sábado, 6 de junho de 2009

Idéias


O que há de espírita em Pensamento Sideral?

Trazemos hoje para o Espírito de Arte o resumo de debate realizado recentemente num grupo virtual sobre Música Espírita. O assunto foi a canção Pensamento Sideral, assinada pelos compositores Douglas Thá Júnior e André Luiz Dias, do Alma Sonora. Pelo menos no eixo Sul-Sudeste do Brasil, é hoje uma das músicas mais tocadas no movimento espírita. Para quem nunca ouviu, eis o clipe mais conhecido:



A canção é, sem dúvida, a obra mais premiada entre os trabalhos musicais notoriamente feitos sob a influência do espiritismo. Acumula prêmios de melhor música e melhor arranjo em uma série de festivais nacionais, como já falamos antes. Mas, afinal, o que haveria mesmo de espírita nessa badalada composição?

Antes de tudo, é preciso lembrar que a música se compõe essencialmente de três elementos: melodia, harmonia e ritmo. E que os estilos musicais se definem pela forma como essas variáveis se relacionam. Naturalmente, não há uma "música espírita" no sentido propriamente musical da expressão. Basta ouvir aleatoriamente duas coletâneas espíritas, a exemplo dos CDs Cancioneiro Espírita, para perceber que há muito pouco em comum entre as milhares de canções compostas e cantadas pelos adeptos do espiritismo.

Se há algo pelo menos parecido, esse algo está nas letras das músicas. Elas também se apresentam numa infinidade de nuances. Mas uma coisa, praticamente todas têm em comum: a influência da proposta espírita de compreensão da realidade. Podem falar de Jesus, amor e caridade, como a maioria, ou de luta, dor, desigualdades dociais, sexo e drogas, como se vê mais recentemente. Via de regra, é fácil notar a inspiração do ideal espírita no texto.

Pois bem! É justamente esse o mote do debate a que nos referimos no início deste artigo. O que há de efetivamente espírita na letra de Pensamento Sideral? Eis a síntese das idéias apresentadas. Elas aparecem na forma de diálogo: um debatedor argumenta e, logo a seguir, o outro comenta sobre o mesmo assunto!

Quero ser um anjo,
Quero ser imortal

Podemos entender que o "querer ser um anjo" é o alcançar o estado de perfeição através da evolução sucessiva, ideia espírita. Porém, isso não encontra ressonância no resto da canção, não percebemos nenhuma passagem que sugira um contexto de evolução, de um crescimento. Apenas vejo um desejo de ser coisas e estar em condições etéreas, libertas e, no meu entendimento, bastante vagas.

Na Doutrina Espírita sabemos que todos somos imortais, independente de nosso desejo ou não. Claro, podemos fazer uma aproximações poética com o conceito de se descobrir imortal, se enxergar como imortal, de agir como imortal. Mas é uma interpretação que não vai da música em si.

A coerência com a proposta espírita, desde os primeiros versos, é impecável. Obviamente, sabemos o que é um "Anjo":

"
Os seres que chamamos anjos, arcanjos, serafins formam uma categoria especial, de natureza diferente da dos outros Espíritos?
— Não; são Espíritos puros: estão no mais alto grau da escala e reúnem em si todas as perfeições
."

Quanto ao desejo de ser imortal: esse verso traduz num anseio íntimo do autor a essência da proposta espírita, que é a percepção do homem como ser imortal. Em lugar de preconizar que nós o somos, o eu-lírico revela sua própria ânsia de atingir essa condição.
Tira o postulado espírita da condição de Lei, imposta de fora para dentro, para colocá-lo como expressão da vontade profunda do Espírito encarnado no corpo terreno.

Quero viajar na velocidade da luz
Ir aonde o pensamento me conduz

Outro dia me argumentaram que "pensamento sideral' seria sinônimo de "espírito", porque o espírito é um pensamento e é livre pelo espaço em geral. E eu me questionei: a conclusão dessa frase é "quero ser um espírito"? Como poderia ser diferente, como poderia eu não ser um espírito? Claro, podemos ir a uma questão filosófica do que seria o espírito, mas que a música não desenvolve. Os demais versos são a continuidade de desejos por liberdade, por condições como "viajar na velocidade da luz", de ir onde o pensamento conduzir, mas onde não vejo um objetivo, apenas um desejo, um anseio vago por liberdade.

