Devidamente esclarecida a nova estrutura dos estudos de quarta-feira no Lar Espírita Chico Xavier que substitui o formato tradicional de palestras, vamos relatar hoje a experiência de um estudo específico desenvolvido à luz da Evangelização de Espíritos. Durante o mês de março, ao longo de três noites, diferentes expressões artísticas serviram como recurso para nos ajudar a refletir sobre a humildade, umas das construções íntimas fundamentais do Homem de Bem elencadas por Allan Kardec no Evangelho segundo o Espiritismo.
No primeiro encontro, os cerca de 30 participantes se dividiram em cinco grupos. O evangelizador de Espíritos responsável por cada um teve o papel de estimular o grupo à reflexão sobre o tema a partir de um trecho da canção Pedro. A letra foi segmentada em cinco partes, de forma que cada agrupamento se debruçou sobre uma parte distinta do belíssimo texto de Gladston Lage musicado por Tim, da dupla Tim e Vanessa. Dentro da proposta de garantir que os estudos sejam uma experiência evangelizadora não só para os participantes, mas, antes de tudo, para os próprios evangelizadores responsáveis, cada um deles assumiu um trecho da música em que sobressaía uma necessidade de aprendizado sua no campo do sentimento.
Após ricas reflexões, entremeadas por depoimentos emocionados e marcadas por grande adesão dos participantes à proposta de reconhecer em si dificuldades semelhantes às vivenciadas pelo líder dos apóstolos, foi hora de artefazer! Reunimo-nos mais uma vez no grande círculo para cantarmos juntos, cada grupo o seu trecho, a canção base dos estudos da noite, encerrando sob intensa vibração a primeira reunião centrada na questão da humildade.
Uma semana depois, procurou-se retomar os mesmos grupos. Desta vez, os evangelizadores incumbiram-se de estimular os participantes a identificar em suas próprias vidas situações recorrentes em que sentiam dificuldade de vivenciar a humildade. Apesar da grande diversidade nos graus de maturidade e facilidade reflexivas entre os participantes, foi incontestável o valor da experiência. Quão poucas vezes somos estimulados, em um ambiente de acolhimento e confiança, a mergulhar em nós mesmos para reconhecer mais claramente as questões que urge trabalhar nesta oportunidade reencarnatória!
Ao fim dos relatos, a arte. Desta vez, o teatro. Cada grupo escolheu um dos depoimentos para representar diante dos demais na forma de uma "foto", uma cena estática. O plano original era que os observadores pudessem refletir e propor como cada cena poderia ser modificada, de forma a dar encaminhamentos ao problema retratado. Uma técnica semelhante ao Teatro do Oprimido, de Augusto Boal, enriquecida, porém, pela contribuição espírita. Como não havia mais tempo, porém, naquela noite as cenas foram apresentadas e modificadas de forma mais espontânea do que reflexiva, tendo funcionado como um exercício inicial a ser aprofundado no encontro seguinte.
E foi assim mesmo que teve início a última noite de estudos sobre a humildade. Um dos grupos refez a foto para que os demais pudessem observar detidamente a situação retratada. Pouco a pouco iam descortinando o que se passava e propondo mudanças. A orientação dos evangelizadores foi a de que os participantes mantivessem em mente o fato de que só é possível ter plena responsabilidade sobre a mudança a ser feita em nós mesmos. Os que nos cercam, nós podemos estimulá-los a mudar, porém nada garante que haverá uma transformação efetiva. Assim, as mudanças propostas na cena deveriam se centrar na figura da pessoa que havia relatado o caso, que havia compartilhado a dificuldade. Em sua disposição, em sua postura em cena, em sua forma de se relacionar com os demais envolvidos no quadro...
Ao fim das intervenções, os participantes da cena relataram o que sentiram durante o processo, destacando a contribuição da experiência teatral diferenciada para abrir novos horizontes de enfrentamento dos problemas. E para o encerramento dos estudos sobre o tema, todos foram convidados a uma nova vivência com arte. Os participantes foram divididos em dois grupos. Um foi para fora do salão e o outro permaneceu no local.
Para os que ficaram, a instrução foi a de que mentalizassem uma pessoa com quem tinham dificuldade de se relacionar. Em especial, um relacionamento que fosse entravado pelo orgulho. E que imaginassem como seria receber naquele momento especial, naquele ambiente espiritualmente preparado, essa pessoa, disposta a uma reconciliação. Para os que saíram, as orientações foram as mesmas, com a diferença de que eles foram estimulados a se permitir experimentar a iniciativa da reconciliação, repetindo um dos gestos mais marcantes do Cristo... O resultado foi um fechamento impactante, difícil para muitos, mas renovador para todos os que se permitiram vivenciar, por meio da arte, uma nova postura diante de um velho problema...
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sábado, 6 de abril de 2013
domingo, 31 de março de 2013
História de Madalena
(Willi de Barros)
Naquela tarde em Jerusalém
O céu estava tão cinzento
Até o vento se escondera pra chorar
E eu também chorava amargamente
Lembrando em minha mente
Os Teus olhos
Aquela chama em Teu olhar
Os Teus olhos
De quem sabia amar
Meu coração de mulher
Muito tempo buscou o amor
Que em Ti enfim encontrei
Como viver sem você
Sem a Tua amizade, seu o Teu carinho
Naquela manhã em Jerusalém
A saudade foi maior e então
Fui em busca de Ti
Mas a pedra não estava no lugar
O sepulcro era vazio
Uma voz me chamou, então vi
Os Teus olhos
Aquela chama em Teu olhar
Os Teus olhos
De quem sabia amar
Então,
Você está aqui e tudo está em paz
Você está aqui, e tudo está em paz
Você está aqui
Naquela tarde em Jerusalém
O céu estava tão cinzento
Até o vento se escondera pra chorar
E eu também chorava amargamente
Lembrando em minha mente
Os Teus olhos
Aquela chama em Teu olhar
Os Teus olhos
De quem sabia amar
Meu coração de mulher
Muito tempo buscou o amor
Que em Ti enfim encontrei
Como viver sem você
Sem a Tua amizade, seu o Teu carinho
Naquela manhã em Jerusalém
A saudade foi maior e então
Fui em busca de Ti
Mas a pedra não estava no lugar
O sepulcro era vazio
Uma voz me chamou, então vi
Os Teus olhos
Aquela chama em Teu olhar
Os Teus olhos
De quem sabia amar
Então,
Você está aqui e tudo está em paz
Você está aqui, e tudo está em paz
Você está aqui
sexta-feira, 29 de março de 2013
Sejamos Cireneus!
(...) Ele era um homem comum, que retornava do seu trabalho, quando foi abordado pelos soldados, que lhe impuseram uma tarefa áspera que, no entanto, se tornaria divina.
Do que se tratava, propriamente, aquele homem não sabia...
Que lhe aconteceria, caso não se submetesse, sequer imaginava...
Sabia, contudo, que uma força intensa e especial conduzia-o à obediência.
(...) Ninguém relata se ele se insurgiu ou não. Não há registro de uma qualquer palavra sua. Sabe-se, apenas, que foi o cireneu, que aliviou os ombros do Celeste Condenado, suportando a Sua cruz, durante algum tempo, embora constrangido.
Cirene, sem dúvida, gerou filhos importantes, em sua sociedade, mas, nenhum deles conseguiu o galardão que aquele anônimo trabalhador alcançou, ao co operar com Jesus Cristo, sem sequer conhecê-Lo, naqueles momentos de testemunho e de definição muito graves.
Pensando em Jesus e naquele que O auxiliou, nas estradas escarpadas do Gólgota, pense no ensejo que você pode ter de tornar-se um cireneu dos tempos modernos, aliviando os ombros cansados e feridos de tantos irmãos, que tentam superar as próprias dificuldades, nos mesmos caminhos em que você está.
Não se faça indiferente. Não deixe que o constrangimento o impeça de servir.
Vá e ajude. É Jesus Cristo que de você necessita, como no passado necessitou daquele homem comum.
Do que se tratava, propriamente, aquele homem não sabia...
Que lhe aconteceria, caso não se submetesse, sequer imaginava...
Sabia, contudo, que uma força intensa e especial conduzia-o à obediência.
(...) Ninguém relata se ele se insurgiu ou não. Não há registro de uma qualquer palavra sua. Sabe-se, apenas, que foi o cireneu, que aliviou os ombros do Celeste Condenado, suportando a Sua cruz, durante algum tempo, embora constrangido.
