A companhia teatral mais tradicional do movimento espírita mineiro tem um fim de semana intensivo de trabalho pela frente. Longe das paisagens montanhosas escolhidas para receber Espíritos do quilate de Eurípedes Barsanulfo e Chico Xavier, a Laboro vai desenvolver, pela primeira vez, sua missão de difundir a Mensagem do Cristo no Nordeste do Brasil. Mais especificamente, na terra quente e banhada pelo mar que acolheu o não menos notável Bezerra de Menezes quase 170 anos atrás.
Em dois dias, sábado (13) e domingo (14), serão cinco apresentações em quatro casas espíritas de Fortaleza e Caucaia. No primeiro dia, o grupo apresenta o belíssimo musical infantil Porto Amor (cuja música-título pode ser ouvida no site da dupla Tim e Vanessa), às 16h, no Lar de Clara, localizado em Iparana, Caucaia. Às 20h, é a vez do Grupo Espírita Paulo e Estevão, sede Água Fria, acolher a Laboro para a encenação do espetáculo As mesas girantes.
Domingo, a Laboro enfrenta uma pequena maratona: a primeira apresentação acontece às 9h30, com Porto Amor, no Centro Espírita Francisco de Assis (CEFA), à Rua Senador Catunda, no bairro Benfica. Às 16h o infantil ganha o palco do Lar Espírita Chico Xavier, à Rua Bom Jesus, no bairro Bom Jardim. E finalmente, às 20h, a trupe encerra as atividades em solo cearense com nova apresentação de As mesas girantes no CEFA.
Ingressos e informações na Livraria Espírita Sinal Verde (3212.1092 / 3212.4268) e no Grupo Espírita Paulo e Estevão (3253.2297 / 3253.5216)
As peças
Porto Amor
Utilizando a linguagem do clown e do circo como base para o desenvolvimento da encenação, os corações infantis são levados aos bastidores e ensaios de um grupo de atores adolescentes que preparam uma peça teatral. Durante o ensaio muitas surpresas vão acontecendo e o público vai tornando-se parte fundamental no processo de construção. Com música, cor, alegria os ensinamentos evangélicos e doutrinários penetram nos corações infantis reiterando o pedido do Cristo "deixai vir a mim as criancinhas".
As mesas girantes
Primeiro espetáculo produzido pela Companhia. Em cena uma trupe que relata as manifestações das mesas girantes, ocorridas no século XIX e que constituem, como se refere Allan Kardec, no ponto de partida da Doutrina Espírita. A música cantada ao vivo vem embelezar as histórias narradas em composições dos próprios atores e outras já conhecidas dentro do movimento espírita. Com leveza e muito bom humor, o espetáculo busca despertar o interesse sobre fatos que marcaram o início de uma nova fase para a humanidade: os desencarnados comunicando-se com os encarnados.
Abaixo, você confere um vídeo do 7º Fórum Nacional de Arte Espírita com pequenos trechos do aplaudidíssimo espetáculo As mesas girantes.
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quarta-feira, 10 de novembro de 2010
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Bastou uma prece sincera...
Ah, como é difícil seguir pelo caminho da consciência reta e das atitudes nobres nessa vida! Se ainda não somos exatamente "almas luminosas", o meio à nossa volta também não é lá de grande ajuda quando o assunto é estímulo à elevação. Não que ele não seja a escola bendita em que nos matriculamos para ir lapidando pouco a pouca a nossa pedra bruta. É só que entre nos servir ao aprimoramento e nos estimular ao bem vai uma lacuna enorme...
Dialogando um pouco com o Mestre, é como se vivêssemos permanentemente diante da própria porta larga. Olhando de fora pra dentro, enxergamos tanta coisa interessante que muitas vezes parece até sem sentido não atravessá-la aqui e acolá... Por outro lado, lá no cantinho do nosso olho, minguada, cinzenta, tem sempre aquela velha porta estreita. Pequena a ponto de nos deixar em dúvida se conseguimos passar ou não, o que ela nos permite entrever numa rápida olhadela é o par de olhos mais luminosos que jamais encontramos.
O problema é que essa não é uma luminosidade qualquer. Só conseguimos percebê-la na razão direta da nossa própria capacidade de fazer brilhar a Luz Imperecível que trazemos guardada na alma. E se nós ainda não somos exatamente "almas luminosas", o Alto é repleto delas, sempre dispostas a nos ajudar quando o assunto é vontade de se elevar!
