sábado, 16 de janeiro de 2010

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Afinal, onde fica o mundo espiritual?

A pergunta é básica para quem começa a estudar o espiritismo. Uma das primeiras coisas que se aprende é que, na visão espírita, não existem Céu ou Inferno. Mas e aí, o que existe então? A resposta mais comum dá conta de colônias espirituais, umbral, vale dos suicidas dentre outros lugares de além-túmulo.

Num primeiro momento, a tendência é associar os novos nomes às velhas imagens do Paraíso e do Purgatório. À medida que se escuta falar a respeito, a maioria parte para a leitura dos romances mediúnicos. Livros psicografados pelas médiuns Vera Lúcia Marinzeck e Zíbia Gasparetto costumam ser os responsáveis pelas primeiras impressões dos estudiosos da doutrina sobre o mundo espiritual.

Alguns se contentam com essas e outras obras mais simples, a exemplo das assinadas pelo Espírito Luiz Sérgio, enquanto outros partem para romances mais "densos", como os de Chico Xavier, Divaldo Franco e Ivone Pereira. Nos últimos anos, surgiu ainda uma opção alternativa, densa e, segundo alguns, fantasiosa, representada pelas controversas obras de Robson Pinheiro.

O certo é que, apesar das enormes diferenças de narrativa, enredo e profundidade moral/espiritual que há entre os romances mediúnicos, em linhas gerais, existe uma grande semelhança na forma de descrever o funcionamento das coisas do lado de lá.

Espíritos afins tendem naturalmente a se reunir em lugares "construídos" por um processo conhecido como ideoplastia, que permitiria a manipulação de matéria "menos densa" ou "quintessenciada" por parte dos Espíritos. Assim, lemos a descrição de casa, apartamentos, ruas, parques, veículos e uma infinidade de coisas que fazem do mundo espiritual uma versão aperfeiçoada do nosso.

Para a pergunta onde exatamente fica uma cidade espiritual?, há indicações de certa forma precisas, como a de que Nosso Lar ficaria "sobre" a capital carioca. Já para a pergunta e por que ninguém capta a presença dela, os aviões não se chocam, nem ninguém vê com um telescópio?, a coisa começa a complicar. Alguns vão falar que a matéria de que é feita seria "muito sutil", ou que vibraria numa "frequência" diferente ou ainda que seria uma questão de "densidade".

Respostas que tentam ser científicas, mas que passam longe do rigor exigido por esse campo do conhecimento, além de criarem uma série de outros problemas práticos que não vem ao caso discutir agora.

Contudo, tivemos recentemente a oportunidade de assistir a um vídeo muito curioso, que integra o famoso filme What the bleep we know?. E ali sim encontramos uma explicação que parece ao mesmo tempo coerente com a proposta espírita e com o conhecimento científico. Na pior das hipóteses, foi a melhor que já encontramos. Com você, a visita do Dr. Quantum à Planolândia:

6 comentários:

francisco amado disse...

Você deveria ler este artigo também para reavaliar sua cocpção de mundos fluidicos.
http://ensinoespirita.blogspot.com/2010/01/origem-dos-mundos-fluidicosnosso-lar.html

Espírito de Arte disse...

Lido... Mas o que tem a velha arenga anti-roustainguista a ver com essa reflexão sobre ciência e espiritualidade?

MERLÂNIO MAIA disse...

Muito interessante, caro Roma, um desenho que mostra que vivemos numa caixinha, cheios de pré-conceitos, portanto fica muito difícil transcender tal universo, coisa que até espíritas se enquadram.

Parabéns, querido.

Maria José disse...

Eu não tenho a menor dúvida da existência do Mundo Espiritual, muito mais aprimorado do que o nosso.
Passando aqui para desejar-lhe um final feliz de semana, agradecer-lhe sua presença no Arca e deixar-lhe o meu carinho e amizade. Beijos.

Allan disse...

Querido, embora não comente muito, estou sempre por dentro das suas postagens. Instigantes, por vezes polêmicas, e sempre atraentes. Algum dia você lança um livro para defender melhor suas (hipo)teses que lança por aqui, dando só o gostinho. Adorei o curta!!!

Eduardo Franco disse...

Há um tempo eu já havia escrito um pequeno trabalhinho, visando esclarecer isto lá no C E. Aqui vai.

Aonde fica o mundo espiritual?

“Tendes de reconhecer, primeiramente, que o Além não é uma região, e sim um estado imperceptível para a nossa potencialidade sensorial . E entendereis que igualmente nós somos ainda relativos, sem nenhum característico absoluto, irmãos de vossa posição espiritual, em caminho para as outras realizações e conquistas, como vós outros.”

Emmanuel, 2 de Abril 1938 - Inserido no livro Um amor, muitas Vidas. (Chico Xavier)

“A vida é o eterno fenômeno dos jogos vibratórios...”
Maria João de Deus, em “Cartas de Uma Morta”, 1935 - Chico Xavier
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Um bom exemplo são as estações de rádio.  O tempo inteiro elas estão irradiando, emitindo em frequências diversas.  Para percebê-las, necessitamos do auxílio do rádio. E podemos dizer que cada estação é uma sintonia, um campo vibratório. São muitos os níveis em seus variados ambientes.

Para não complicar muito, podemos dizer que temos o mundo físico, o astral e o mundo espiritual.
Veja na figura 15ª que retiramos da apostila 15 do site http://vivenciasespiritualismo.net.



e a figura 09ª, que nos dá a idéia de como são os planos, que se interpenetram:
interpenetram.


Heigorina Cunha, no Livro Cidade no Além, publicou desenho que conseguiu reproduzir. Ela foi levada pelo Espírito Lúcius para conhecer Nosso Lar e para fazer os desenhos da cidade espiritual.
Abaixo uma figura escaneada publicada no livro citado:




Concluindo apenas esta pequena resposta pois o assunto é extenso:

O mundo espiritual é aqui mesmo, pois eles se interpenetram, mas não se misturam em razão das densidades de suas respectivas matérias. A matéria que compõe o plano astral é mais sutil que a do plano físico, muito embora para os que estejam no plano astral seja matéria tangível. O mesmo podemos dizer da relação dos planos astral e mental, pois os do plano astral não conseguem perceber a matéria do plano mental.
O indivíduo pode, hipoteticamente, ir de um a outro sem sair do lugar, pois é tudo uma questão de sintonia, resultado de uma longa caminhada.