Cirene, sem dúvida, gerou filhos importantes, em sua sociedade, mas, nenhum deles conseguiu o galardão que aquele anônimo trabalhador alcançou, ao co operar com Jesus Cristo, sem sequer conhecê-Lo, naqueles momentos de testemunho e de definição muito graves.
Pensando em Jesus e naquele que O auxiliou, nas estradas escarpadas do Gólgota, pense no ensejo que você pode ter de tornar-se um cireneu dos tempos modernos, aliviando os ombros cansados e feridos de tantos irmãos, que tentam superar as próprias dificuldades, nos mesmos caminhos em que você está.
Não se faça indiferente. Não deixe que o constrangimento o impeça de servir.
Vá e ajude. É Jesus Cristo que de você necessita, como no passado necessitou daquele homem comum.
Francisco de Paula Vitor, psicografado por J. Raul Teixeira, in Vida e Mensagem
quarta-feira, 27 de março de 2013
Adotando a Evangelização de Espíritos III
Prosseguindo com nossos relatos sobre a experiência de renovar a metodologia de trabalho do Lar Espírita Chico Xavier, por meio da Evangelização de Espíritos, falaremos hoje sobre como exatamente as antigas palestras públicas têm sido substituídas por reuniões em roda, participativas e entremeadas pelos recursos da Arte e da Natureza.
Inicialmente, convém lembrar que nosso programa de estudos que começou em janeiro e deverá se estender até maio se baseia num olhar analítico, reflexivo e, em alguns momentos, vivencial sobre o item 3, capítulo 17, do Evangelho segundo o Espiritismo. O texto, escrito por Kardec, enumera as características do "verdadeiro homem de bem".
O que fizemos foi agrupar essas características em categorias (Benevolência, Indulgência, Autocrítica, Desapego etc), convidando cada trabalhador da casa a identificar qual destas construções íntimas do homem de bem era mais desafiadora para si, mais difícil de ser vivenciada. Feita a escolha, aqueles que selecionaram a mesma virtude foram agrupados em duplas ou trios e estimulados a conduzirem juntos os estudos sobe o tema, às quartas à noite, no Lar Espírita Chico Xavier.
Observe-se a preocupação de que os estudos fossem, antes de tudo, oportunidades-estímulos para que os trabalhadores da casa aprofundassem as reflexões sobre a dificuldade pessoal identificada, procurassem subsídios para aclarar as ideias sobre a questão na literatura espírita e dedicassem mais atenção ao enfrentamento do problema, de forma a poderem compartilhar a experiência com os demais participantes durante o estudo.
Ou seja: mesmo que não houvesse público nenhum durante a reunião, o processo em si de reflexão, estudo e vivência já teria sido suficientemente valioso para os expositores. Afinal, longe de nos pretendermos grande oradores ou profundos estudiosos do tema - ainda que todos sejamos espíritas atuantes há muitos anos -, todos os participantes deste projeto somos Espíritos que tiveram a coragem de reconhecer uma dificuldade íntima e aceitaram o desafio de tentar crescer com a ajuda de um novo estímulo!
Porém, se dentro dessa proposta o trabalho de evangelização já estaria sendo feito mesmo sem público, o que temos visto em nossos estudos é uma notável regularidade na quantidade de frequentadores desta reunião. Se no tempo das palestras havia uma enorme variação no número de participantes, que muitas vezes giravam em torno de 10, desde que a reunião passou a adotar o formato circular, em caráter participativo e com ênfase na partilha de experiências mediada pelo conhecimento espírita, dificilmente temos menos de 30 pessoas na casa.
E assim, juntos, com uma adesão inédita de trabalhadores e frequentadores, temos tido noites de grande vibração e profundas reflexões no Lar Espírita Chico Xavier. Nos próximos textos, nós vamos contar em detalhes como foram alguns estudos movidos a arte que foram desenvolvidos dentro desse projeto! Por ora, ficamos com uma singela canção do vasto repertório de Sacramento, quase todo composto por letras mediúnicas recebidas pela querida Alzira Bessa e melodias extremamente inspiradas escritas pelo não menos querido amigo Moacyr Camargo.
A canção que tocamos pela primeira vez na casa no dia em que decidimos adotar a metodologia em todas as atividades da casa, e que tem embalado boa parte das nossas reuniões desde então se chama Encontro. Com ela concluímos mais este relato sobre a bendita experiência de descoberta do Ser Espiritual que somos que o Professor Eurípedes tem nos ajudado a vivenciar!
Inicialmente, convém lembrar que nosso programa de estudos que começou em janeiro e deverá se estender até maio se baseia num olhar analítico, reflexivo e, em alguns momentos, vivencial sobre o item 3, capítulo 17, do Evangelho segundo o Espiritismo. O texto, escrito por Kardec, enumera as características do "verdadeiro homem de bem".
Observe-se a preocupação de que os estudos fossem, antes de tudo, oportunidades-estímulos para que os trabalhadores da casa aprofundassem as reflexões sobre a dificuldade pessoal identificada, procurassem subsídios para aclarar as ideias sobre a questão na literatura espírita e dedicassem mais atenção ao enfrentamento do problema, de forma a poderem compartilhar a experiência com os demais participantes durante o estudo.
Ou seja: mesmo que não houvesse público nenhum durante a reunião, o processo em si de reflexão, estudo e vivência já teria sido suficientemente valioso para os expositores. Afinal, longe de nos pretendermos grande oradores ou profundos estudiosos do tema - ainda que todos sejamos espíritas atuantes há muitos anos -, todos os participantes deste projeto somos Espíritos que tiveram a coragem de reconhecer uma dificuldade íntima e aceitaram o desafio de tentar crescer com a ajuda de um novo estímulo!
Porém, se dentro dessa proposta o trabalho de evangelização já estaria sendo feito mesmo sem público, o que temos visto em nossos estudos é uma notável regularidade na quantidade de frequentadores desta reunião. Se no tempo das palestras havia uma enorme variação no número de participantes, que muitas vezes giravam em torno de 10, desde que a reunião passou a adotar o formato circular, em caráter participativo e com ênfase na partilha de experiências mediada pelo conhecimento espírita, dificilmente temos menos de 30 pessoas na casa.
E assim, juntos, com uma adesão inédita de trabalhadores e frequentadores, temos tido noites de grande vibração e profundas reflexões no Lar Espírita Chico Xavier. Nos próximos textos, nós vamos contar em detalhes como foram alguns estudos movidos a arte que foram desenvolvidos dentro desse projeto! Por ora, ficamos com uma singela canção do vasto repertório de Sacramento, quase todo composto por letras mediúnicas recebidas pela querida Alzira Bessa e melodias extremamente inspiradas escritas pelo não menos querido amigo Moacyr Camargo.
A canção que tocamos pela primeira vez na casa no dia em que decidimos adotar a metodologia em todas as atividades da casa, e que tem embalado boa parte das nossas reuniões desde então se chama Encontro. Com ela concluímos mais este relato sobre a bendita experiência de descoberta do Ser Espiritual que somos que o Professor Eurípedes tem nos ajudado a vivenciar!
sexta-feira, 8 de março de 2013
Ave, cheia de Graça!
"Ave, cheia de Graça, o Senhor é contigo!", disse o mensageiro de Deus a Maria antes de anunciar-lhe que era chegado o momento de assumir os compromissos espirituais assumidos muito tempo antes... Compromissos que exigiriam fé, humildade, coragem, resignação e muita força de vontade. Que demandariam esforço e desacomodação. Mas que poderiam ser plenamente cumpridos se Maria se conservasse aberta à Graça, que nada mais é do que a Mão que Deus estende gratuita e permanentemente a cada um de nós. Para nos lembrar de que cada desafio do caminho foi colocado providencialmente em nosso percurso, tanto porque temos capacidade de experimentá-lo, quanto porque temos necessidade de superá-lo.
Que o exemplo daquela que aceitou enfrentar as próprias limitações humanas para atender plenamente ao voto de confiança do Alto nos inspire a refletir: qual tem sido a minha reação ao chamado de Deus? Possa a inspirada composição Ave, interpretada por Tim e Vanessa, nos ajudar a encontrar nossa própria resposta...