Quanto à expressão "Pensamento Sideral":

"
O Espírito é, se quiserdes, uma chama, um clarão, ou uma centelha etérea", dirá O Livro dos Espíritos, acrescentando que "Quando o pensamento está em alguma parte, a alma também o está, pois é a alma que pensa" e que "Os Espíritos puros habitam determinados mundos, mas não estão confinados a eles como os homens a Terra; eles podem, melhor que os outros, estar em toda parte". O Espiritismo não fala nada sobre a expressão "pensamento sideral". Mas oferece toda a fundamentação teórica para o que ela expressa dentro do contexto da música.

O Espírito Puro, tão liberto quanto possível da matéria, é uma Essência que é mais do Universo (ou, pelo latim, Sideral) do que de qualquer mundo específico. E o que melhor do que a figura do "Pensamento" para expressar essa essência livre de barreiras que transita pelo infinito?

"Pensamento Sideral" é uma forma poética e bem fundamentada n'O Livro dos Espíritos de traduzir o conceito de Espírito Puro.

Prosseguimos então com ser um pensamento sideral, viajar na velocidade e ir até onde o pensamento conduz. Ora, quem pode viajar à velocidade da luz, a barreira da rapidez admita pelo conhecimento humano, senão os Espíritos altamente depurados? E como podemos entrever essa habilidade senão através dos sonhos, da imaginação, do pensamento?

Diria, enfim, que todo o refrão da música poderia ser sintetizado na frase: quero ser um Espírito Puro.


Me leva até onde o céu está
Nem dor, nem medo não
Na luz que extermina a escuridão
Na paz, na voz que me faz ressoar

Na sequência, vemos o sentimento de passividade, de se deixar conduzir por um algo que te leva até o céu, onde supostamente não há dor nem medo. Nós espíritas não cremos num céu como crêem nossos irmão evangélicos e católicos, então eu suponho que a música fala do céu como elemento poético, como a imensidão da altura sobre nós, onde repousam as nuvens, e de onde recebemos a luz solar. Porém, num contexto estritamente espírita, não vejo nenhum sentido para esse céu não ter dor nem medo, até porque não vemos motivo algum para isso na canção; é apenas um desejo, uma vontade de não sentir dor nem medo, mas sem nenhuma razão para que o céu possa proporcionar isso.

Aqui cabe uma reflexão: o próprio ato de querer, de desejar, é, em si, um ato, uma ação, ainda que interior. Podemos até agir sem querer, mas nada como a vontade firme e decidida para fundamentar uma ação eficiente e proveitosa. E será precisamente o impulso íntimo de crescer que vai levar o Espírito à condição de Perfeição, com todas as qualidades que lhe são inerentes.

Portanto, acho que a letra passa longe de transmitir uma sensação geral de passividade, ainda que o verso "Me leva até onde o céu está" possa, isoladamente, dar impressão.

A respeito dele, inclusive, e da estrofe que se segue, é notável mais uma vez a coerência com a perspectiva espírita. Eis o que traz o Livros dos Espíritos sobre o conceito de "
céu":

"
É o espaço universal; são os planetas, as estrelas e todos os mundos superiores onde os Espíritos desfrutam de todas as suas qualidades sem os tormentos da vida material nem as angústias próprias à inferioridade."

Noutras palavras, o céu, onde quer que ele esteja, ou como quer que queiramos chamá-lo, não tem dor nem medo, tal qual o eu lírico expressa em Pensamento Sideral.


Em seguida, falamos da "luz que extermina a escuridão", numa metáfora desgastada pelo mau uso, de desenhos animados japoneses a canções românticas onde a "luz do amor" vence a "escuridão da solidão". Claro que essa canção não tem culpa dos maus usos. Porém, diante da ausência de qualquer definição mais específica, a metáfora empobrecida pelo uso continua pobre.

