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terça-feira, 5 de abril de 2011

Chico, as mães e a igualdade para a dor

Deus criou todos os homens iguais para a dor; pequenos ou grandes, ignorantes ou instruídos, sofrem todos pelos mesmos motivos, a fim de que cada um pese judiciosamente o mal que pode fazer.

A mensagem do Espírito de Lázaro, psicografada em 1863 na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, nos faz lembrar dessa característica fundamental que irmana e iguala cada uma das almas encarnadas sobre a Terra. A dor é o recurso sagrado de que se serve a Providência Divina para nos orientar com segurança pelo caminho da Verdade. Cada passo dado fora dele nos conduz mais cedo ou mais tarde à dor e, em nosso estado de apego à ilusão, ao sofrimento e também à culpa.

Na película cearense que estreou nesse fim de semana, encerrando a sequência cinematográfica relacionada ao centenário de nascimento de Chico Xavier, é exatamente a igualdade para a dor que move e dá substância à trama. São três histórias de mães que sofreram perdas dolorosas por natureza e que encontraram no mandato mediúnico de Chico o consolo e o estímulo de que necessitavam para seguir em frente.

Sem pretensões à condição de crítico cinematográfico, que não sou, apesar de já ter estudado cinema, falo como Espírito em experiência terrena que vivenciou 108 minutos de beleza, consolação e transcendência em som e imagem ao sentar na poltrona do cinema para assistir ao longa As Mães de Chico Xavier.

Um início um tanto lento, que me exigiu bastante atenção para não perder o fio da meada. A exigência, talvez um pouco cansativa, acabou surtindo um efeito alternativo: eu me vi pouco a pouco familiarizado e então envolvido pelas histórias retratadas. Ao cativar meu interesse desde o princípio, pela própria temática, e gradualmente mais pelo quebra-cabeças de linhas narrativas, o filme criou a empatia necessária para que eu me emocionasse a cada ponto de virada dos dramas familiares apresentados.

Senti a dor culpada de Elisa, o sofrimento arrependido de Ruth e o vazio não compreendido de Lara. Me vi surpreendido ao descobrir a exatidão cruel da experiência por que passaram os pais de Raul e também ao me deparar com a revelação clara da Providência a envolver Santiago no momento da incompreensão.

E, conectando todos esses contextos aparentemente isolados, vi a figura exemplar, paciente e ativa, de Chico Xavier a esclarecer, trabalhar e consolar, como fez na maior parte de seus 75 anos de mediunato.

Sem buscar o preciosismo técnico, habitualmente embebido na alegria superficial, na violência gratuita ou no pessimismo doente que dominam os Espíritos e, por extensão, o cinema contemporâneo, saí da sala de exibição com a alma sensibilizada, pela dor e pela superação, e com a vontade renovada para prosseguir nas lutas que me comprometi a enfrentar nesta experiência carnal. E é disto, mais do que da opinião "especializada" ou do reconhecimento da Academia, que este Espírito aqui precisa.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Um filme que fala ao Espírito...

E finalmente saiu Nosso Lar, o Filme, longa-metragem que criou tanta expectativa quanto (ou até mais do que) a película sobre Chico Xavier! Isso porque, além de ser baseado em uma das obras basilares do espiritismo no Brasil, a obra de Wagner de Assis tinha pela frente o desafio de traduzir em som e imagem um mundo espiritual rico em detalhes e difícil de se visualizar ainda hoje, mesmo para muitos espíritas.


Para tanto, o projeto contou com o orçamento mais caro da história do cinema nacional - R$20 milhões - e efeitos especiais desenvolvidos no Canadá, por uma equipe experiente, com filmes holywoodianos no currículo.

Mas, na minha modesta opinião, o maior desafio de Nosso Lar, o Filme, era transformar o enredo extramemente didático e expositivo de Nosso Lar, o livro, em uma história envolvente, capaz de prender a atenção de um espectador mais interessado em assisitr a um bom filme do que em aprender espiritismo.


Nesse sentido, fiquei satisfeito com o trabalho que assisti ontem no cinema. Nada de arrebatador, extasiante ou especialmente emocionante. Mas uma história verossímil, com personagens humanos, cheios de conflitos e dispostos a superarem as próprias limitações.