Que o exemplo daquela que aceitou enfrentar as próprias limitações humanas para atender plenamente ao voto de confiança do Alto nos inspire a refletir: qual tem sido a minha reação ao chamado de Deus? Possa a inspirada composição Ave, interpretada por Tim e Vanessa, nos ajudar a encontrar nossa própria resposta...
domingo, 17 de fevereiro de 2013
Adotando a Evangelização de Espíritos II
Quais os efeitos das mudanças implementadas no Lar Espírita Chico Xavier, sob inspiração da Evangelização de Espíritos? Com essa pergunta encerramos o texto anterior e com ela começamos este. As consequências têm sido muitas e profundas, na medida em que se trata de um processo gradual que se desenvolve desde meados de 2011.
Após um ano e meio de estudos e reflexões em torno da proposta de Eurípedes para a educação do Ser Espiritual, de pequenas experiências realizadas em todos os setores da casa com base na metodologia, o que mais mudou foi a percepção de cada trabalhador do Lar envolvido com a Evangelização sobre si mesmo.
Depois de reiterados estímulos para nos habituarmos a uma percepção mais clara sobre nós mesmos, não se poderia esperar menos do que um razoável amadurecimento da capacidade de refletir sobre si, por parte dos participantes dos encontros.
Ora, quem reflete mais e melhor sobre si não demora a compreender mais claramente suas necessidades e seus compromissos espirituais. E, mais dia, menos dia, parte da compreensão para a ação comprometida com seus propósitos reencarnatórios.
Assim é que temos visto, com indescritível alegria, tímidos trabalhadores da casa fazendo e compartilhando reflexões maduras sobre suas próprias dificuldades, em nossos círculos de estudos evangélicos, revelando firme compromisso de trabalhar esses entraves sob a condução amorosa de Eurípedes. Mais do que isso, esses trabalhadores vêm se revelando dedicados evangelizadores de Espíritos à frente dos nossos estudos de quarta-feira, que têm substituído a antiga atividade no formato de palestra.
Dessa forma, nas duas últimas quartas-feiras, a dupla responsável pelo estudo sobre Tolerância, além de partilhar com franqueza e maturidade suas dificuldades e conquistas na busca por vivenciar a tolerância, se serviu de dois importantes recursos propostos pela Evangelização de Espíritos para estimular os participantes a refletir acerca do tema. No primeiro dia, fomos todos convidados a sair do salão para nos sentarmos em círculo ao ar livre, ao lado de uma aceroleira e de uma espirradeira que cresceram juntas - melhor ainda, entrelaçadas - em nosso jardim.
Toda a reflexão da noite, feita de forma gradual e participativa, foi suscitada pela observação detida dessas árvores, tão diferentes entre si, que, apesar das diferenças, se desenvolveram tolerando-se e apoiando-se mutuamente. Já no segundo dia, que transcorreu da mesma forma, o estímulo foi a música. Em particular, uma extraordinária canção de Rodrigo Marçal e Tarcízio Francisco, intitulada Eu e o Outro, que você confere abaixo:
Será que essa canção, em especial sua belíssima letra, tem algo a nos dizer sobre Tolerância? Durante o estudo da última quarta-feira, sob a condução de nossas evangelizadoras, Eu e o Outro serviu de fio condutor para pensarmos a tolerância a partir da nossa dificuldade de enxergar com clareza o outro e o mundo à nossa volta, fechados que estamos há milênios no egoísmo doente. Cada um, é claro, refletindo sobre a (in)tolerância que há em si, e compartilhando com os demais o que se sentia à vontade para exteriorizar. Para saber mais sobre como está estruturado este trabalho que desenvolvemos às quartas no Lar Espírita Chico Xavier, clique aqui.
Após um ano e meio de estudos e reflexões em torno da proposta de Eurípedes para a educação do Ser Espiritual, de pequenas experiências realizadas em todos os setores da casa com base na metodologia, o que mais mudou foi a percepção de cada trabalhador do Lar envolvido com a Evangelização sobre si mesmo.
Depois de reiterados estímulos para nos habituarmos a uma percepção mais clara sobre nós mesmos, não se poderia esperar menos do que um razoável amadurecimento da capacidade de refletir sobre si, por parte dos participantes dos encontros.
Ora, quem reflete mais e melhor sobre si não demora a compreender mais claramente suas necessidades e seus compromissos espirituais. E, mais dia, menos dia, parte da compreensão para a ação comprometida com seus propósitos reencarnatórios.
Assim é que temos visto, com indescritível alegria, tímidos trabalhadores da casa fazendo e compartilhando reflexões maduras sobre suas próprias dificuldades, em nossos círculos de estudos evangélicos, revelando firme compromisso de trabalhar esses entraves sob a condução amorosa de Eurípedes. Mais do que isso, esses trabalhadores vêm se revelando dedicados evangelizadores de Espíritos à frente dos nossos estudos de quarta-feira, que têm substituído a antiga atividade no formato de palestra.
Dessa forma, nas duas últimas quartas-feiras, a dupla responsável pelo estudo sobre Tolerância, além de partilhar com franqueza e maturidade suas dificuldades e conquistas na busca por vivenciar a tolerância, se serviu de dois importantes recursos propostos pela Evangelização de Espíritos para estimular os participantes a refletir acerca do tema. No primeiro dia, fomos todos convidados a sair do salão para nos sentarmos em círculo ao ar livre, ao lado de uma aceroleira e de uma espirradeira que cresceram juntas - melhor ainda, entrelaçadas - em nosso jardim.
Toda a reflexão da noite, feita de forma gradual e participativa, foi suscitada pela observação detida dessas árvores, tão diferentes entre si, que, apesar das diferenças, se desenvolveram tolerando-se e apoiando-se mutuamente. Já no segundo dia, que transcorreu da mesma forma, o estímulo foi a música. Em particular, uma extraordinária canção de Rodrigo Marçal e Tarcízio Francisco, intitulada Eu e o Outro, que você confere abaixo:
Será que essa canção, em especial sua belíssima letra, tem algo a nos dizer sobre Tolerância? Durante o estudo da última quarta-feira, sob a condução de nossas evangelizadoras, Eu e o Outro serviu de fio condutor para pensarmos a tolerância a partir da nossa dificuldade de enxergar com clareza o outro e o mundo à nossa volta, fechados que estamos há milênios no egoísmo doente. Cada um, é claro, refletindo sobre a (in)tolerância que há em si, e compartilhando com os demais o que se sentia à vontade para exteriorizar. Para saber mais sobre como está estruturado este trabalho que desenvolvemos às quartas no Lar Espírita Chico Xavier, clique aqui.
sábado, 9 de fevereiro de 2013
Áquila, Prisca e as sinalizações de Deus em nossas vidas
Se toda mudança exige esforço, a verdadeira renovação em Cristo jamais deixará de nos cobrar o preço do suor e das lágrimas. Suor do trabalho, do serviço, do empenho e da superação. Lágrimas da solidão, da incompreensão e da dor. Mas, amoroso que é o nosso Pai, nunca faltarão pontos de apoio e nem sinalizações providencialmente dispostas nos caminhos daquele que se entrega à edificação íntima da Verdade.
Para Saulo, o ex-perseguidor recém-convertido ao Evangelho, tudo era confusão, depois que deparara a Luz do Cristo. Ao lado da firme disposição de mudar, havia ainda toda uma carga doente de hábitos mentais, condicionamentos emocionais e apegos sentimentais a serem superados. O futuro apóstolo queria ser novo, mas não sabia ao certo o que fazer com o homem velho.
Para dar à vontade de mudar de Saulo impulso e direcionamento, Deus põe em seu caminho a dupla Áquila e Prisca. O exemplar casal cristão que vivia em meio ao deserto acolheu de braços abertos o antigo algoz e, com afeto e simplicidade, deu ao jovem de Tarso novo alento para caminhar e novos horizontes para almejar...
Para Saulo, o ex-perseguidor recém-convertido ao Evangelho, tudo era confusão, depois que deparara a Luz do Cristo. Ao lado da firme disposição de mudar, havia ainda toda uma carga doente de hábitos mentais, condicionamentos emocionais e apegos sentimentais a serem superados. O futuro apóstolo queria ser novo, mas não sabia ao certo o que fazer com o homem velho.
Para dar à vontade de mudar de Saulo impulso e direcionamento, Deus põe em seu caminho a dupla Áquila e Prisca. O exemplar casal cristão que vivia em meio ao deserto acolheu de braços abertos o antigo algoz e, com afeto e simplicidade, deu ao jovem de Tarso novo alento para caminhar e novos horizontes para almejar...