Sim, a seguir, a velha mas recorrente metáfora da codificação espírita sobre luz e escuridão. Cito apenas dois exemplos do Livros dos Espíritos:

"
...a luz mata as trevas e a caridade mata o egoísmo", "Ai dos que fecham os olhos à luz! Preparam para si mesmos longos séculos de trevas e decepções."

Andar sem precisar de chão
Voar, nem asas, nem balão
Liberdade, meu porto final
A paz, a voz que me faz ressoar

A próxima estrofe segue a mesma linha, continuando a buscar o voar, a liberdade física dos espaços, uma paz sem âncora em nenhum conceito, uma voz que ressoa pelo eu lírico, embora não haja nenhuma menção de que voz essa, de onde ela vem, o que ela diz. O resumo que eu faço é: como espírita, ela não me traz nada - ou me traz o nada.

A conclusão da estrofe é quase uma transcrição de trecho do famoso prefácio do Evangelho segundo o Espiritismo. Ou não há concordância entre

"Na voz que me faz ressoar" e "
As grandes vozes do Céu ressoam como sons de trombetas, e os cânticos dos anjos se lhes associam"?

Por fim: "Andar sem precisar de chão / Voar, nem asas, nem balão / Liberdade, meu porto final". Ainda aqui, referências à condição daquele que se libertou da matéria. Simples, talvez, diante de tudo aquilo que caracteriza a Perfeição Espiritual. Mas aquelas que o eu lírico entrevê e pelas quais anseia naquele moment
o. A libertação, vale destacar, de tudo o que limita e condiciona a plenitude espiritual é mais uma característica dEles, ainda de acordo com o Livro dos Espíritos:

Passaram por todos os graus da escala e se libertaram de todas as impurezas da matéria. Tendo atingido o mais elevado grau de perfeição de que é capaz a criatura, não têm mais que sofrer provas nem expiações. Não estando mais sujeitos à reencarnação em corpos perecíveis, a vida é para eles eterna e a desfrutam no seio de Deus.

Ufa! E agora, o que pensam sobre o tema?! Queremos opiniões!

9 comentários:

Margot disse...

Concordo com a anàlise feita sobre a letra, que também a meu ver, é bastante vaga e não conclui a mensagem que se propos passar,o arranjo é bastante expressivo,diria que é o melhor dessa canção.

Espírito de Arte disse...

Margot, gostaríamos de saber sua opinião a respeito do artigo como está agora, na íntegra, com os dois pontos de vista.

ツ Erick S. A. Machado ツ disse...

Amigos,

Eu sou o autor dos comentários destacados em letra mais clara. Acho importante o debate e fico feliz que ele mobilize as pessoas a pensarem.

No fundo, o que importa é que todos, mesmo discordando, queremos o mesmo fim, que é uma música cada vez melhor, mais tocante e que leve a mensagem da nossa Doutrina aos corações do mundo.

Eu poderia comentar mais sobre os comentários já publicados, mas julguei que não fosse necessário. Porém, se alguém quiser o desenvolvimento completo da opinião por algum motivo, ou se quiser conversar sobre o assunto, o meu e-mail é: ericksamachado@hotmail.com/gmail.com

Um último recado: É pública minha opinião reticente em relação à música em questão. Porém, fiquei sabendo que em determinados locais reais e virtuais de debate, a conversa anda descambando para ofensas pessoais entre os debatedores ou em relação ao grupo Alma Sonora. Declaro veementemente que não apóio esse tipo de agressão, e que não tenho nada contra o grupo Alma Sonora em si. Estive no último FECEF, assisti ao show deles, convivi com eles durante 4 dias. O som deles é de uma qualidade extraordinária, e muitas músicas me agradam pelo conteúdo e pela forma, independente das que eu não aprecio. Peço o respeito de todas as partes, e a compreensão de que uma opinião divergente não deve jamais se tornar motivos para ofensas de qualquer natureza.

Forte abraço!

Allan disse...