Se a proposta da obra literária é "conheça o mundo espiritual pelos olhos de um recém-desencarnado", a versão audiovisual põe em primeiro plano o drama da queda e da redenção de um Espírito que, como a maior parte de nós, viveu no mundo segundo as regras do mundo. Um Filho de Deus que ainda tem uma longa estrada pela frente até ser capaz de deixar que o próprio ego seja ofuscado pela Luz Imperecível da Divindade. E que enfrentou, no retorno à Vida Real, as dificuldades próprias de quem transita nessa condição.


À Direção de Arte e de Fotografia coube o papel de emoldurar com magia e beleza essa história tão espiritual quanto humana. E não posso negar minha satisfação com o resultado obtido. Um filme de belas imagens, de cenários caprichados, capazes de transportar nosso pensamento, ao longo de quase horas, para esferas mais amplas, mais altas do que aquelas a que nos acostumamos, e a que a grande maioria dos filmes produzidos hoje parecem fazer questão de nos manter presos...

Merecem ainda referência: a boa adaptação das falas originais para a boca dos personagens, capaz de manter os sentidos originais sem incorrer no típico erro da transcrição literal de textos que caem bem em livros, mas ficam morosos e cansativos na tela; o desempenho do ator Fernando Alves Pinto, que deu vida a um Lísias mais profundo do que quase todos os outros personagens do filme; e a opção do diretor/roteirista por inserir novos conflitos e aprofundar outros já existentes na trama original, de forma a dar mais vigor e consistência dramática ao longa.


Como disse antes, é possível que Nosso Lar, o Filme não entre para o hall da fama das obras-primas do cinema nacional. Mas, mesmo que não faça jus a estatueta dourada nenhuma, ele cumpre com maestria a função de falar ao Espírito com clareza talvez inédita no cinema. Sem metáforas, duplos sentidos ou mensagens subliminares. Atinge a alma em trânsito na Terra pela via racional, através do texto, e pela via sensorial, através da imagem e do som. Ajuda, por fim, o Espírito reencarnado a se aproximar como nunca da realidade de onde veio e que o aguarda irremediavelmente para colher a safra da colheita que realizou por aqui...

João Romário

quarta-feira, 30 de junho de 2010

O Espiritismo em Cinema e Dança

Pelo menos dois eventos de grande porte devem movimentar a Arte Espírita Nacional neste segundo semestre.
O primeiro deles é a 2ª Mostra Goiana de Cinema e Vídeo Espírita, que acontece de 23 a 25 de julho, no Cine Goiânia Ouro. O projeto é uma iniciativa do Núcleo de Audiovisual Espírita (NAVE), com apoio da Federação Espírita do Estado de Goiás e recebe inscrições até o dia 10 de julho nas seguintes categorias:
1) Videoclipe (vídeo de grupo musical com mensagem e conteúdo espírita); 2) Curta-Metragem (vídeo com temática espírita de até 20 minutos); 3) Curta Mocidade (vídeo produzido por mocidade espírita, de até 10 minutos); 4) Animação (com temática espírita, de até 20 minutos); e 5) Documentário (com temática espírita, com até 20 minutos).

A programação inclui palestra e oficina com o cineasta Oceano Vieira, debate com o dramaturgo e diretor da Abrarte Edmundo Cezar e show do grupo Oficina de Arte, além da exibição dos filmes selecionados. Maiores informações no site oficial da Mostra

O segundo evento, que deve reunir artistas espíritas de todo o país, é a
IX Mostra Espírita de Dança Oficina do Espírito, principal encontro nacional do gênero, realizado anualmente pelo Instituto de Difusão Espírita (IDE), em Araras (SP).

A Mostra acontece de 13 a 15 de novembro, na sede do IDE, com o tema Arte na Casa Espírita: Novas Formas de Ver, Nova Estética no Ser. O evento é voltado para dançarinos, coreógrafos, grupos espíritas de dança e demais artistas do movimento espírita, oferecendo estudos sobre dança e arte à luz do Espiritismo, que embasam o “fazer arte” dentro da Casa Espírita, além de oficinas de aprimoramento técnico-artístico e apresentações de dança sedimentadas no conteúdo espírita-cristão.