E quando essa vontade é ardente e sincera, como se vê no belíssimo vídeo abaixo, a ajuda é imediata!
Dialogando um pouco com o Mestre, é como se vivêssemos permanentemente diante da própria porta larga. Olhando de fora pra dentro, enxergamos tanta coisa interessante que muitas vezes parece até sem sentido não atravessá-la aqui e acolá... Por outro lado, lá no cantinho do nosso olho, minguada, cinzenta, tem sempre aquela velha porta estreita. Pequena a ponto de nos deixar em dúvida se conseguimos passar ou não, o que ela nos permite entrever numa rápida olhadela é o par de olhos mais luminosos que jamais encontramos.
O problema é que essa não é uma luminosidade qualquer. Só conseguimos percebê-la na razão direta da nossa própria capacidade de fazer brilhar a Luz Imperecível que trazemos guardada na alma. E se nós ainda não somos exatamente "almas luminosas", o Alto é repleto delas, sempre dispostas a nos ajudar quando o assunto é vontade de se elevar!
E quando essa vontade é ardente e sincera, como se vê no belíssimo vídeo abaixo, a ajuda é imediata!
domingo, 20 de setembro de 2009
Novas
Sucesso na abertura do Festival Lema
Um primeiro dia acima de todas as expectativas marcou a abertura do Festival Lema 20 Anos. Faltou espaço no Teatro Marista, Centro de Fortaleza, para acomodar mais de 350 pessoas que foram assistir à remontagem de Memórias de um Suicida, às 19h. Atropelos técnicos à parte, a apresentação reviveu, com intensidade redobrada, a emoção marcante desse espetáculo. Um trabalho que, apesar dos 7 anos de estrada, ainda parece ter muito a oferecer, ao público e ao grupo.
A receptividade foi tão boa que uma porção generosa dos espectadores permaneceu no teatro para a segunda peça da noite: Louco É Tu. A comédia, inclusive, precisou começar um pouco antes do horário previsto, diante da inquietação das pessoas pelo início. Foi mais uma sessão cheia, dessa vez, marcada pelo riso e pela alegria da platéia. Pela criatividade, pela direção e pelo humor, essa é, sem dúvida, uma peça que justifica a posição de destaque do Lema no cenário da Arte Espírita nacional.
Logo mais, às 18h, o grupo volta ao palco para a estréia do espetáculo O Mistério dos Remédios Homeopáticos, texto de Allan Denizard. É um trabalho com linguagem e atores mais jovens, voltado para essa faixa de público. Já às 20h, o Lema retoma a peça Deus, sucesso absoluto durante a V Mostra Brasileira de Teatro Transcendental.
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Idéias
Uma avaliação parcial da Mostra
Três dias e a Mostra Brasileira de Teatro Transcendental mostrou a que veio nessa sétima edição! O espetáculo Entre Deus e Mamon, do Teatro de Bonecos Riso de Deus, se apresenta desde sábado (15) no interior e nos terminais de ônibus da capital. Diversão e alegria garantidos para o público de todas as idades!

Na terça-feira, subiu ao palco principal a peça Valores: a cotação humana, de Brasília. Uma seqüência de monólogos mais ou menos interativos e com forte teor filosófico. A montagem apresenta altos e baixos. Apesar da boa contribuição que traz ao público, com uma proposta de repensar nossas ações diárias, a peça poderia tranqüilamente ser reduzida em mais de 20 minutos!
Ganharia em dinamismo e atratividade, sem perder o foco! Além disso, é preciso explorar mais recursos como luz, corpo e som, como forma de potencializar a força do texto.
Na quarta, foi a vez de O amor jamais te esquece, de São Paulo. Mais uma adaptação de romance épico, no caso, do médium André Luiz Ruiz, atribuído ao Espírito Lucius. Nada de novo no horizonte. A mesma velha transposição da literatura mediúnica para os palcos. Falta a experimentação, falta aproveitar melhor as possibilidades oferecidas pela linguagem teatral, bem diferentes daquelas que marcam o texto puramente literário. Como quase sempre ocorre nesse tipo de montagem, sobra explicação, falta criatividade cênica.