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
O Saulo que somos e o Paulo que podemos ser
Orgulho, vaidade, prepotência, arrogância, vontade de dominar, desejo de impor, necessidade de ser reconhecido... Construções doentes de nossa alma que nos causam dor, sofrimento, medo, insegurança... Que chegam até a nos deixar a impressão de sermos indignos do Amor Incondicional que Jesus devota a cada um de nós. Mas, como os evangelhos deixam bem claro, foi para nós, ovelhas perdidas, doentes espirituais, que Ele declarou ter vindo a este mundo. Para nos amparar, orientar e conduzir novamente a Deus. Mais do que isso, dando provas da confiança profunda que reservava mesmo à criatura mais perdida nas ilusões do mundo, Ele não apenas envolveu, como convocou expressamente para servir ao Seu lado um Saulo de Tarso. Um homem detentor de todas as dificuldades enumeradas no início deste texto, perseguidor de cristãos, completamente desnorteado em seus propósitos existenciais. Mas também um homem que, sob o Amor do Cristo, conseguiu converter o erro em Verdade, a cegueira em Visão e o ódio em Amor. Como cada um de nós também é amorosamente convidado a fazer...
domingo, 27 de janeiro de 2013
Reencarnação e Confiança
Que o retorno à vida corpórea é uma dádiva que Deus nos concede, por amor, para a nossa realização espiritual, o Evangelho Redivivo nos esclarece e faz lembrar regularmente. Mas já paramos para meditar sobre o quanto a encarnação exige de nós? De coragem, de comprometimento, de confiança...? O despretensioso vídeo abaixo, que gira em torno dessa reflexão, foi feito para nos introduzir ao estudo da música Geração Nova, de Moacyr Camargo, dentro do estudo da Evangelização de Espíritos que desenvolvemos aos sábados no Lar Espírita Chico Xavier. A letra da canção você encontra aqui.
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Girassóis Azuis e Girassóis Eletrônicos...
Enquanto trabalha na gravação de seu terceiro CD, o Alma Sonora, de Curitiba (PR) se prepara para inaugurar nova formação no próximo dia 29 de outubro, às 20h, num Ensaio ao Vivo com participações da Banda Self e do Arpejos da Alma. A apresentação acontece na Comunhão Espírita Cristã de Curitiba à Rua Major Fabriciano do Rego Barros, 1152, Vila Hauer, na capital paranaense. Entradas a R$ 5,00 + 1 kg de alimento, que será doado ao Encontro Espirita de Verão 2012.
Paralelamente, Ale Azuma, que integrou o grupo desde sua formação como percussionista e vocalista, inicia novo trabalho ao lado de Fabrício Cantoni, compositor, produtor e arranjador com valorosos serviços prestados no projeto Cancioneiro Espírita, e de Rafael Bronislawski, guitarrista e compositor que já colaborou tanto nas atividades da Banda Self quanto do próprio Alma Sonora.
A primeira gravação da banda Conecta é uma curiosa releitura eletrônica do clássico instrumental do Alma, Girassóis Azuis. Não por acaso, a canção foi batizada de Girassóis Eletrônicos, e nos aguçou a vontade de ouvir em breve os próximos trabalhos da banda!
Paralelamente, Ale Azuma, que integrou o grupo desde sua formação como percussionista e vocalista, inicia novo trabalho ao lado de Fabrício Cantoni, compositor, produtor e arranjador com valorosos serviços prestados no projeto Cancioneiro Espírita, e de Rafael Bronislawski, guitarrista e compositor que já colaborou tanto nas atividades da Banda Self quanto do próprio Alma Sonora.
A primeira gravação da banda Conecta é uma curiosa releitura eletrônica do clássico instrumental do Alma, Girassóis Azuis. Não por acaso, a canção foi batizada de Girassóis Eletrônicos, e nos aguçou a vontade de ouvir em breve os próximos trabalhos da banda!
domingo, 1 de maio de 2011
sábado, 30 de abril de 2011
Vídeo-aulas para tocar Tim e Vanessa!
Olha a tecnologia chegando com tudo à seara do Cristo! O Tim acaba de publicar no Youtube quatro vídeos de alta qualidade para ajudar quem sempre quis tocar as inspiradíssimas canções cantadas por ele e pela Vanessa. Com áudio extraído do CD/DVD Espiritismo em Canção, último trabalho da dupla, é possível vê-lo tocando em detalhes, com close no violão. E, se ainda ficar alguma dúvida, uma sequência de imagens no alto do vídeo esclarece em tempo real o desenho de cada acorde que está sendo executado. É pegar o violão, sentar na frente do computador e aprender essas obras-primas do cancioneiro espírita, para que elas cheguem cada vez mais longe geograficamente, tocando profundamente cada Espírito que se permite envolver por sua vibração que transporta para mais perto do Cristo...
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
E o pensamento, o que tem criado?
Numa das passagens dos Evangelhos mais desafiadoras à nossa pequenez espiritual, Mateus nos dá a conhecer o ensino de Jesus a respeito da milenar proibição ao adultério contida no Decálogo judaico:
Ouvistes o que foi dito: "Não adulterarás". Eu, porém, vos digo que todo aquele que olha uma mulher para desejá-la, já adulterou com ela em seu coração. (Mt 5, 27 e 28, tradução de Haroldo Dutra Dias)
Se o domínio sobre as próprias ações - externas, visíveis e passíveis do julgamento do outro - já é um grande desafio para muitos de nós, que dizer da disciplina do pensamento? Essa esfera de ação interior que normalmente encaramos como só nossa, como o espaço mais íntimo e pessoal de que dispomos para sermos nós mesmos?
Se há uma parcela da Verdade nessa forma de enxergar as coisas, ela está no fato de que o pensamento realmente revela sem erro aquilo que somos. Sem máscaras, sem pudores ou maquiagens. O erro, porém, começa na suposição de que ela seja realmente "íntima e pessoal".
Aquilo em que pensamos nos põe sempre em determinada zona mental, compartilhada por milhões de outros seres espirituais, irmãos na jornada de aprimoramento de si. Esses pensamentos, somados, entram em ressonância uns com os outros, potencializando efeitos, frequentemente negativos, e aprisionando o Espírito, quando ele não tem o hábito de cultivar a própria Vontade no terreno da Verdade.
Porém, o efeito só costuma ser negativo, inferior, materializado porque assim também costumam ser os nossos pensamentos. Onde colocamos o pensamento, aí se nos desenvolverá a própria vida, explicará o Instrutor Gúbio a André Luiz, numa das obras-primas da psicografia de Chico Xavier, Libertação.
Por isso mesmo, o Espírito que se esforça sinceramente por transformar o pensamento característico que traz, e esse não é um esforço pequeno para nenhum de nós, conta também com o mesmo fenômeno de ressonância mental a seu favor.
Nesse caso, porém, é com os pensamentos superiores que a sua mente vibrará. E as vibrações do Alto, ao contrário daquelas a que estamos mais condicionados, alimentam o Espírito de Esperança, uma Esperança Verdadeira e Progressiva que nos impulsiona para o Caminho da Verdade!
Manter-se sob a influência desse Impulso Superior é um desafio ainda maior, diante da nossa inconstância e do pensamento viciado em certas emoções doentias que ainda carregamos. E aí se faz necessário, ainda e sempre, o desenvolvimento de um "pensamento reflexivo, criando um movimento mental que assegure ao Espírito a capacidade de averiguar como se encontra seu pensamento e qual é a força que a Vontade exerce sobre ele", como propõe a Equipe Eurípedes Barsanulfo na obra mais recente ligada ao trabalho da Evangelização de Espíritos, A Libertação do Espírito.
Temos que aprender a refletir diariamente sobre o que o pensamento tem criado. De forma a não nos iludirmos com o brilho aparente de certas criações mentais, nem nos conformarmos com a estreiteza cinzenta de horizontes em que nossa mente às vezes estaciona e se demora por longos períodos... Assim, seremos pouco a pouco mais capazes de identificar com clareza o que está por trás de nossos pensamentos e a que eles têm dado origem. Pautando-nos mais e mais no exemplo incondicional dAquele que, Antes de Criar, amou com Infinito Amor a Criação...