As noites artísticas são abertas ao público em geral da cidade de Araras e municípios vizinhos, que podem assistir gratuitamente à programação. As inscrições acontecem até o dia 30 de agosto, limitadas a 180 participantesMais informações no site oficial do evento

Dentro da Mostra, acontece ainda o II Curso de Coreógrafos Espíritas, com o tema Dançando com a Alma: O Trabalho do Coreógrafo no Grupo Espírita. O projeto oferece uma visão geral da Dança sob a ótica espírita, apresentando subsídios teórico-prático para a composição coreográfica. São apenas 15 vagas, com inscrições que se encerram no dia 3 agosto. A prioridade é para quem já atua em Dança Espírita como coreógrafo. Integrantes de grupos e pessoas que desejam criar grupos de dança também têm preferência. O regulamento pode ser lido aqui.

Em outubro acontece ainda a Semana Nacional de Arte Espírita, que deve movimentar simultaneamente várias cidades em todas as regiões do país. Mas sobre esse mega-evento trataremos oportunamente...

terça-feira, 18 de maio de 2010

Bastidores do primeiro curta espírita...

Nesse fim de semana, a ala mineira do Espírito de Arte teve a honra de participar do primeiro curta-metragem "pra valer" gravado por alunos e professores do Curso de Cinema Espírita de Belo Horizonte. Foram dois dias de muito trabalho, poucas horas de sono, mas uma excelente sensação de dever cumprido! Pelo menos em parte, já que ainda precisamos gravar algumas cenas e, depois, nos debruçar sobre o longo trabalho de edição, montagem, tratamento de som, adição de trilha e coisas do gênero.

O certo é que a experiência concreta de estar no set acompanhando os detalhes de fotografia, produção, figurino, fotografia e arte foi apaixonante! Desde a preparação do espaço físico para as filmagens, passando pelo trabalho de maquiagem e figurino dos atores, até a preocupação com captação de som e imagem, tudo é realmente encantador.

Filmamos em duas paradas de ônibus diferentes, numa praça, na porta de um centro espírita, no pátio e no elevador de um shopping aberto. Ah, e também num estúdio. Cada locação exigia cuidados diferentes com arrumação, luz e interferências externas. E cada cena ganhava um significado especial quando vista pelo visor da câmera. Algo que pude constatar diversas vezes, enquanto atuava como 2º Assistente de Câmera, além de batedor de claquete e figurante eventual. A Bruna não ficou de fora, e acabou fazendo uma ponta também.

O curta chama-se Além da Fome, com argumento real de Sheila Corradi e roteiro de Aléxia Moreira, revisado e dirigido por Thiago Franklin. Pelo que já deu pra ver das imagens, captadas em equipamentos de alta qualidade, somadas à interpretação precisa de Daniela Tonidândel (Cia. Laboro), Guto Guerra e cia, acho que a temporada de produções desse projeto começa com o pé direito!

Romário Fernandes

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Idéias

Besouro: um herói que voa e vê Espíritos!

Eita, Brasil rico de cultura, arte e religiosidade! Um país que se forjou nos contatos - nada amistosos - entre povos totalmente diferentes. Que resultou numa sociedade altamente plural e heterogênea. E que ainda está aprendendo a lidar com toda essa diversidade.

É curioso notar como um país assim carece de heróis. Gente que represente a luta do povo, que sirva de exemplo para as conquistas e os anseios da gente. Não que eles não tenham existido. É só que poucos deles habitam a nossa memória.

No cinema, o diretor João Daniel Tikhomiroff tenta preencher essa lacuna com o filme Besouro: nasce um herói, que acaba de entrar em cartaz nos cinemas. O personagem-título é um capoeirista lendário que assombrou coronéis e fazendeiros do Recôncavo Baiano. Dizia-se que era capaz de levar a nocaute um pelotão de policiais, para sumir logo em seguida, sem deixar vestígio.

Mas o que nos inspira a escrever este texto é a forma como Tikhomiroff aborda as interações entre o mundo de cá e o de lá. O universo de Besouro é o das tradições africanas, particularmente do Candomblé. Homens e Orixás vivem em contato direto e freqüente. Rezas, sacrifícios e oferendas medeiam essa relação, vantajosa para ambas as partes.

