino que nos dá esse tom virginal.
Mas, afinal de contas, por que falar de Maria num blog sobre arte espírita? Faz parte de nossa promessa de pensar sobre o que poderia ser uma arte espírita nordestina. Faz parte de tentar compreender esse movimento tão singular que é o Espiritismo Brasileiro, com cores tão nossas.
Allan Denizard
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