Olha a tecnologia chegando com tudo à seara do Cristo! O Tim acaba de publicar no Youtube quatro vídeos de alta qualidade para ajudar quem sempre quis tocar as inspiradíssimas canções cantadas por ele e pela Vanessa. Com áudio extraído do CD/DVD Espiritismo em Canção, último trabalho da dupla, é possível vê-lo tocando em detalhes, com close no violão. E, se ainda ficar alguma dúvida, uma sequência de imagens no alto do vídeo esclarece em tempo real o desenho de cada acorde que está sendo executado. É pegar o violão, sentar na frente do computador e aprender essas obras-primas do cancioneiro espírita, para que elas cheguem cada vez mais longe geograficamente, tocando profundamente cada Espírito que se permite envolver por sua vibração que transporta para mais perto do Cristo...
sábado, 30 de abril de 2011
terça-feira, 5 de abril de 2011
Chico, as mães e a igualdade para a dor
Deus criou todos os homens iguais para a dor; pequenos ou grandes, ignorantes ou instruídos, sofrem todos pelos mesmos motivos, a fim de que cada um pese judiciosamente o mal que pode fazer.
A mensagem do Espírito de Lázaro, psicografada em 1863 na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, nos faz lembrar dessa característica fundamental que irmana e iguala cada uma das almas encarnadas sobre a Terra. A dor é o recurso sagrado de que se serve a Providência Divina para nos orientar com segurança pelo caminho da Verdade. Cada passo dado fora dele nos conduz mais cedo ou mais tarde à dor e, em nosso estado de apego à ilusão, ao sofrimento e também à culpa.
Na película cearense que estreou nesse fim de semana, encerrando a sequência cinematográfica relacionada ao centenário de nascimento de Chico Xavier, é exatamente a igualdade para a dor que move e dá substância à trama. São três histórias de mães que sofreram perdas dolorosas por natureza e que encontraram no mandato mediúnico de Chico o consolo e o estímulo de que necessitavam para seguir em frente.
Sem pretensões à condição de crítico cinematográfico, que não sou, apesar de já ter estudado cinema, falo como Espírito em experiência terrena que vivenciou 108 minutos de beleza, consolação e transcendência em som e imagem ao sentar na poltrona do cinema para assistir ao longa As Mães de Chico Xavier.
Um início um tanto lento, que me exigiu bastante atenção para não perder o fio da meada. A exigência, talvez um pouco cansativa, acabou surtindo um efeito alternativo: eu me vi pouco a pouco familiarizado e então envolvido pelas histórias retratadas. Ao cativar meu interesse desde o princípio, pela própria temática, e gradualmente mais pelo quebra-cabeças de linhas narrativas, o filme criou a empatia necessária para que eu me emocionasse a cada ponto de virada dos dramas familiares apresentados.
Senti a dor culpada de Elisa, o sofrimento arrependido de Ruth e o vazio não compreendido de Lara. Me vi surpreendido ao descobrir a exatidão cruel da experiência por que passaram os pais de Raul e também ao me deparar com a revelação clara da Providência a envolver Santiago no momento da incompreensão.
E, conectando todos esses contextos aparentemente isolados, vi a figura exemplar, paciente e ativa, de Chico Xavier a esclarecer, trabalhar e consolar, como fez na maior parte de seus 75 anos de mediunato.
Sem buscar o preciosismo técnico, habitualmente embebido na alegria superficial, na violência gratuita ou no pessimismo doente que dominam os Espíritos e, por extensão, o cinema contemporâneo, saí da sala de exibição com a alma sensibilizada, pela dor e pela superação, e com a vontade renovada para prosseguir nas lutas que me comprometi a enfrentar nesta experiência carnal. E é disto, mais do que da opinião "especializada" ou do reconhecimento da Academia, que este Espírito aqui precisa.
Sem pretensões à condição de crítico cinematográfico, que não sou, apesar de já ter estudado cinema, falo como Espírito em experiência terrena que vivenciou 108 minutos de beleza, consolação e transcendência em som e imagem ao sentar na poltrona do cinema para assistir ao longa As Mães de Chico Xavier.
Um início um tanto lento, que me exigiu bastante atenção para não perder o fio da meada. A exigência, talvez um pouco cansativa, acabou surtindo um efeito alternativo: eu me vi pouco a pouco familiarizado e então envolvido pelas histórias retratadas. Ao cativar meu interesse desde o princípio, pela própria temática, e gradualmente mais pelo quebra-cabeças de linhas narrativas, o filme criou a empatia necessária para que eu me emocionasse a cada ponto de virada dos dramas familiares apresentados.
