sexta-feira, 1 de maio de 2009

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Renato Russo de Além-Túmulo?

A bondade é o que desperta, somos anjos na floresta
Tentando achar a luz;
Quero todos, quero o mundo, quero você e tudo mais;
O inseto tem armas, mas não fere a flor que o alimenta,
Assim serei contigo e com todos que me saciam,
A sede incontida de amar.

Esse é um trecho do poema O amor, você e algo mais, atribuído pelo médium cearense Sérgio Luís ao Espírito Ruggeri Rubens. O texto faz parte da obra Sempre Há uma Luz, lançada em 2001 pela editora DPL. O romance trata da experiência post-mortem de um grande roqueiro do Brasil. Desligamento do corpo antes da cremação, passagem pelos palcos do umbral, redenção, participação em ações de apoio aos encarnados...

A intenção do autor é muito clara: associar o protagonista da trama ao compositor Renato Russo. Desde o título, baseado num verso da canção A Via Láctea, até os nomes dos capítulos, tudo faz lembrar a obra do líder da Legião Urbana: a morte por complicações decorrentes da AIDS, a cremação, as referências ao gosto pelo cinema, à cultura italiana, à homossexualidade...

Mas, afinal, quem é mesmo o autor do romance? Deixamos ao leitor a tarefa de formar a própria opinião. Aos interessados, eis onde adquirir a obra a preços módicos:

http://www.dpl.com.br/edicoes-dpl/446-sempre-ha-uma-luz

E pra quem ficou curioso, basta clicar no link abaixo para ter acesso ao poema na íntegra.

http://espiritodearte.blogspot.com/2008/07/conteudo-extra_03.html

Que acharam?

4 comentários:

Janio Alcantara disse...

Caro Romário,
A orientação espírita é primeiro ver o conteúdo da mensagem, em especial, se familares de Russo pudessem detectassem alguma informação que ninguém (inclusive o médium) soubesse.
Em segundo lugar, saber da idoneidade moral do médium, se tem interesses outros além de ser medianeiro.
Mas pelo que vi no site da DPL, acho que é animismo (se intencional, teria sido fraude).
Abs.

arthur disse...

Me recordo de que, ainda nos anos passados da MEPE, a gente comentava sobre esse livro e sobre a autoria... Seria Renato Russo?

Seria Chico Xavier, Kardec? Seria fulano ou cicrano?

Acho que o importante está muito mais na forma, no conteúdo do que propriamente em que deu o formato, principalmente em se tratando de doutrina espírita. A gente tem uma mania "feia" de reconhecer como válido só aquilo que tem nome, marca, que seja famoso... Machado de Assis deixaria de escrever bem por não ter sido conhecido?

Pra mim, e só pra mim, a questão é: muda em alguma coisa ter sido o renato russo que escreveu?

E a minha resposta é: de forma alguma!

Karmilza disse...

Apesar da coerência da orientação espírita o que se pode ler no site da DPL não é suficiente para se pensar em animismo por parte do médium .Tive oportunidade de conhecê-lo e seu da seriedade e compromisso em relação aos ensinamentos da Doutrina o que me leva a concordar com o comentário do arthur .

Anônimo disse...

eu também .