Cabe ressaltar que, na tradição candomblecista, os Orixás não são Espíritos de pessoas falecidas. São ao mesmo tempo guardiões e representações dos elementos da natureza. Forças cósmicas que inteferem diretamente no destino dos homens. Tradicionalmente, são retratados com forma humana, mesclada com características dos elementos que personificam.

Na película, eles ganham uma representação exemplar em termos de naturalidade, expressão e relação com os homens e com a natureza de que fazem parte. Exemplar inclusive para os cineastas espíritas, atuais e potenciais, que haja por aí!

Um dos primeiros a aparecer é o temido Exu, orixá ambíguo, associado tanto a nobres quanto
terríveis realizações. No melhor estilo médium desorientado, um feirante percebe a presença da figura, confunde a entidade com uma pessoa comum que estivesse esnobando os produtos do quiosque dele, e parte pra cima do orixá! Detalhe: aos olhos da maior parte dos freqüentadores da feira, o pobre vendedor está se debatendo contra o vento!

Só quem parece compreender a "dança" do rapaz é o Besouro, ele também, capaz de ver os elementais. O capoeirista afasta o amigo e, também sem uma noção precisa a respeito de com o que está lidando, protagoniza uma luta e tanto com o Exu! Naturalmente, não acerta um único golpe, e ainda consegue demolir metade da feira na tentativa...

Ao longo da trama aparecem ainda o orientador espiritual, sempre pronto a aconselhar Besouro; a bela Iansã, a fluida Oxum, o guerreiro Ogum, o nebuloso Ossaim... Todos com uma naturalidade impactante, envolvidos em seus respectivos meios e áreas de atuação, cada um contribuindo com uma dádiva para a formação do herói.

Lá pelas tantas, tem até espaço para legítimos fenômenos de "psicapoeira"... Mas não vamos estragar as surpresas. Se ficou curioso, vai lá, prestigiar essa bela produção do cinema nacional. No geral, um bom filme, daqueles que deixam uma impressão agradável no espectador. Recomendo!


quinta-feira, 11 de junho de 2009

Novas

Novidades no Cinema Espírita

Noticiamos há pouco o lançamento do primeiro trailler - na verdade um teaser - do filme Chico Xavier. Uma produção que gera muita expectativa entre espíritas e não-espíritas. Mas que certamente não tem a pretensão de divulgar o espiritismo. E nem mesmo de ter um roteiro fundamentado na visão de mundo espírita.

Por isso, apesar da temática muito cara aos adeptos da doutrina, ele não tem nenhum tipo de "compromisso doutrinário" ou qualquer coisa que o valha. Em suma, acreditamos que não venha a ser exatamente um exemplar do que se tem chamado "cinema espírita".

Por outro lado, correm por fora do grande circuito produções menos pretensiosas, mas que podem nos trazer boas surpresas. No Rio Grande do Sul, o Grupo Arte Viva Espírita (AVE) lança hoje o méda-metragem Faces, na Casa de Cultura de Canoas, em Porto Alegre.

Segundo a sinopse oficial, o filme retrata a história de Camili (Jenifer Corrêa), uma jovem que vê os sonhos estraçalhados pelas ilusões. "Negando os valores éticos da vida, incita ao imediatismo do prazer a qualquer preço e tira do Espírito os estímulos de coragem nobre, facultando o desbordar das paixões violentas, que irrompem alucinadas, em caudais de revolta e desajuste."

O trailler é este aqui:



O filme será lançado também na 1° Mostra Goiana de Cinema e Vídeo Espírita, que acontece nos próximos dias 25 e 26 de julho, no Cine Ouro, Goiás. O evento promove, no sábado, uma exibição de Bezerra de Menezes: o Diário de um Espírito, seguido de debate com o diretor Glauber Filho sobre Cinema Espírita. Já no domingo, acontece a mostra propriamente dita. As categoria são: Curta, até 20 min; Média, até 50 min; Longa, a partir de 50 min; Curta - Mocidade, produzido por mocidades espíritas, até 10 min; e Vídeo-Clipe.

Fica o desafio para quem chega de fazer Arte fundamentada no Espiritismo, com técnica e sensibilidade! E não doutrinação audiovisual pra espírita ver...