Senti a dor culpada de Elisa, o sofrimento arrependido de Ruth e o vazio não compreendido de Lara. Me vi surpreendido ao descobrir a exatidão cruel da experiência por que passaram os pais de Raul e também ao me deparar com a revelação clara da Providência a envolver Santiago no momento da incompreensão.
E, conectando todos esses contextos aparentemente isolados, vi a figura exemplar, paciente e ativa, de Chico Xavier a esclarecer, trabalhar e consolar, como fez na maior parte de seus 75 anos de mediunato.
Sem buscar o preciosismo técnico, habitualmente embebido na alegria superficial, na violência gratuita ou no pessimismo doente que dominam os Espíritos e, por extensão, o cinema contemporâneo, saí da sala de exibição com a alma sensibilizada, pela dor e pela superação, e com a vontade renovada para prosseguir nas lutas que me comprometi a enfrentar nesta experiência carnal. E é disto, mais do que da opinião "especializada" ou do reconhecimento da Academia, que este Espírito aqui precisa.
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
E o pensamento, o que tem criado?
Numa das passagens dos Evangelhos mais desafiadoras à nossa pequenez espiritual, Mateus nos dá a conhecer o ensino de Jesus a respeito da milenar proibição ao adultério contida no Decálogo judaico:
Ouvistes o que foi dito: "Não adulterarás". Eu, porém, vos digo que todo aquele que olha uma mulher para desejá-la, já adulterou com ela em seu coração. (Mt 5, 27 e 28, tradução de Haroldo Dutra Dias)
Se o domínio sobre as próprias ações - externas, visíveis e passíveis do julgamento do outro - já é um grande desafio para muitos de nós, que dizer da disciplina do pensamento? Essa esfera de ação interior que normalmente encaramos como só nossa, como o espaço mais íntimo e pessoal de que dispomos para sermos nós mesmos?
Se há uma parcela da Verdade nessa forma de enxergar as coisas, ela está no fato de que o pensamento realmente revela sem erro aquilo que somos. Sem máscaras, sem pudores ou maquiagens. O erro, porém, começa na suposição de que ela seja realmente "íntima e pessoal".
Aquilo em que pensamos nos põe sempre em determinada zona mental, compartilhada por milhões de outros seres espirituais, irmãos na jornada de aprimoramento de si. Esses pensamentos, somados, entram em ressonância uns com os outros, potencializando efeitos, frequentemente negativos, e aprisionando o Espírito, quando ele não tem o hábito de cultivar a própria Vontade no terreno da Verdade.
Porém, o efeito só costuma ser negativo, inferior, materializado porque assim também costumam ser os nossos pensamentos. Onde colocamos o pensamento, aí se nos desenvolverá a própria vida, explicará o Instrutor Gúbio a André Luiz, numa das obras-primas da psicografia de Chico Xavier, Libertação.
Por isso mesmo, o Espírito que se esforça sinceramente por transformar o pensamento característico que traz, e esse não é um esforço pequeno para nenhum de nós, conta também com o mesmo fenômeno de ressonância mental a seu favor.
Nesse caso, porém, é com os pensamentos superiores que a sua mente vibrará. E as vibrações do Alto, ao contrário daquelas a que estamos mais condicionados, alimentam o Espírito de Esperança, uma Esperança Verdadeira e Progressiva que nos impulsiona para o Caminho da Verdade!
Manter-se sob a influência desse Impulso Superior é um desafio ainda maior, diante da nossa inconstância e do pensamento viciado em certas emoções doentias que ainda carregamos. E aí se faz necessário, ainda e sempre, o desenvolvimento de um "pensamento reflexivo, criando um movimento mental que assegure ao Espírito a capacidade de averiguar como se encontra seu pensamento e qual é a força que a Vontade exerce sobre ele", como propõe a Equipe Eurípedes Barsanulfo na obra mais recente ligada ao trabalho da Evangelização de Espíritos, A Libertação do Espírito.