Gostaria especificamente de criticar a posição de Erick sobre o desejo, como se ele fosse algo menor. Sou médico, atuo em um programa de extrema importância para o governo, gerenciado pelo INCA, que é o de tirar as pessoas do tabagismo que é responsável por 33% dos cânceres de nossa população. Temos uma abordagem psicoterápica que entende que a mudança não é um fenômeno linear, preto-branco, mas que tem processos, espiralar. Temos que perceber os momentos em que a pessoa está e valorizá-los empaticamente. Desde o que chamamos de pré-contemplação (não considera nocivo o seu comportamento atual) até o que chamamos prontos para a ação (já pode começar a mudar. Deve-se dar bastante importância para os indivíduos que saem da pré-contemplação para a contemplação (fase em que se cogita em mudar de hábitos - DESEJA!). Devemos estar ao lado da pessoa e incetivá-la, diante dessa vitória!, a dar mais um passo, o da preparação. O que, a princípio poderia ser considerado filigrana, é a abordagem atual que tem tido melhores resultados na cessação do tabagismo, independente do uso de farmacoterapia. Kardec já fez divisões evolutivas de comportamento, só pra lembrar: 1. Quem se compraz no mal; 2. Quem luta interiormente contra ele e por vezes vence; 3. Quem nem pensa mais no mal. Uma das principais fragilidades do discurso crítico de Erick é a sua finalização insistente com o vago, o nada, o abstrato. Porque passa bem mais a idéia de uma falta de percepção do que a de uma percepção acertada.

ツ Erick S. A. Machado ツ disse...

Caro Allan,

Em primeiro lugar, antes de falar especificamente sobre o assunto, gostaria de parabenizá-lo pelo trabalho que realiza. Como você mesmo disse, é um trabalho de extrema importância e que merece ser divulgado. Ainda antes do assunto, muito interessante a ideia de encarar um fenômeno não-linear na mudança. Estudo um pouco sobre isso, e só vem a confirmar que, em todas as áreas do conhecimento humano, da matemática à biologia, passando por sociologia e história, estamos trocando abordagens lineares por padrões mais elaborados, especialmente em rede.

Quanto ao assunto específico, peço desculpas se dei a entender que menosprezo o desejo, ou o coloco em segundo plano. Pelo contrário, como foi bem exemplificado, o desejo de mudança é o primeiro passo, sem o qual nenhuma modificação acontece.

A minha crítica pessoal à essa canção não é a presença do desejo, mas o fato de eu não identificar uma razão que motive a mudança dentro de um contexto que seja associado ao ideal espírita. Isso não quer dizer que a música tem que falar "Jesus", "Kardec", "reencarnação" ou qualquer outro termo "doutrinário". O problema, no meu humilde entendimento, é a passividade e vaguidão dos termos, a falta de uma diretriz sólida, confiável. Os pacientes que você citou sabem dos males do cigarro, e quando saem da pré-contemplação para a contemplação, passam a cogitar uma ideia muito bem-definida: mudar de hábitos para evitar os males do fumo.

Já na música, o que eu percebo são apenas desejos (quero ser anjo, quero ser imortal, quero viajar na velocidade da luz, quero voar, me leva até o céu, não quero dor, não quero medo etc). Não vejo um ideal de melhora, de crescimento, de atitudes que reflitam o ideal espírita. Qualquer um pode querer isso tudo... Quem quer sofrer? Quem quer ter medo? Quem não gostaria de poder voar? São desejos humanos, em todas as culturas e crenças. A questão é: que proposta/resposta oferecemos a isso? Nenhuma? Apenas enumeramos os desejos?

A arte no meio espírita, como penso eu, deve ser universal não no sentido de falar de qualquer tema universalista para todas as pessoas. Ele deve ser universal no sentido de fornecer a doutrina espírita, que é universal por poder ser aceita por qualquer indivíduo. E, nessa canção, eu não vejo qualquer ideia espírita a ser oferecida ao ouvinte, a título de consolação, esclarecimento ou incentivo a um desejo de mudança. Falar de um desejo, por si só, sem oferecer os meios de alcançá-lo, não me parece concordante com a proposta espírita. E, num segundo plano, uma segunda preocupação: Será que se essa música fosse de qualidade inferior, tecnicamente falando, teria tanta concordância do público? Meu medo é que nos deixemos levar por belos vocais, arranjos lindos e musicalidade inquestionável e que a mensagem venha a reboque.