Ontem, por fim, a mais agradável supresa da Mostra, até aqui: Quem tem medo da morte?, dos baianos da Comunidade Arte e Paz. Sobre o espetáculo, vamos direto ao ponto. Compartilho com vocês uma breve resenha que escrevi:
Grandes, pequeninos, simples ou complexos, todos temos medos. Alguns deles são úteis. Ajudam a evitar o perigo, garantem nossa sobrevivência. O resto não passa de entulho. Coisas que a mente cria para se fechar. Coisas que a gente fia para se amarrar. E se há entre os medos um mais forte, esse é o medo da morte!Quem não tem? Quem nunca sentiu? Quem nunca se viu angustiado pela perspectiva do fim? Talvez por isso mesmo não dê pra ficar alheio à humanidade exalada por Quem tem medo da morte? Um texto profundo, que ganha dinamismo na direção bem conduzida de Edmundo Cezar. A cada cena, um novo olhar, a cada esquete uma forma nova de se libertar. Da cegueira, da angústia, das limitações... Da incerteza sobre o porvir, que nos impede de usufruir uma vida plena!
O tom escolhido é de provocação. Clichês sobre o aquém e o além são sucessivamente derrubados pelos três personagens que impulsionam a narrativa. Eles mesmos se revezam nas funções de condutores e vivenciadores da trama. Em conflitos bastante sugestivos sobre as influências invisíveis que nos cercam a cada passo da jornada.
Quem tem medo da morte? propõe à platéia um modo singular de perceber a morte. Sem dogmas, pudores ou receios. Com a espontaneidade de quem caminha sabendo aonde vai chegar. E entende que o amanhã reflete nossas escolhas. Que a morte é um novo princípio. E o nascimento, apenas um recomeço.
sábado, 13 de setembro de 2008
De relance
Espírito de Arte de cara nova!
Próximo domingo marca um recomeço para o Espírito de Arte. Depois de oito meses sem subir ao palco, o grupo volta à ativa no II GEAL de Arte Espírita, realizado pelo Grupo Espírita Ave Luz. No repertório, nenhuma mudança significativa. Já na forma de executá-lo... O tempo de voz e viola deve ficar definitivamente para trás a partir dessa apresentação. Agora o grupo ganha reforços de guitarra, escaleta e percussão, além de intervenções poéticas e teatrais mais elaboradas. Um passo à frente, rumo a uma Arte Espírita plural, alegre e emocionante!
Louco é Tu em Mossoró
E o Grupo Lema rompe novas fronteiras com espetáculos próprios já consagrados. Hojde e amanhã é a vez de Louco É Tu, de 2005, ganhar os palcos potiguares. Será a terceira vez que peça sai do Ceará, depois de Florianópolis (SC) e Teresina (PI). As apresentações acontecem no Teatro Municipal de Mossoró, o Dix-Huit Rosado. O espaço impõe respeito, com capacidade para 740 pessoas e uma infra-estrutura de última geração, como se pode ver aqui e aqui... Tanto hoje como amanhã o espetáculo começa às 20h, com ingressos a R$10,00 e R$5,00.
Próximo domingo marca um recomeço para o Espírito de Arte. Depois de oito meses sem subir ao palco, o grupo volta à ativa no II GEAL de Arte Espírita, realizado pelo Grupo Espírita Ave Luz. No repertório, nenhuma mudança significativa. Já na forma de executá-lo... O tempo de voz e viola deve ficar definitivamente para trás a partir dessa apresentação. Agora o grupo ganha reforços de guitarra, escaleta e percussão, além de intervenções poéticas e teatrais mais elaboradas. Um passo à frente, rumo a uma Arte Espírita plural, alegre e emocionante!
Louco é Tu em Mossoró
E o Grupo Lema rompe novas fronteiras com espetáculos próprios já consagrados. Hojde e amanhã é a vez de Louco É Tu, de 2005, ganhar os palcos potiguares. Será a terceira vez que peça sai do Ceará, depois de Florianópolis (SC) e Teresina (PI). As apresentações acontecem no Teatro Municipal de Mossoró, o Dix-Huit Rosado. O espaço impõe respeito, com capacidade para 740 pessoas e uma infra-estrutura de última geração, como se pode ver aqui e aqui... Tanto hoje como amanhã o espetáculo começa às 20h, com ingressos a R$10,00 e R$5,00.