Temos que aprender a refletir diariamente sobre o que o pensamento tem criado. De forma a não nos iludirmos com o brilho aparente de certas criações mentais, nem nos conformarmos com a estreiteza cinzenta de horizontes em que nossa mente às vezes estaciona e se demora por longos períodos... Assim, seremos pouco a pouco mais capazes de identificar com clareza o que está por trás de nossos pensamentos e a que eles têm dado origem. Pautando-nos mais e mais no exemplo incondicional dAquele que, Antes de Criar, amou com Infinito Amor a Criação...
Ouvistes o que foi dito: "Não adulterarás". Eu, porém, vos digo que todo aquele que olha uma mulher para desejá-la, já adulterou com ela em seu coração. (Mt 5, 27 e 28, tradução de Haroldo Dutra Dias)
Se o domínio sobre as próprias ações - externas, visíveis e passíveis do julgamento do outro - já é um grande desafio para muitos de nós, que dizer da disciplina do pensamento? Essa esfera de ação interior que normalmente encaramos como só nossa, como o espaço mais íntimo e pessoal de que dispomos para sermos nós mesmos?
Se há uma parcela da Verdade nessa forma de enxergar as coisas, ela está no fato de que o pensamento realmente revela sem erro aquilo que somos. Sem máscaras, sem pudores ou maquiagens. O erro, porém, começa na suposição de que ela seja realmente "íntima e pessoal".
Aquilo em que pensamos nos põe sempre em determinada zona mental, compartilhada por milhões de outros seres espirituais, irmãos na jornada de aprimoramento de si. Esses pensamentos, somados, entram em ressonância uns com os outros, potencializando efeitos, frequentemente negativos, e aprisionando o Espírito, quando ele não tem o hábito de cultivar a própria Vontade no terreno da Verdade.
Porém, o efeito só costuma ser negativo, inferior, materializado porque assim também costumam ser os nossos pensamentos. Onde colocamos o pensamento, aí se nos desenvolverá a própria vida, explicará o Instrutor Gúbio a André Luiz, numa das obras-primas da psicografia de Chico Xavier, Libertação.
Por isso mesmo, o Espírito que se esforça sinceramente por transformar o pensamento característico que traz, e esse não é um esforço pequeno para nenhum de nós, conta também com o mesmo fenômeno de ressonância mental a seu favor.
Nesse caso, porém, é com os pensamentos superiores que a sua mente vibrará. E as vibrações do Alto, ao contrário daquelas a que estamos mais condicionados, alimentam o Espírito de Esperança, uma Esperança Verdadeira e Progressiva que nos impulsiona para o Caminho da Verdade!
Manter-se sob a influência desse Impulso Superior é um desafio ainda maior, diante da nossa inconstância e do pensamento viciado em certas emoções doentias que ainda carregamos. E aí se faz necessário, ainda e sempre, o desenvolvimento de um "pensamento reflexivo, criando um movimento mental que assegure ao Espírito a capacidade de averiguar como se encontra seu pensamento e qual é a força que a Vontade exerce sobre ele", como propõe a Equipe Eurípedes Barsanulfo na obra mais recente ligada ao trabalho da Evangelização de Espíritos, A Libertação do Espírito.
Temos que aprender a refletir diariamente sobre o que o pensamento tem criado. De forma a não nos iludirmos com o brilho aparente de certas criações mentais, nem nos conformarmos com a estreiteza cinzenta de horizontes em que nossa mente às vezes estaciona e se demora por longos períodos... Assim, seremos pouco a pouco mais capazes de identificar com clareza o que está por trás de nossos pensamentos e a que eles têm dado origem. Pautando-nos mais e mais no exemplo incondicional dAquele que, Antes de Criar, amou com Infinito Amor a Criação...
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Que Brilhe a Luz da Vida pela Arte!
É tempo de transição. Antes de tudo, para nós, Espíritos que tivemos a renovada oportunidade de nascer na Terra para dar continuidade ao trabalho milenar de educação de si. Depois de tanto tempo e tantas chances desperdiçadas, a Providência decidiu dar um "empurrãozinho" no processo. Permitiu que bilhões de Espíritos dos mais variados graus de auto-consciência e das mais variadas estirpes compartilhassem juntos a experiência terrena.
Assim, pela inédita diversidade de caracteres, tendências, hábitos e gostos, não só coexistindo, como sendo quase coagidos a manter contato uns com os outros, nos vemos diante de um enorme desafio espiritual: seguir em frente no propósito de nos alinhar com a Verdade, mas sem perder de vista a profunda falta de propósitos espirituais que assola a maior parte daqueles que hoje habitam a Terra.