Ouvistes o que foi dito: "Não adulterarás". Eu, porém, vos digo que todo aquele que olha uma mulher para desejá-la, já adulterou com ela em seu coração. (Mt 5, 27 e 28, tradução de Haroldo Dutra Dias)
Se o domínio sobre as próprias ações - externas, visíveis e passíveis do julgamento do outro - já é um grande desafio para muitos de nós, que dizer da disciplina do pensamento? Essa esfera de ação interior que normalmente encaramos como só nossa, como o espaço mais íntimo e pessoal de que dispomos para sermos nós mesmos?
Se há uma parcela da Verdade nessa forma de enxergar as coisas, ela está no fato de que o pensamento realmente revela sem erro aquilo que somos. Sem máscaras, sem pudores ou maquiagens. O erro, porém, começa na suposição de que ela seja realmente "íntima e pessoal".
Aquilo em que pensamos nos põe sempre em determinada zona mental, compartilhada por milhões de outros seres espirituais, irmãos na jornada de aprimoramento de si. Esses pensamentos, somados, entram em ressonância uns com os outros, potencializando efeitos, frequentemente negativos, e aprisionando o Espírito, quando ele não tem o hábito de cultivar a própria Vontade no terreno da Verdade.
Porém, o efeito só costuma ser negativo, inferior, materializado porque assim também costumam ser os nossos pensamentos. Onde colocamos o pensamento, aí se nos desenvolverá a própria vida, explicará o Instrutor Gúbio a André Luiz, numa das obras-primas da psicografia de Chico Xavier, Libertação.
Por isso mesmo, o Espírito que se esforça sinceramente por transformar o pensamento característico que traz, e esse não é um esforço pequeno para nenhum de nós, conta também com o mesmo fenômeno de ressonância mental a seu favor.
Nesse caso, porém, é com os pensamentos superiores que a sua mente vibrará. E as vibrações do Alto, ao contrário daquelas a que estamos mais condicionados, alimentam o Espírito de Esperança, uma Esperança Verdadeira e Progressiva que nos impulsiona para o Caminho da Verdade!
Manter-se sob a influência desse Impulso Superior é um desafio ainda maior, diante da nossa inconstância e do pensamento viciado em certas emoções doentias que ainda carregamos. E aí se faz necessário, ainda e sempre, o desenvolvimento de um "pensamento reflexivo, criando um movimento mental que assegure ao Espírito a capacidade de averiguar como se encontra seu pensamento e qual é a força que a Vontade exerce sobre ele", como propõe a Equipe Eurípedes Barsanulfo na obra mais recente ligada ao trabalho da Evangelização de Espíritos, A Libertação do Espírito.
Temos que aprender a refletir diariamente sobre o que o pensamento tem criado. De forma a não nos iludirmos com o brilho aparente de certas criações mentais, nem nos conformarmos com a estreiteza cinzenta de horizontes em que nossa mente às vezes estaciona e se demora por longos períodos... Assim, seremos pouco a pouco mais capazes de identificar com clareza o que está por trás de nossos pensamentos e a que eles têm dado origem. Pautando-nos mais e mais no exemplo incondicional dAquele que, Antes de Criar, amou com Infinito Amor a Criação...
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Ele nasceu para Amar. E você?
Cada Espírito que vem a este mundo tem um propósito específico. Não falo simplesmente da necessidade de "expiação" e "melhoramento progressivo" que se aponta em O Livro dos Espíritos, questão 167. Se é certo que todos os que habitamos a Terra voltamos a ela porque precisávamos expiar faltas e nos melhorar, não podemos nos contentar com essa certeza. O aproveitamento pleno dessa oportunidade na carne pede mais de nós.
Quando Santo Agostinho, respondendo à pergunta 919 do livro-base, nos remete ao clássico preceito grego conhece-te a ti mesmo, ele não está apenas demonstrando erudição, nem deduzindo obviedades espirituais. Ele está nos chamando a atenção para a chave mais segura de que dispõe o Espírito encarnado para cumprir seu propósito específico neste retorno ao mundo material.
É que antes de vir, nós planejamos. Escolhemos, com maior ou menor interferência dos Bons Espíritos, quais os pontos mais urgentes a serem trabalhados dentro da vasta anterioridade composta pelos quadros de memória e pelas referências energéticas que acumulamos ao longo dos milênios*. Determinamos sexo, família, local de nascimento, filiação religiosa, área de atuação profissional, possíveis reencontros com Espíritos afinizados pelo amor e também pela dor...
Reencarnamos dentro de um planejamento feito sob medida para que tenhamos de lidar frequentemente com os sentimentos doentes. Para que, nos deparando com eles, tenhamos a oportunidade reiterada de tratá-los, de reorganizar energeticamente o perispírito e, então, partir para outros passos na jornada espiritual.
Porém, se eu não me conheço, tudo se torna mais difícil. Vêm as ilusões, os velhos vícios, os relacionamentos doentios... E, se eu não reflito sistematicamente sobre mim mesmo, como Espírito que está em processo de reparação específica de determinados erros do passado, a tendência é a de ficar desnorteado quando a luta pede mais esforço, mais disposição, mais vontade de superação.
Se eu me dedico seriamente a entender o que vim fazer aqui, ganho em objetividade na hora das escolhas, em serenidade diante da prova e em fortaleza espiritual para superar obstáculos. E, nesse processo, a despeito das quedas que invariavelmente surgirão, poderei galgar com cada vez mais decisão o caminho da Vida Eterna, a vida do Espírito que já superou o ego e a ilusão material.
Poderei, como um dia Jesus, ser um Mensageiro do Pai que desce à matéria não mais para ajustar-se com a própria consciência, mas para ajudar outras almas a despertarem as suas para a Verdade. Poderei ser alguém simplesmente Nascido para Amar, como propõe esta belíssima composição do Cancioneiro Espírita 1, que celebra com poesia inspirada e melodia encantadora o nascimento do Cristo!
* Para compreender melhor esse processo, sugiro O Que É Evangelização de Espíritos, capítulo "O Entendimento do Ser Espiritual", páginas 49 e seguintes. Autoria da Equipe Eurípedes Barsanulfo, pela médium Alzira Bessa França Amui.
Quando Santo Agostinho, respondendo à pergunta 919 do livro-base, nos remete ao clássico preceito grego conhece-te a ti mesmo, ele não está apenas demonstrando erudição, nem deduzindo obviedades espirituais. Ele está nos chamando a atenção para a chave mais segura de que dispõe o Espírito encarnado para cumprir seu propósito específico neste retorno ao mundo material.
É que antes de vir, nós planejamos. Escolhemos, com maior ou menor interferência dos Bons Espíritos, quais os pontos mais urgentes a serem trabalhados dentro da vasta anterioridade composta pelos quadros de memória e pelas referências energéticas que acumulamos ao longo dos milênios*. Determinamos sexo, família, local de nascimento, filiação religiosa, área de atuação profissional, possíveis reencontros com Espíritos afinizados pelo amor e também pela dor...
Reencarnamos dentro de um planejamento feito sob medida para que tenhamos de lidar frequentemente com os sentimentos doentes. Para que, nos deparando com eles, tenhamos a oportunidade reiterada de tratá-los, de reorganizar energeticamente o perispírito e, então, partir para outros passos na jornada espiritual.
Porém, se eu não me conheço, tudo se torna mais difícil. Vêm as ilusões, os velhos vícios, os relacionamentos doentios... E, se eu não reflito sistematicamente sobre mim mesmo, como Espírito que está em processo de reparação específica de determinados erros do passado, a tendência é a de ficar desnorteado quando a luta pede mais esforço, mais disposição, mais vontade de superação.
Se eu me dedico seriamente a entender o que vim fazer aqui, ganho em objetividade na hora das escolhas, em serenidade diante da prova e em fortaleza espiritual para superar obstáculos. E, nesse processo, a despeito das quedas que invariavelmente surgirão, poderei galgar com cada vez mais decisão o caminho da Vida Eterna, a vida do Espírito que já superou o ego e a ilusão material.
Poderei, como um dia Jesus, ser um Mensageiro do Pai que desce à matéria não mais para ajustar-se com a própria consciência, mas para ajudar outras almas a despertarem as suas para a Verdade. Poderei ser alguém simplesmente Nascido para Amar, como propõe esta belíssima composição do Cancioneiro Espírita 1, que celebra com poesia inspirada e melodia encantadora o nascimento do Cristo!