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Novas

Sai primeiro trailler de Chico Xavier

Mal começaram as gravações do longa Chico Xavier, baseado no best-seller As Vidas de Chico Xavier, e já saiu o primeiro trailler. Coisa simples, mas bacana. Um bom jogo de câmeras, centrado no personagem central, frases de efeito, e uma sensação de que a coisa não vai ser chapa branca não. Confira!


Glória Pires foi cotada para fazer a madrasta do Chico, mas ainda não confirmou. Certos mesmos, só dois atores: Ângelo Antônio, que fará o Chico jovem, e Nelson Xavier, que já aparece em ação no trailler.

Sobre o Nelson, aliás, há uma entrevista bacana com ele publicada no site do jornal O Dia. Eis aqui alguns trechos do material, escrito por Camilla Gabriella:

"O ator Nelson Xavier se emociona quando fala do médium Chico Xavier. Com 67 anos, o ator vai interpretar o líder espiritual no cinema, com direção de Daniel Filho. 

Como surgiu o convite para fazer Chico Xavier no cinema?
Nelson Xavier: Essa história começou há cinco anos. O Marcel Souto Maior, que escreveu ‘As Vidas de Chico’, me mandou o livro e um bilhete dizendo que gostaria que eu interpretasse o Chico. Li o livro e fiquei estarrecido com o poder de Chico (...) liguei para o Daniel, que é uma pessoa com quem não tenho relação regular, e disse ‘Sei que você vai dirigir Chico Xavier e quero fazer. Se você achar que estou muito velho, eu até faço uma plástica.’ Segui minha vida até que um dia ele me ligou e disse: ‘A resposta é sim’. Quando caí em mim, tive uma crise de choro.

E como se preparou para o personagem?
NX: Em março fomos para Uberaba, em Minas Gerais, na casa onde Chico morou, e para Pedro Leopoldo (cidade onde Chico nasceu). Lá tem recortes lindos... Delirei, queria morar lá. É um lugar de paz. Todos os lugares que ele frequentou são carregados de uma energia arrebatadora. Nessas visitas tive notícias de muitos colegas que visitavam o Chico.

Qual foi a reação das pessoas quando descobriram que você viveria Chico Xavier?
NX: Tanto as pessoas de Uberaba, quanto o Daniel acham que, por eu não ser comprometido com o espiritismo, vejo com mais amplitude. É um olhar de quem é de fora. O filme vai ser um sucesso não só no Brasil quanto internacionalmente."


O filme está orçado em 7 milhões de reais e já tem data prevista para chegar aos cinemas: 2 de abril de 2010! Como havíamos dito meses atrás, o cinema com temática espírita parece vir com força total no próximo ano!

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

As Mães de Chico Xavier

Quatro histórias, um mesmo drama. Mães que perderam filhos. Mulheres em busca de consolo. Caminhos que levam a Chico Xavier. Esse é o ponto de partida para o próximo filme da Estação da Luz, a ONG reponsável pela realização de Bezerra de Menezes, o Diário de um Espírito. O anúnico oficial veio nessa semana, após uma longa negociação com a Federação Espírita Brasileira sobre direitos autorais.

É que, com o sucesso do Bezerra, muita gente correu de garantir os direitos sobre a adaptação de obras importantes de Chico Xavier para o cinema. Praticamente não sobrou nenhuma da série André Luiz, por exemplo. Sexo e Destino, que estava na mira da Estação da Luz, já está cedido para a Legião da Boa Vontade, junto com outras quatro obras...

A opção da ONG foi recorrer à obra mediúnica de Chico apenas como fonte de inspiração. "Assim não tem problema com direitos autorais e a gente pode criar com mais liberdade", explica o diretor de Bezerra e do novo filme, Glauber Filho. Como o projeto ainda está em fase de pesquisa, não há definição sobre quais histórias exatamente servirão de base para a trama. Mas o certo é que parte desse material sairá dentre as inúmeras cartas de "filhos mortos" psicografadas pelo médium.

Além disso, está definido que o enredo será centrado na história de vida das mulheres, e não em fenômenos espirituais. "É uma forma de mostrar um lado mais humano de tudo aquilo que cercava o Chico", justifica Glauber. Data de lançamento: 02 de abril de 2010, no centenário de nascimento do médium!