O que Deus propõe ao nos colocar diante dessa situação? Ele nos mostra o caos como quem oferece o campo selvagem para o agricultor, dizendo: "Aprimora tuas habilidades, direciona a tua disposição para o trabalho e terás a oportunidade de ceifar, capinar, arar e semear não mais para as necessidades do corpo, mas da alma. Trabalharás de agora em diante no Bem Verdadeiro, plantando no hoje para a Eternidade."
O campo inculto é a massa de Espíritos absolutamente alheios aos princípios mais elementares da Verdade que hoje, entre muitos tropeços, nós temos nos esforçado para tornar viva em nossas vidas. E o trabalho que Deus nos oferece é o da lapidação diária das arestas rudes que trazemos, de forma a nos tornarmos aptos a refletir, minimamente que seja, o Brilho da Verdade e a trazer um pouco de Luz para os que teimam em fechar os olhos para Ela.
É essa Luz que trabalhos como o que o Grupo Arte Nascente (GAN) realiza há 22 anos tem ajudado a trazer para a Terra. A Luz da compreensão de si, da elevação do pensamento e do desabrochar do sentimento. Luz que lança sobre o valor da Vida uma percepção mais ampla e profunda. Que já ajudou tantos Espíritos a reencontrarem os Propósitos Superiores da existência. E que agora está prestes a dar mais um passo na jornada a que se propôs. Certamente, sob as bênçãos do Senhor!
Assim, pela inédita diversidade de caracteres, tendências, hábitos e gostos, não só coexistindo, como sendo quase coagidos a manter contato uns com os outros, nos vemos diante de um enorme desafio espiritual: seguir em frente no propósito de nos alinhar com a Verdade, mas sem perder de vista a profunda falta de propósitos espirituais que assola a maior parte daqueles que hoje habitam a Terra.
O que Deus propõe ao nos colocar diante dessa situação? Ele nos mostra o caos como quem oferece o campo selvagem para o agricultor, dizendo: "Aprimora tuas habilidades, direciona a tua disposição para o trabalho e terás a oportunidade de ceifar, capinar, arar e semear não mais para as necessidades do corpo, mas da alma. Trabalharás de agora em diante no Bem Verdadeiro, plantando no hoje para a Eternidade."
O campo inculto é a massa de Espíritos absolutamente alheios aos princípios mais elementares da Verdade que hoje, entre muitos tropeços, nós temos nos esforçado para tornar viva em nossas vidas. E o trabalho que Deus nos oferece é o da lapidação diária das arestas rudes que trazemos, de forma a nos tornarmos aptos a refletir, minimamente que seja, o Brilho da Verdade e a trazer um pouco de Luz para os que teimam em fechar os olhos para Ela.
É essa Luz que trabalhos como o que o Grupo Arte Nascente (GAN) realiza há 22 anos tem ajudado a trazer para a Terra. A Luz da compreensão de si, da elevação do pensamento e do desabrochar do sentimento. Luz que lança sobre o valor da Vida uma percepção mais ampla e profunda. Que já ajudou tantos Espíritos a reencontrarem os Propósitos Superiores da existência. E que agora está prestes a dar mais um passo na jornada a que se propôs. Certamente, sob as bênçãos do Senhor!
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Ele nasceu para Amar. E você?
Cada Espírito que vem a este mundo tem um propósito específico. Não falo simplesmente da necessidade de "expiação" e "melhoramento progressivo" que se aponta em O Livro dos Espíritos, questão 167. Se é certo que todos os que habitamos a Terra voltamos a ela porque precisávamos expiar faltas e nos melhorar, não podemos nos contentar com essa certeza. O aproveitamento pleno dessa oportunidade na carne pede mais de nós.
Quando Santo Agostinho, respondendo à pergunta 919 do livro-base, nos remete ao clássico preceito grego conhece-te a ti mesmo, ele não está apenas demonstrando erudição, nem deduzindo obviedades espirituais. Ele está nos chamando a atenção para a chave mais segura de que dispõe o Espírito encarnado para cumprir seu propósito específico neste retorno ao mundo material.
É que antes de vir, nós planejamos. Escolhemos, com maior ou menor interferência dos Bons Espíritos, quais os pontos mais urgentes a serem trabalhados dentro da vasta anterioridade composta pelos quadros de memória e pelas referências energéticas que acumulamos ao longo dos milênios*. Determinamos sexo, família, local de nascimento, filiação religiosa, área de atuação profissional, possíveis reencontros com Espíritos afinizados pelo amor e também pela dor...