* Para compreender melhor esse processo, sugiro O Que É Evangelização de Espíritos, capítulo "O Entendimento do Ser Espiritual", páginas 49 e seguintes. Autoria da Equipe Eurípedes Barsanulfo, pela médium Alzira Bessa França Amui.
sábado, 1 de janeiro de 2011
Vamos Semear um Ano Novo?
Nesse mês de dezembro tivemos a abençoada oportunidade de conduzir dois estudos sobre a Parábola do Semeador em Fortaleza. A primeira, na Mocidade Espírita Paulo e Estevão da Piedade, que por tantos anos nos acolheu, como jovem e trabalhador, e ainda hoje abriga afetuosamente quase metade do Espírito de Arte. A segunda, no Lar Espírita Chico Xavier, no Bom Jardim, a casa que, esperamos, venha a nos acolher quando chegar a hora do retorno à terra em que escolhemos renascer.
A conhecida lição do Rabi nos convida, como sempre, à reflexão. Mais do que isso, ela nos convoca a lançar um novo olhar sobre nós mesmos a partir de uma percepção mais apurada sobre a Natureza e alguns de seus infindáveis exemplos para o Espírito em trânsito sobre a Terra.
Que terreno temos sido nós? - é a pergunta que ecoa nos nossos ouvidos na voz amorosa, mas desacomodadora, do Mestre. Teremos sido daqueles que vivem tão imersos no cotidiano terreno que preferem fazer ouvido de mercador ao Chamado milenar da Verdade - ou, na linguagem parabólica, o terreno da estrada, do caminho, ainda absolutamente despreparado para receber a Semente?
Teremos permanecido entre os que recebem entusiasmados a Boa Nova para, no momento seguinte, voltar à "normalidade" da ilusão terrena, com seus cuidados, suas facilidades e conveniências sociais - ou, nos dizeres do Cristo, o terreno pedregoso, carente de profundidade, de experiências no Bem capazes de serem acionadas, de ressoarem ao contato com a Verdade?
Talvez já possamos ser contados em meio aos que compreendem a necessidade da renovação íntima, que entendem a essencialidade de se caminhar no Bem para se chegar à Verdade, mas que ainda têm tantos vícios, tantas enfermidades acumuladas na própria alma, que vêem a vontade de mudar frequentemente abafada pelas construções equivocadas feitas ao longo dos milênios - ou, na expressão do Senhor, o terreno espinhoso, que sufoca sistematicamente a planta que tenta germinar.
O terreno fértil é aquele em que a Eterna Mensagem produz abundantemente frutos de Transformação Espiritual, Renovação do Pensamento, Edificação do Sentimento, Fortalecimento da Vontade e de Desprendimento do ego em prol do Bem de todos... Bom, é a nossa meta! E seria um tanto pretensioso aquele que já se julgasse um terreno realmente fértil, habitando um mundo próprio para Espíritos em reedificação interior como é a nossa Terra.
Em todo caso, se a Perfeição é para daqui a muitos milhares de milênios, a decisão de trilhar o Caminho da Verdade é para, no mínimo, dois mil anos atrás... Portanto, como propõe esta belíssima composição espírita de Ana Maria Soares Pereira e Moacyr Camargo, comecemos a Semear agora e os Frutos do Bem virão irremediavelmente e num futuro bem próximo! Feliz Ano Novo com o Cristo de Deus sempre à nossa frente!
PS: Confira a letra da música aqui.
A conhecida lição do Rabi nos convida, como sempre, à reflexão. Mais do que isso, ela nos convoca a lançar um novo olhar sobre nós mesmos a partir de uma percepção mais apurada sobre a Natureza e alguns de seus infindáveis exemplos para o Espírito em trânsito sobre a Terra.
Que terreno temos sido nós? - é a pergunta que ecoa nos nossos ouvidos na voz amorosa, mas desacomodadora, do Mestre. Teremos sido daqueles que vivem tão imersos no cotidiano terreno que preferem fazer ouvido de mercador ao Chamado milenar da Verdade - ou, na linguagem parabólica, o terreno da estrada, do caminho, ainda absolutamente despreparado para receber a Semente?
Teremos permanecido entre os que recebem entusiasmados a Boa Nova para, no momento seguinte, voltar à "normalidade" da ilusão terrena, com seus cuidados, suas facilidades e conveniências sociais - ou, nos dizeres do Cristo, o terreno pedregoso, carente de profundidade, de experiências no Bem capazes de serem acionadas, de ressoarem ao contato com a Verdade?
Talvez já possamos ser contados em meio aos que compreendem a necessidade da renovação íntima, que entendem a essencialidade de se caminhar no Bem para se chegar à Verdade, mas que ainda têm tantos vícios, tantas enfermidades acumuladas na própria alma, que vêem a vontade de mudar frequentemente abafada pelas construções equivocadas feitas ao longo dos milênios - ou, na expressão do Senhor, o terreno espinhoso, que sufoca sistematicamente a planta que tenta germinar.
O terreno fértil é aquele em que a Eterna Mensagem produz abundantemente frutos de Transformação Espiritual, Renovação do Pensamento, Edificação do Sentimento, Fortalecimento da Vontade e de Desprendimento do ego em prol do Bem de todos... Bom, é a nossa meta! E seria um tanto pretensioso aquele que já se julgasse um terreno realmente fértil, habitando um mundo próprio para Espíritos em reedificação interior como é a nossa Terra.
Em todo caso, se a Perfeição é para daqui a muitos milhares de milênios, a decisão de trilhar o Caminho da Verdade é para, no mínimo, dois mil anos atrás... Portanto, como propõe esta belíssima composição espírita de Ana Maria Soares Pereira e Moacyr Camargo, comecemos a Semear agora e os Frutos do Bem virão irremediavelmente e num futuro bem próximo! Feliz Ano Novo com o Cristo de Deus sempre à nossa frente!
PS: Confira a letra da música aqui.
sábado, 25 de dezembro de 2010
Pedro e o desafio de renascer em Cristo...
Nada mais cristão, na profundidade da expressão, do que pensar no nascimento de Jesus em nós. Nada mais espírita, na essência da proposta, do que meditar sobre a necessidade constante e crescente de renascermos em Cristo.
Ao dissertar sobre Pedro, o autor fala sobre o caráter extremamente humano, comum a todos nós, da personalidade do notável líder dos primeiros cristãos. Um pescador simples que um dia exercia o ofício corriqueiro, quando recebeu o chamado da Verdade: Não tenha medo! De hoje em diante, serás um pescador de homens!A esse respeito, pondera Bento XVI: "(Pedro) Aceita o convite surpreendente a envolver-se nesta grande aventura: é generoso, reconhece os seus limites, mas acredita naquele que o chama e segue o sonho do seu coração. Diz que sim (...) e converte-se num discípulo de Jesus".
Mas entre aceitar o chamado do Rabi e permanecer nele, sabemos muito bem, pode haver um abismo. Um abismo preenchido pela nossa falta de fé, pela nossa falta de construções íntimas no Bem e pela nossa absoluta falta de hábito no exercício regular da Virtude. Falta tanto, que o abismo se instala quase com a mesma espontaneidade com que a alegria de seguir Jesus nos havia preenchido.
E então? Então vem a hora de enfrentar face a face nossa pequenez. De encarar sem máscaras, nem pudores, o nosso pensamento viciado na ilusão, nosso sentimento condicionado aos ditames do ego e nossa vontade profundamente rasa.
É hora de lidar com nossa pretensão, com a audácia que não raras vezes nos leva a julgarmo-nos aptos a aconselhar a própria Verdade sobre como ela deveria ser. Exatamente como o fez, a certa altura, o próprio Pedro ao, acredite, repreender Jesus! Dizia o Mestre que importava que o Filho do homem padecesse muito, e que fosse rejeitado pelos anciãos e príncipes dos sacerdotes, e pelos escribas, e que fosse morto, mas que depois de três dias ressuscitaria.
O pescador de homens, por sua vez, "escandaliza-se e protesta", nos dizeres de Bento XVI, com o anúncio do Calvário Redentor, chama o Cristo para conversar reservadamente e pretende aconselhá-lo a ponderar melhor sobre o tema, talvez a propor algum "jeitinho" mais cômodo de resolver a questão... A resposta do Messias não poderia ser mais contundente: Retira-te de diante de mim, Satanás; porque não compreendes as coisas que são de Deus, mas as que são dos homens.Compreendendo novamente, e com maior profundidade, o que significa se tornar um discípulo de Jesus, não sem melindre, nem contrariedade, Pedro reassume o compromisso anteriormente selado e nos lega mais um exemplo de empenho na edificação íntima da humildade e de perseverança na fé.