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Novas

Cinema espírita: de Bezerra a Chico Xavier

Novidades no cenário do cinema espírita! Logo mais, à 0h15 desta sexta-feira (07/11), o produtor de Bezerra de Menezes, O Diário de Um Espírito, Luís Eduardo Girão, concede entrevista ao apresentador Amaury Jr, na Rede TV. Ele fala do sucesso do longa, que chegou ao terceiro mês de exibição batendo a marca dos 400 mil espectadores. O número coloca o filme como um dos brasileiros mais vistos do ano. Além disso, Luís Eduardo adianta quase em primeira mão detalhes de sua próxima produção, com início previsto para o primeiro trimestre de 2009: um filme inspirado em obra do médium espírita Chico Xavier. Eu disse "quase em primeira mão" porque você já pode conferir logo abaixo, aqui no Portal Espírito de Arte, algumas informações exclusivas sobre o assunto!

Girão mantém o nome da obra em sigilo. Ele diz que a negociação ainda está em andamento. Até a assinatura final de alguns contratos, que deve acontecer em três semanas, essa informação fica em aberto. Mas quem cruzar os dados com esses outros, divulgados aqui há algumas semanas, já pode ter uma idéia do que se trata.

A previsão é de que o processo comece pra valer ainda no primeiro trimestre de 2009. A equipe,
garante o produtor, será a mesma que assinou o longa do Bezerra. Aliás, é provável, pelo sucesso do primeiro filme, que este segundo seja também distribuído pela Fox Filmes. E a perspectiva é de lançar a película em 2010, no centenário de nascimento de Chico Xavier!

Quer saber mais? Assista a entrevista completa daqui a pouco, na Rede TV! E acompanhe o Portal Espírito de Arte, é claro, que traz sempre em primeira mão as últimas notícias sobre o universo da Arte Espírita!

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Novas

Filmes Espíritas: o que vem por aí?

Bezerra de Menezes: o Diário de um Espírito nem tem previsão de deixar os cinemas ainda, e já começam as negociações para os próximos filmes brasileiros de temática espírita. Por enquanto, pelo menos duas produções já estão em andamento.

Uma delas, anunciada em 2006, é a adaptação da biografia As Vidas de Chico Xavier, de Marcel Souto Maior, para o cinema. O diretor é Daniel Filho, que já descartou dois roteiros por falta de qualidade. O terceiro ficou sob a responsabilidade de Marcos Bernstein, que traz no currículo o longa Central do Brasil. A expectativa era de que as gravações começassem até o fim do ano, com estréia em 2009. Mas, pelo menos oficialmente, não há definição de elenco, nem de locações ainda.

A outra produção que parece bem encaminhada se baseia em Nosso Lar, romance mediúnico mais vendido na história, atribuído por Chico Xavier ao Espírito de André Luís. Há algumas semanas, o comunicador espírita Alamar Régis (PA) tem dito que a Fox Filmes estaria em "parceria" com o ator e diretor espírita Renato Prieto para a realização do longa. Pelo sim, pelo não, recorremos a uma das fontes em busca de uma informação mais precisa. E a resposta foi a seguinte, via site oficial do Prieto:

"Está andando sim, acreditam que começam a filmar entre dezembro e janeiro, produção de uma empresa brasileira x americana... Vou fazer como ator e estou aguardando as ordens... Chamou, fui! Por enquanto, é isto. Abraços"

Cruzando as informações do Renato com as do Alamar, parece que podemos contar sim, em breve, com a adaptação cinematográfica desse clássico da literatura espírita. E comandada pela própria Fox Filmes, que já não tem nenhuma dúvida sobre o potencial dessa temática depois da surpresa que foi Bezerra de Menezes...

domingo, 14 de setembro de 2008

Idéias

Bezerra: Novos Recordes e Avaliação Crítica

Terceiro final de semana de recordes para Bezerra de Menezes, o Diário de um Espírito! Só agora, entre os dias 12 e 14, a bilheteria somou R$327.126, segundo dados do SDRJ, enquanto o público chegou a 32.239 pessoas, também em todo o país, de acordo com a empresa especializada Nielsen EDI. Os resultados mantêm a produção pela terceira semana consecutiva entre as dez mais vistas nos cinemas brasileiros, com a maior média de público entre todos os filmes em exibição e o melhor desempenho entre os longas nacionais.