Reencarnamos dentro de um planejamento feito sob medida para que tenhamos de lidar frequentemente com os sentimentos doentes. Para que, nos deparando com eles, tenhamos a oportunidade reiterada de tratá-los, de reorganizar energeticamente o perispírito e, então, partir para outros passos na jornada espiritual.
Porém, se eu não me conheço, tudo se torna mais difícil. Vêm as ilusões, os velhos vícios, os relacionamentos doentios... E, se eu não reflito sistematicamente sobre mim mesmo, como Espírito que está em processo de reparação específica de determinados erros do passado, a tendência é a de ficar desnorteado quando a luta pede mais esforço, mais disposição, mais vontade de superação.
Se eu me dedico seriamente a entender o que vim fazer aqui, ganho em objetividade na hora das escolhas, em serenidade diante da prova e em fortaleza espiritual para superar obstáculos. E, nesse processo, a despeito das quedas que invariavelmente surgirão, poderei galgar com cada vez mais decisão o caminho da Vida Eterna, a vida do Espírito que já superou o ego e a ilusão material.
Poderei, como um dia Jesus, ser um Mensageiro do Pai que desce à matéria não mais para ajustar-se com a própria consciência, mas para ajudar outras almas a despertarem as suas para a Verdade. Poderei ser alguém simplesmente Nascido para Amar, como propõe esta belíssima composição do Cancioneiro Espírita 1, que celebra com poesia inspirada e melodia encantadora o nascimento do Cristo!
* Para compreender melhor esse processo, sugiro O Que É Evangelização de Espíritos, capítulo "O Entendimento do Ser Espiritual", páginas 49 e seguintes. Autoria da Equipe Eurípedes Barsanulfo, pela médium Alzira Bessa França Amui.
Quando Santo Agostinho, respondendo à pergunta 919 do livro-base, nos remete ao clássico preceito grego conhece-te a ti mesmo, ele não está apenas demonstrando erudição, nem deduzindo obviedades espirituais. Ele está nos chamando a atenção para a chave mais segura de que dispõe o Espírito encarnado para cumprir seu propósito específico neste retorno ao mundo material.
É que antes de vir, nós planejamos. Escolhemos, com maior ou menor interferência dos Bons Espíritos, quais os pontos mais urgentes a serem trabalhados dentro da vasta anterioridade composta pelos quadros de memória e pelas referências energéticas que acumulamos ao longo dos milênios*. Determinamos sexo, família, local de nascimento, filiação religiosa, área de atuação profissional, possíveis reencontros com Espíritos afinizados pelo amor e também pela dor...
Reencarnamos dentro de um planejamento feito sob medida para que tenhamos de lidar frequentemente com os sentimentos doentes. Para que, nos deparando com eles, tenhamos a oportunidade reiterada de tratá-los, de reorganizar energeticamente o perispírito e, então, partir para outros passos na jornada espiritual.
Porém, se eu não me conheço, tudo se torna mais difícil. Vêm as ilusões, os velhos vícios, os relacionamentos doentios... E, se eu não reflito sistematicamente sobre mim mesmo, como Espírito que está em processo de reparação específica de determinados erros do passado, a tendência é a de ficar desnorteado quando a luta pede mais esforço, mais disposição, mais vontade de superação.
Se eu me dedico seriamente a entender o que vim fazer aqui, ganho em objetividade na hora das escolhas, em serenidade diante da prova e em fortaleza espiritual para superar obstáculos. E, nesse processo, a despeito das quedas que invariavelmente surgirão, poderei galgar com cada vez mais decisão o caminho da Vida Eterna, a vida do Espírito que já superou o ego e a ilusão material.
Poderei, como um dia Jesus, ser um Mensageiro do Pai que desce à matéria não mais para ajustar-se com a própria consciência, mas para ajudar outras almas a despertarem as suas para a Verdade. Poderei ser alguém simplesmente Nascido para Amar, como propõe esta belíssima composição do Cancioneiro Espírita 1, que celebra com poesia inspirada e melodia encantadora o nascimento do Cristo!
* Para compreender melhor esse processo, sugiro O Que É Evangelização de Espíritos, capítulo "O Entendimento do Ser Espiritual", páginas 49 e seguintes. Autoria da Equipe Eurípedes Barsanulfo, pela médium Alzira Bessa França Amui.
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