Exemplo que, em nossa modesta avaliação, jamais ganhou forma tão expressiva, contundente e comovente quanto na inspirada composição de Gladston Lage e Tim que leva o nome do apóstolo e pode ser vista abaixo. Uma canção que, se não arrebata a alma propriamente aos céus, arrasta-a irresistivelmente ao Caminho por meio do qual se pode chegar à Vida plena: o da entrega total do Espírito ao serviço com o Cristo, para além de todo o personalismo e de todo o interesse próprio, com a Verdade e pelo Bem de todos.
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Por que Jesus educava pela Natureza?
Vós sois o sal da Terra... Vós sois a luz do mundo... Olhai para as aves do céu... Como é que vedes um argueiro no olho de vosso irmão e não vedes uma trave no vosso? Cuidado com os falsos profetas que vêm a vós sob a aparência de ovelhas, mas por dentro são lobos vorazes... Árvores boas só podem produzir bons frutos e árvores más só podem produzir maus frutos... Eis que o semeador saiu a semear... O Reino dos Céus é semelhante ao homem que semeia boa semente no seu campo... O Reino é como uma semente de mostarda, que é a menor de todas as sementes...
Se há um recurso marcante em todo o processo educativo utilizado por Jesus, este recurso é a Natureza. Se Sua palavra era a expressão da Verdade, se ela era imantada pela força que só o Amor Puro detém, ainda assim era preciso mais para mobilizar Espíritos endurecidos, como nós mesmo, tantas vezes, ainda hoje. E a Apostila Viva do Criador é precisamente esse algo mais.
Jesus tinha plena consciência de que "através da educação pela Natureza, o Espírito é estimulado a descobrir Deus em toda a Criação, passando a compreender sua natureza, finalidade e destinação". Sabia como ninguém que "a Natureza estimula o Espírito a observar, sentir, comparar e analisar, para depois refletir e concluir". Compreendia magistralmente, enfim, que "nesse processo, o Espírito percebe que os princípios divinos presentes em sua intimidade também compõem todo o laboratório da Natureza".
Por isso mesmo se serviu tantas e tantas vezes desse recurso tão encantador quanto subutilizado no nosso dia-a-dia.O clipe que se segue abaixo se baseia na canção A Amiga das Flores, de Ana Maria Soares Pereira e Moacyr Camargo, e é parte do projeto Amor pela Terra, do Centro Espírita Terra de Ismael, em Jurucê, distrito de Jardinópolis (SP).
Como já relatamos antes aqui, essa casa espírita desenvolve um trabalho excepcional de educação do Espírito pelo contato com a Natureza. E a bela composição que você confere abaixo é, na nossa avaliação, um dos mais saborosos fruto dessa proposta no campo musical, acrescido de nossa modesta contribuição no sentido de encontrar as mais belas imagens do Laboratório Divino para dialogar com letra e música tão bem inspiradas!
PS: Confira a letra da música aqui.
PS 2: As citações utilizadas no terceiro parágrafo do texto são todas da obra O que é a Evangelização de Espíritos, obra mediúnica inspirada pela equipe de Eurípedes Barsanulfo, por Alzira Bessa França Amui, páginas 37 e 38.
Por isso mesmo se serviu tantas e tantas vezes desse recurso tão encantador quanto subutilizado no nosso dia-a-dia.O clipe que se segue abaixo se baseia na canção A Amiga das Flores, de Ana Maria Soares Pereira e Moacyr Camargo, e é parte do projeto Amor pela Terra, do Centro Espírita Terra de Ismael, em Jurucê, distrito de Jardinópolis (SP).
Como já relatamos antes aqui, essa casa espírita desenvolve um trabalho excepcional de educação do Espírito pelo contato com a Natureza. E a bela composição que você confere abaixo é, na nossa avaliação, um dos mais saborosos fruto dessa proposta no campo musical, acrescido de nossa modesta contribuição no sentido de encontrar as mais belas imagens do Laboratório Divino para dialogar com letra e música tão bem inspiradas!
PS: Confira a letra da música aqui.
PS 2: As citações utilizadas no terceiro parágrafo do texto são todas da obra O que é a Evangelização de Espíritos, obra mediúnica inspirada pela equipe de Eurípedes Barsanulfo, por Alzira Bessa França Amui, páginas 37 e 38.
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Nosso Encontro com Jesus
Faz uma semana que saímos de uma das mais profundas imersões na presença de Jesus que pudemos vivenciar na presente existência. Foram pouco mais de 24 horas, entre a noite de sábado, dia 13, e a de domingo, dia 14, em que nos permitimos aproximar como poucas vezes do Rabi, para que pudéssemos estar aptos a ajudar outros Espíritos a vivenciarem essa mesma experiência. De encontro com as próprias potencialidades, com o Eu profundo, consigo, com o Cristo...
Foi durante o II Encontro de Jovens do Grupo Espírita Paz e Harmonia, no Alto dos Pinheiros, em Belo Horizonte (MG). Evento que também marcou o I Encontro de Jovens da Evangelização de Espíritos, um movimento que desde 1990 busca resgatar a metodologia pedagógica desenvolvida entre 1905 e 1918 pelo educador espírita Eurípedes Barsanulfo, em Sacramento (MG).
Como já falamos antes aqui, a Evangelização de Espíritos é uma ferramenta metodológica desenvolvida sob a inspiração do próprio missionário sacramentano e sua equipe de trabalho espiritual, que se propõe a auxiliar o Espírito encarnado a se perceber cada vez como Ser Espiritual que veio à Terra com propósitos específicos dentro do campo da educação do pensamento, do sentimento e da vontade.
E, se como afirma o Assistente Calderaro a André Luiz, em No Mundo Maior, ninguém pode ensinar caminhos que não haja percorrido, o Espírito que assume o papel de evangelizador de Espíritos assume, antes de tudo, um compromisso consigo mesmo de aperfeiçoamento cotidiano dos pensamentos doentes, da vontade frágil e dos sentimentos nublados pelas sensações materiais.
No caso específico do encontro, cada dupla de evangelizadores ficou responsável por apresentar aos jovens uma história exemplar de Espíritos que vivenciaram difíceis, mas profundas, transformações diante do encontro com Jesus. Os selecionados foram: Pedro, Paulo, Bartolomeu, Joana de Cusa, Maria de Nazaré e Maria Madalena.
O objetivo não era fazer relato histórico, nem ler textos biográficos sobre esses Espíritos, mas conduzir os participantes a perceberem os sentimentos envolvidos no processo de transformação de cada um desses seguidores do Cristo, de forma a que pudessem perceber também em si a necessidade de mudanças, bem como possíveis caminhos para levá-las a efeito.
Enquanto a Bruna ficou responsável pela imersão na figura de Pedro, eu optei por Maria Madalena. Vimos filmes, devoramos os Evangelhos, esmiuçamos obras como Boa Nova e Paulo e Estevão... Nos munimos de todas as informações possíveis sobre essas figuras extraordinárias, como meios para chegarmos ao fim de nos aproximar espiritualmente delas, procurando vivenciar o desafio árduo de trazer a transformação por que passaram, de alguma forma, para as nossas vidas.
O que posso dizer, sem entrar nos detalhes que só são compreensíveis por quem vivencia a experiência, é que foi um processo extremamente enriquecedor para nós! Como forma de oferecer pelo menos uma pálida impressão do que pudemos experimentar, trazemos um clip da canção A História de Madalena, letra e música do grande compositor espírita mineiro Willi de Barros, aqui interpretada de forma impressionante pela artista espírita Cacau. Foi a canção-prece com que encerramos esse que foi apenas um, dos vários momentos especialíssimos que compuseram o Encontro de Jovens...
Foi durante o II Encontro de Jovens do Grupo Espírita Paz e Harmonia, no Alto dos Pinheiros, em Belo Horizonte (MG). Evento que também marcou o I Encontro de Jovens da Evangelização de Espíritos, um movimento que desde 1990 busca resgatar a metodologia pedagógica desenvolvida entre 1905 e 1918 pelo educador espírita Eurípedes Barsanulfo, em Sacramento (MG).