Aliás, nesse último quesito, O Diário de um Espírito já figura entre os cinco primeiros no Rankings Nacional 2008, exatamente como prevíamos uma semana atrás... Ha quem fale em fechar o ano na segunda colocação, atrás apenas de Meu Nome não é Johnny... O certo é que, pelo menos os custos de produção, esses com certeza serão superados ainda nos próximo dias! Graças a você que ainda não viu e vai correndo garantir lugar nesse marco da história espírita mundial!

Acompanhe agora algumas opiniões do Espírito de Arte, que viu e debateu o filme:


Entre mitos e fatos, poderiam ter tornado a história dele muito mais atraente com os recursos que o cinema oferece. Por mais que uns e outros digam o contrário, a atuação de Vereza foi brilhante. E se houve falhas, vi muito mais responsabilidade na imperícia da direção do que numa falta do ator.

Admirável o público que ainda conseguimos com a empreitada. Ainda mais admirável as lágrimas que o filme conseguiu derramar. É prova de que ou o nosso público é pouco crítico, ou é indulgente de mais, ou que a história do Médico dos Pobres encanta para além das resistências materiais. Talvez sejam os três!

De qualquer forma, foi extremamente salutar para o nosso movimento a inauguração desse espaço no cinema. Permitiu que a temática dos espíritos fosse abordada com algo mais que
assombrações e suspenses. Embora essa produção também tenha caído nesses jargões americanos, ela inseriu a possibilidade de diálogo ético a respeito do mundo espírita. Não são mais apenas espíritos que assustam, cadaverizados e enredados em cenas de crimes. São influências de consolo dos nossos que nos esperam por lá.

Allan Denizard, ator e estudante de Medicina


O desenrolar do drama revelou-se pouco emocionante e instigador. Muitas são as cenas em que simplesmente a voz do Bezerra de Menezes (Carlos Vereza) aparece relatando fatos e histórias como se fosse um narrador, mostrando pouca dinamicidade dramática e tornando o filme cansativo e bastante linear. Outra coisa que percebi foi a ausência de conflito. Não havia embate, não havia clímax na história o que tornava o filme um pouco monótono.


Além disso, a produção não conseguiu mostrar com clareza as
principais cenas da vida do “médico dos pobres”, talvez por ter tido a intenção de relatar toda
a vida de Bezerra de Menezes, desde o nascimento até a morte, prejudicando o mergulho em algumas partes.

Apesar disso, acredito que a proposta de homenagear tal personalidade é bastante importante, tanto como forma de celebração quanto de divulgação do trabalho de Bezerra de Menezes e da Doutrina Espírita.

Natália Dantas, atriz, cantora e psicóloga


O filme Bezerra de Menezes foi, sem delongas, chato. Cansativo e muito linear, me parece que ele conta a história do Bezerra como se estivesse narrando um livro bibliográfico. E, apesar dele ter vivido coisas impressionantes e emocionantes, sabemos que a linguagem do cinema precisa ser diferente para atrair e prender o público. Acredito que a mudança de gênero feita de última hora foi a principal causa da infelicidade da obra.

Larissa Bezerra, atriz e estudante de Publicidade

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Novas

Bezerra: mais de 133 mil espectadores

Bezerra de Menezes, o Diário de um Espírito continua superando todas as expectativas. Nem o espírita mais otimista, e muito menos a Fox Filmes, esperavam resultados tão positivos! Segundo dados do Sindicato dos Distribuidores Cinematográficos do Rio de Janeiro (SDRJ), o público total do filme entre a estréia (29/08) e o último domingo (07/09) superou a casa dos 133 mil espectadores. Só no último fim de semana, a arrecadação foi de R$443.553,00, a sexta maior bilheteria do período e a melhor entre as produções nacionais. Bateu inclusive o promissor Linha de Passe, de Walter Salles, que estreou na oitava posição, com R$368.787,00.