Grupo AVE estréia novo espetáculo
O Grupo Arte e Verdade Espírita (AVE) estréia neste domingo a peça Na família a solução, durante a programação do 16º Encontro de Estudos Espíritas do ICE-CE. A apresentação acontece às 14h, no Hotel Oásis Atlântico, em Fortaleza. O enredo aborda a história de Espíritos que se unem para corrigir erros do passado e construir laços de amor através da convivência em família. Um mordomo fofoqueiro, uma adolescente funkeira e um espírito cantor são alguns dos personagens que movimentam a trama. Uma comédia que se propõe a mostrar como o amor em família pode transformar almas.
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Mais
Teatro Espírita em Igreja Evangélica
Já imaginou a cena? Em plena igreja evangélica, Chico Xavier psicografa onde
deveria haver um pastor pregando... Os textos são poemas que trazem a assinatura de grandes escritores brasileiros, todos mortos há muitos anos! Se o causo ocorreu no mundo real, não saberíamos dizer. Mas pode apostar que ele teve lugar no mundo teatral! O palco foi a II Igreja do Evangelho Quadrangular de Morada Nova, interior do Ceará. E quem protagonizou o feito foi o Grupo Espírita de Teatro Leopoldo Machado, com a peça Chico Xavier, a Mão dos Imortais, no último sábado (23).
A apresentação foi por conta da VI Mostra Brasileira de Teatro Transcendental, que levou arte espiritualizada a 13 municípios cearenses esse ano! Infelizmente, o grupo teve que disputar espaço com um megacomício que acontecia ao mesmo tempo... Por isso, o público ficou em torno de apenas 40 pessoas. Mesmo assim, foi uma experiência interessante. Principalmente para um grupo que já teve oportunidade de se apresentar também em salão paroquial, auditório de escola católica e loja maçônica pelo interior cearense...
Já imaginou a cena? Em plena igreja evangélica, Chico Xavier psicografa onde
segunda-feira, 21 de julho de 2008
Novas
A Mão dos Imortais no Teatro do Sesc
O Grupo Espírita de Teatro Leopoldo Machado (Lema) apresenta a peça Chico Xavier, a mão dos imortais, na próxima terça-feira, dia 22, às 20 horas, no Teatro do Sesc Emiliano Queiroz, à Avenida Duque de Caxias, 1701, em frente ao Dnocs. O evento é em prol do Grupo Espírita Auxiliadores dos Pobres. Ingressos a R$ 20,00, dentro do pacote que inclui ainda um seminário, próximo domingo, no GEAP.
Num café carioca dos anos 40, intelectuais discutem a poesia mediúnica, que divide opiniões entre literatos e admiradores da arte. As atenções se voltam para a coletânea Parnaso de Além Túmulo, do comerciante mineiro Francisco Xavier, que traz a assinatura de poetas mortos. Charlatanismo, inconsciente ou mediunidade? Da conversa a debates e desentendimentos, os amigos degustam xícaras de café DuBão, servido pelo carismático e atrapalhado garçom Perácio. Ao longo da trama, fatos marcantes da vida do médium mineiro trazem ao palco a sensibilidade e a emoção que marcaram sua vida. O texto é do jornalista Romário Fernandes, com direção de Reginauro Sousa e pesquisa do oficial-bombeiro Edir Paixão e da advogada Évna América, todos integrantes do Grupo Lema.
Num café carioca dos anos 40, intelectuais discutem a poesia mediúnica, que divide opiniões entre literatos e admiradores da arte. As atenções se voltam para a coletânea Parnaso de Além Túmulo, do comerciante mineiro Francisco Xavier, que traz a assinatura de poetas mortos. Charlatanismo, inconsciente ou mediunidade? Da conversa a debates e desentendimentos, os amigos degustam xícaras de café DuBão, servido pelo carismático e atrapalhado garçom Perácio. Ao longo da trama, fatos marcantes da vida do médium mineiro trazem ao palco a sensibilidade e a emoção que marcaram sua vida. O texto é do jornalista Romário Fernandes, com direção de Reginauro Sousa e pesquisa do oficial-bombeiro Edir Paixão e da advogada Évna América, todos integrantes do Grupo Lema.
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