Como já falamos antes aqui, a Evangelização de Espíritos é uma ferramenta metodológica desenvolvida sob a inspiração do próprio missionário sacramentano e sua equipe de trabalho espiritual, que se propõe a auxiliar o Espírito encarnado a se perceber cada vez como Ser Espiritual que veio à Terra com propósitos específicos dentro do campo da educação do pensamento, do sentimento e da vontade.
E, se como afirma o Assistente Calderaro a André Luiz, em No Mundo Maior, ninguém pode ensinar caminhos que não haja percorrido, o Espírito que assume o papel de evangelizador de Espíritos assume, antes de tudo, um compromisso consigo mesmo de aperfeiçoamento cotidiano dos pensamentos doentes, da vontade frágil e dos sentimentos nublados pelas sensações materiais.
No caso específico do encontro, cada dupla de evangelizadores ficou responsável por apresentar aos jovens uma história exemplar de Espíritos que vivenciaram difíceis, mas profundas, transformações diante do encontro com Jesus. Os selecionados foram: Pedro, Paulo, Bartolomeu, Joana de Cusa, Maria de Nazaré e Maria Madalena.
O objetivo não era fazer relato histórico, nem ler textos biográficos sobre esses Espíritos, mas conduzir os participantes a perceberem os sentimentos envolvidos no processo de transformação de cada um desses seguidores do Cristo, de forma a que pudessem perceber também em si a necessidade de mudanças, bem como possíveis caminhos para levá-las a efeito.Enquanto a Bruna ficou responsável pela imersão na figura de Pedro, eu optei por Maria Madalena. Vimos filmes, devoramos os Evangelhos, esmiuçamos obras como Boa Nova e Paulo e Estevão... Nos munimos de todas as informações possíveis sobre essas figuras extraordinárias, como meios para chegarmos ao fim de nos aproximar espiritualmente delas, procurando vivenciar o desafio árduo de trazer a transformação por que passaram, de alguma forma, para as nossas vidas.
O que posso dizer, sem entrar nos detalhes que só são compreensíveis por quem vivencia a experiência, é que foi um processo extremamente enriquecedor para nós! Como forma de oferecer pelo menos uma pálida impressão do que pudemos experimentar, trazemos um clip da canção A História de Madalena, letra e música do grande compositor espírita mineiro Willi de Barros, aqui interpretada de forma impressionante pela artista espírita Cacau. Foi a canção-prece com que encerramos esse que foi apenas um, dos vários momentos especialíssimos que compuseram o Encontro de Jovens...
domingo, 7 de novembro de 2010
Que tal começar em nós?
Depois de quase dois meses de silêncio, voltamos ao trabalho!
A nova cara do blog diz muito do que queremos que esse espaço seja daqui para a frente: um ambiente virtual de reflexões, cujos textos, vídeos e imagens sejam capazes de estimular no Espírito a elevação do pensamento e o desabrochar do sentimento. A Arte já não é mais fim e sim meio para se chegar a novas experiências e percepções sobre nosso papel diante da Vida.
Para coroar esse recomeço, trazemos uma canção gravada em 2007 pelos integrantes do antigo grupo Estradas, à época já extinto, de Belo Horizonte (MG). O Estradas marcou época no meio espírita mineiro pela qualidade técnica e, principalmente, pela riqueza espiritual de seu trabalho, que acabou sendo interrompido antes de ser registrado em CD próprio.
Por isso, as gravações presentes no Comebh 25 Anos, primeiro DVD de música espírita produzido no país, têm um caráter especial de resgate, pelo menos parcial, desse trabalho extraordinário. A canção que se segue abaixo chama-se Nova Era. Como todas as composições que conhecemos de Willi de Barros (Uma Prece, Para sempre em meu coração, A História de Madalena, Encontro etc), é de uma beleza e de uma profundidade marcantes!
Um convite a aceitarmos plenamente o chamado que Jesus nos faz há milênios para uma Vida Nova, baseada na Fraternidade, na Caridade e na Abnegação. Assumamos o compromisso de edificar em nós mesmos uma Era Nova e a Nova Era há de surgir irremediavelmente no mundo...
PS: Agradecimentos especialíssimos ao nosso irmão Denis Soares por disponibilizar essa canção no YouTube e indicá-la no seu blog Viajante do Universo!
A nova cara do blog diz muito do que queremos que esse espaço seja daqui para a frente: um ambiente virtual de reflexões, cujos textos, vídeos e imagens sejam capazes de estimular no Espírito a elevação do pensamento e o desabrochar do sentimento. A Arte já não é mais fim e sim meio para se chegar a novas experiências e percepções sobre nosso papel diante da Vida.
Para coroar esse recomeço, trazemos uma canção gravada em 2007 pelos integrantes do antigo grupo Estradas, à época já extinto, de Belo Horizonte (MG). O Estradas marcou época no meio espírita mineiro pela qualidade técnica e, principalmente, pela riqueza espiritual de seu trabalho, que acabou sendo interrompido antes de ser registrado em CD próprio.
Por isso, as gravações presentes no Comebh 25 Anos, primeiro DVD de música espírita produzido no país, têm um caráter especial de resgate, pelo menos parcial, desse trabalho extraordinário. A canção que se segue abaixo chama-se Nova Era. Como todas as composições que conhecemos de Willi de Barros (Uma Prece, Para sempre em meu coração, A História de Madalena, Encontro etc), é de uma beleza e de uma profundidade marcantes!
Um convite a aceitarmos plenamente o chamado que Jesus nos faz há milênios para uma Vida Nova, baseada na Fraternidade, na Caridade e na Abnegação. Assumamos o compromisso de edificar em nós mesmos uma Era Nova e a Nova Era há de surgir irremediavelmente no mundo...
PS: Agradecimentos especialíssimos ao nosso irmão Denis Soares por disponibilizar essa canção no YouTube e indicá-la no seu blog Viajante do Universo!
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Um banho no Oceano do Pai
Atualizado em 21/07/10 com vídeo do show!
Ontem à noite, estivemos presentes no Theatro José de Alencar para conferir o show Oceano do Pai do grupo musical espírita Gotas de Orvalho.
Para abrilhantar o início do evento, o nosso querido Tio Tarcísio, juntamente com o grupo AME, realizaram a abertura do show, cantando clássicos da música espírita, tais como O Poeta e Acreditar.
Mas a grande atração da noite foi mesmo o Gotas de Orvalho, superando as expectativas de muitos que assistiram ao espetáculo. Para aqueles que já conheciam o trabalho do grupo, eles demonstraram uma nítida evolução, tanto musical quanto teatral.
Com as poltronas do TJA praticamente lotadas, tivemos a oportunidade de apreciar um show completo, com arranjos vocais e instrumentais bem trabalhados, encenações teatrais ricas em sentimentos, sem falar, é claro, de um figurino todo especial.
Podemos dizer, sem exageros, que este foi mais um dos grandes eventos promovidos pelo movimento espírita no Ceará. Evento este que nos faz ter orgulho de dizer “sim, eu sou espírita”. Nossa esperança é que, cada vez mais, novos grupos tenham a oportunidade de realizar apresentações tão expressivas quanto esta que presenciamos.
Éder Foschiani
Ontem à noite, estivemos presentes no Theatro José de Alencar para conferir o show Oceano do Pai do grupo musical espírita Gotas de Orvalho.
Para abrilhantar o início do evento, o nosso querido Tio Tarcísio, juntamente com o grupo AME, realizaram a abertura do show, cantando clássicos da música espírita, tais como O Poeta e Acreditar.
Mas a grande atração da noite foi mesmo o Gotas de Orvalho, superando as expectativas de muitos que assistiram ao espetáculo. Para aqueles que já conheciam o trabalho do grupo, eles demonstraram uma nítida evolução, tanto musical quanto teatral.
Com as poltronas do TJA praticamente lotadas, tivemos a oportunidade de apreciar um show completo, com arranjos vocais e instrumentais bem trabalhados, encenações teatrais ricas em sentimentos, sem falar, é claro, de um figurino todo especial.
Podemos dizer, sem exageros, que este foi mais um dos grandes eventos promovidos pelo movimento espírita no Ceará. Evento este que nos faz ter orgulho de dizer “sim, eu sou espírita”. Nossa esperança é que, cada vez mais, novos grupos tenham a oportunidade de realizar apresentações tão expressivas quanto esta que presenciamos.
Éder Foschiani
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