Em apenas dez dias, O Diário de um Espírito já ultrapassou mais de cinqüenta filmes no Ranking Nacional 2008. Ocupa agora a 7ª posição, com boa possibilidade de crescer e terminar o ano entre os cinco primeiros. O filme aparece também no Top 5 Cinemark. E é claro que, diante do sucesso, novas salas passaram a exibir a produção também. Confira a lista completa, que se soma à anterior, publicada pioneiramente aqui no Espírito de Arte!

Barueri (SP) Cinemark Tamboré
Brasília (DF) Cinemark Pier
Natal (RN)
Cinemark Midway Mall
Niterói (RJ)
Severiano Ribeiro Bay Market
Nova Iguaçu (RJ)
Iguaçu Top
Osasco (SP)
Kinoplex Osasco
Rio de Janeiro (RJ)
Severiano Ribeiro Palácio
Salvador (BA)
Cinemark Salvador
Salvador (BA)
Multiplex Iguatemi
Santos (SP)
Santos (SP)
São Paulo (SP)
São João do Meriti
Cine Roxy
Praiamar Shopping
Cinemark Eldorado
Kinoplex Grande Rio

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Mais

Bezerra: Balanço de estréia

Divulgação maciça na imprensa, ampla publicidade e boca-a-boca a todo vapor! O resultado da estratégia de comunicação pré-Bezerra de Menezes não deixou a desejar. O Diário de um Espírito obteve a melhor média de público do país nesse fim de semana de estréia! Cerca de 1.168 pessoas lotaram cada uma das 44 salas em que o filme está em cartaz. Brasília liderou a procura, com quase 5.200 espectadores em uma única sala de exibição! Foi preciso abrir sessões extras no sábado e no domingo para atender à procura. No Rio, mais de 11 mil pessoas viram o filme em cinco salas. Foi o maior público absoluto entre as cidades, que respondeu sozinho por mais de 1/5 da bilheteria total do período. Nossa capital cearense não ficou por baixo, e terminou o final de semana na quarta posição em público e arrecadação total. Veja abaixo, com exclusividade, os dados completos sobre o desempenho do filme em cada cidade do país. Na primeira coluna, as cidades. Depois, o público, a bilheteria e, no fim, o percentual do valor na arrecadação total!

RIO DE JANEIRO (RJ)

11.073 117.689 21,71%
SÃO PAULO (SP)


6.131 72.684 13,41%
BRASÍLIA (DF)


5.189 60.995 11,25%
FORTALEZA (CE)


3.220 30.420 5,61%
BELO HORIZONT(MG)


1.845 19.740 3,64%
PORTO ALEGRE (RS)


1.759 17.762 3,28%
RECIFE (PE)


1.695 16.416 3,03%
CAMPINAS (SP)


1.409 16.270 3,00%
FLORIANÓPOLIS (SC)


1.261 15.826 2,92%
SALVADOR (BA)


1.522 14.700 2,71%
NATAL (RN)


1.321 14.195 2,62%
GUARULHOS (SP)


1.323 14.180 2,62%
SANTO ANDRÉ (SP)

1.167 13.810 2,55%
CURITIBA (PR)


1.134 12.589 2,32%
CAMPO GRANDE (MS)


862 9.803 1,81%
UBERLÂNDIA (MG)


858 9.098 1,68%
GOIÂNIA (GO)


1.120 8.232 1,52%
ARACAJU (SE)


825 7.616 1,40%
VITÓRIA (ES)


674 7.157 1,32%
MANAUS (AM)


846 7.143 1,32%
CAMBORIÚ (SC)


558 6.506 1,20%
CUIABÁ (MT)


792 5.982 1,10%
UBERABA (MG)


604 5.517 1,02%
MACEIÓ (AL)


448 4.588 0,85%
TERESINA (PI)


424 4.424 0,82%
LONDRINA (PR)


544 4.099 0,76%
VILA VELHA (ES)


395 4.005 0,74%
JOÃO PESSOA (PB)


360 3.682 0,68%
SÃO LUÍS (MA)


343 3.458 0,64%
BELÉM (PA)


328 3.112 0,57%
PORTO VELHO (RO)


407 2.808 0,52%
MACAPÁ (AP)


323 2.590 0,48%
PALMAS (TO)


215 2.092 0,39%
BOA VISTA (RR)


281 1.807 0,33%
RIO BRANCO (AC)


133 1.135 0,21%