Mas, como você mesmo disse, meu pensamento, e eu afirmo isso a todo tempo, é pessoal e sujeito a falhas, merecedor de críticas, e de modo algum pretende ser a verdade sobre outras opiniões. O que eu vejo como “vago” pode ser uma simples falta de percepção. Temo que as pessoas não estejam refletindo sobre o sentido da mensagem, e nada mais justo que outros cogitem que eu não tenha percepção suficiente para alcançar o sentido da música...

É por isso que estamos junto a refletir.

Forte abraço, e muito obrigado pela sua contribuição,

Erick

Anônimo disse...

Não importa se é vaga ou não, pois a arte "fala" com as diferentes pessoas de diferentes maneiras, e o que ela me diz ou o que eu ouço dela pode ser bem diferente daquilo que o outro vê, ouve ou sente.Eu, por exemplo, me emocionei.Talvez vc sinta falta de uma arte mais engajada e acredite que a letra da música deveria ser assim, é um direito e uma forma sua de entendê-la, mas acredito que há espaço para as duas: as que nos fazem pensar e as que nos fazem sonhar, como essa. Assim como há espaço para sua crítica e é isso que torna tudo mais rico. Em qual outro movimento filosófico, religioso, estético etc encontraríamos tanta liberdade?

ツ Erick S. A. Machado ツ disse...

Graças a Deus temos no Espiritismo muita liberdade, não é uma doutrina castradora e proibitiva, mas esclarecedora... O problema somos nós, os espíritas e nossa limitação.

Quanto à vaguidão, realmente eu enxergo como um problema, pra mim é importante... Entendo que o Espiritismo, em sua verdade e luz não pode se permitir ser vago, deve dar um norte às pessoas de alguma maneira. A emoção existe naturalmente, quantas vezes não nos emocionamos com uma música em língua estrangeira e nem sabemos o que ela significa? Pode dizer até coisas que abominamos. O meu medo é que valorizemos a emoção através da harmonia, da melodia, dos acordes de uma canção sem parar pra refletir no que ela quis dizer de fato.

Não sinto falta de arte engajada, acho que o meio espírita tem bastante... Ao contrário, gostaria de mais canções que falem do Espiritismo com sutileza, de forma poética, rica e delicada. Porém há que se ter o cuidado, às vezes a sutileza traz consigo o vazio, há que se ter muita sensibilidade e estudo para não se perder nesses caminhos e ao mesmo tempo ter uma arte de qualidade. É sonhar, mas com objetivos e chão.
E mais uma vez agradeço a Deus a oportunidade de estarmos em uma doutrina que nos permite o debate, a discordância e o aprendizado, todos buscando o melhor para o movimento no trabalho com Jesus.

Forte abraço!

Anônimo disse...

Vc está certo em buscar qualidade e em querer o esclarecimento ao invés da embromação e prá isso há que se estudar, viajar, compreender, fazer muitas trocas e promover tudo isso tb. Apesar da emoção há que se manter o espírito crítico, vc está certo nisso tb. Grande abraço.

Sader Chambela disse...

Primeiro.. desejar um abraço fraternal a todos!
Essas discussões são interessantes, e gostaria de expor algumas reflexões q tive após ler os comentários. Primeiramente, independente da letra que pode ser considerada vaga para alguns mas que por si só não fere a Doutrina, a melodia e os arranjos expressam vibrações boas, de otimismo e esperança, só por isso eu já consideraria uma música "Espírita", já que traduz o Belo e Bom... já a mensagem, acredito tb que expresse de certa forma as revelações Doutrinárias do Espiritismo, sob a ótica de quem já conhece o fim a que o Espírito se destina mas ainda não pode alcançá-lo. E como muito bem observou nosso irmão Dr., a vontade, a compreensão do estado atual e do que se almeja, determina o primeiro passo do caminho que teremos que percorrer.
Deixo mais uma vez meu abraço e minha humilde opinião.
Sader - Ubá, MG